15/10/2025
AS UNIVERSIDADES ESTÃO A PREPARAR PESSOAS PARA O DESEMPREGO...
Dói admitir, mas a verdade é dura, hoje, quem faz só universidade muitas vezes sai com diploma e sem emprego, e o pior é, quem faz centros de formação profissional parece estar mais preparado para o mercado do que quem passou 4 ou 5 anos numa sala de aula universitária.
Não é que a universidade não tenha valor, o problema é que a universidade, do jeito que está, não conversa com o mercado atual.
Como é possível alguém estudar Logística e não aprender os principais sistemas e softwares usados nas empresas?
Como é possível estudar Marketing e não conhecer as ferramentas digitais mais modernas do mercado?
Como é possível, em 2025, uma universidade ainda ensinar informática básica, quando o mercado exige informática aplicada, automação, análise de dados e inteligência artificial?
O mercado evoluiu e universidade ficou no tempo e no espaço.
E quando a universidade pára, o aluno paga o preço, sai com conteúdo antigo, não sabe aplicar o que aprendeu, não entende as exigências atuais das empresas, e no fim, entra para as estatísticas do desemprego.
Parece exagero?
Então por que centros de formação dão ferramentas mais úteis, mais práticas e mais atualizadas do que a própria universidade?
Por que razão os centros de formações são equipadas com softwares atualizados e as universidades não?
Porque, enquanto muitos docentes universitários ditam matéria retirada do Google e ignoram a realidade das empresas, os centros de formação adaptam-se ao mercado, chamam profissionais ativos, ensinam ferramentas reais e focam em resultados, os centros não estão preocupados com provas, estão preocupados com o saber fazer.
A universidade deveria ser a ponte entre conhecimento e mercado.
Mas em muitos casos, tornou-se um túnel escuro entre o passado e o desemprego.
Não precisamos destruir a universidade, precisamos reconstruí-la, menos teoria solta, mais aplicação prática, menos "decore e repita", mais "resolva e inove", menos professores presos ao passado, mais profissionais conectados ao presente.
Menos diploma, mais competência. Porque o mercado não quer saber se tens um curso.
Quer saber se tu resolves problemas, enquanto a universidade não entender isso, vai continuar formando licenciados, e não profissionais.
E o desemprego vai agradecer, os que não fazem universidade vão continuar a ensinar que fazer universidade é perca de tempo.