21/11/2025
A realidade actual mostra que muitos pais, pela rotina acelerada, pressões económicas ou simplesmente por falta de orientação, têm deixado de acompanhar de perto o desenvolvimento dos seus filhos. O controlo educativo que envolve diálogo, acompanhamento escolar, transmissão de valores e presença afectiva tem sido substituído por longas horas de exposição a dispositivos eletrónicos.
Hoje, muitas crianças já não têm o “amigo” tradicional, como um cão ou o convívio direto com outras crianças. O telefone, o tablet e o computador tornaram-se os novos companheiros, influenciando comportamentos, moldando opiniões e ocupando o espaço que antes era cheio de brincadeiras simples, criatividade e interação humana.
Esse cenário traz impactos profundos: crianças menos comunicativas, mais dependentes da tecnologia, com dificuldades de atenção e, muitas vezes, sem referências sólidas de disciplina e responsabilidade. A ausência de supervisão dos pais pode abrir portas para conteúdos inadequados, vícios digitais e até comportamentos de risco que passam despercebidos.
É fundamental que os pais retomem o seu papel central na educação, oferecendo tempo de qualidade, limites equilibrados e orientação constante. A tecnologia deve ser uma ferramenta, e não uma “babá digital”. Uma nação que descuida suas crianças compromete o futuro; já uma nação que as protege, orienta e educa correctamente constrói bases firmes para prosperar.
Assim, cuidar dos filhos não é apenas uma responsabilidade familiar é um dever cívico e um investimento direto no futuro do país. Crianças acompanhadas, amadas e educadas tornam-se adultos preparados, conscientes e capazes de transformar a sociedade.