31/12/2025
O que aconteceu com aquela menina aqui em Angola é uma ferida aberta na nossa consciência colectiva.
Não é apenas um caso isolado. É um alerta grave sobre até onde pode chegar a desumanidade quando crianças não são devidamente protegidas.
Nada justifica um acto desses.
Quem agride, viola e destrói a infância de uma criança abdica da sua própria humanidade. Isso não é erro, não é impulso, não é fraqueza. É crime. É desumano.
A justiça angolana precisa agir com firmeza e ser exemplar.
Não por vingança, mas para deixar claro que este país não tolera crimes contra menores. Quem escolhe agir fora da humanidade não pode continuar a viver como se fosse parte normal da sociedade.
Mas este caso exposto nas redes levanta uma questão ainda mais dolorosa.
E os casos que nunca aparecem?
As meninas que sofrem em silêncio, protegidas apenas pelo anonimato, pelo medo ou pela vergonha que nunca deveria ser delas?
Esses casos anónimos são os mais perigosos, porque não geram revolta pública, não pressionam o sistema e acabam esquecidos.
Enquanto houver silêncio, haverá repetição. Enquanto houver impunidade, haverá novas vítimas.
Lamentar é humano, mas não basta.
Angola precisa de justiça, protecção real às crianças e uma postura clara da sociedade. Abuso não se relativiza, não se ignora e não se esquece.
Uma nação que protege as suas crianças protege o seu próprio futuro.