09/12/2025
CONSTANTES DESVALORIZAÇÃO DO PESSOAL DE APOIO LEVANTA ALERTA SOBRE A CULTURA ORGANIZACIONAL NAS INSTITUIÇÕES
A desvalorização do pessoal de Apoio continua a ser um problema recorrente em diversas instituições, colocando em evidência fragilidades na cultura organizacional e na forma como as equipas se relacionam internamente. Embora estes profissionais desempenhem um papel crucial no funcionamento diário das organizações, muitas vezes o reconhecimento pelo seu trabalho f**a aquém do merecido.
Num ambiente de trabalho ideal, cada colaborador — independentemente do seu cargo — deveria ser valorizado pelo contributo que oferece. Contudo, relatos de comportamentos desrespeitosos, indiferentes ou mesmo condescendentes têm sido cada vez mais frequentes, revelando uma discrepância entre o discurso institucional e a prática diária.
O pessoal de Apoio, responsável por manter os espaços organizados, assegurar necessidades básicas e proporcionar suporte direto às equipas, é frequentemente a base que sustenta o bom desempenho das operações. Apesar disso, vários destes profissionais afirmam sentir-se invisíveis ou subestimados, o que contribui para um clima laboral desigual e desmotivador.
Especialistas alertam que o respeito não deve ser pautado pelo cargo, mas pela dignidade humana. Tratar o pessoal de Apoio com cordialidade, consideração e profissionalismo é um requisito básico para qualquer instituição que pretenda promover uma verdadeira cultura de respeito e cooperação. “Respeitar quem nos apoia é respeitar a própria organização”, recorda o Sr. Francisco Americano, destacando a urgência de uma mudança de postura no quotidiano das equipas.
Estudos em gestão organizacional indicam que o reconhecimento equitativo melhora não só o bem-estar dos colaboradores, mas também o desempenho global das organizações. Quando os trabalhadores se sentem valorizados, independentemente da função, há um aumento comprovado da motivação, do espírito de equipa e da eficiência operacional.
Por outro lado, ignorar ou minimizar o papel destes profissionais contribui para ambientes de trabalho tóxicos, marcados por desigualdade e baixa moral. Práticas simples, como agradecer, cumprimentar ou reconhecer publicamente o trabalho desempenhado, podem fazer a diferença na construção de equipas mais unidas e culturas institucionais mais saudáveis.
No final, todos trabalham para um objetivo comum. E, como reforça o Sr. Francisco Americano, “nenhum trabalho é pequeno demais quando contribui para o bem-estar coletivo”. A mudança começa com atitudes diárias — e passa, necessariamente, por valorizar quem garante as bases de funcionamento de qualquer organização.