01/11/2025
Pela primeira vez, a trouxe a sua programação cultural a Luanda, em parceria com o .africa (), num programa que combina debate, arte e experiências sensoriais.
Realizado, na Galeria Plano B, na Marginal, com evento de exposição “As Camadas da Alma”, uma experiência visual e sensorial que explora a serigrafia como linguagem do pensamento e da memória.
É fácil cair no erro de pensar que, por estarmos em África, não precisamos refletir sobre a nossa negritude. Que o simples facto de sermos maioria isenta-nos desse exercício. Muito pelo contrário. Talvez aqui seja até mais urgente fazê-lo, porque o pensamento colonial continua entranhado nas estruturas sociais, nas relações de poder, nas burocracias, nos padrões de beleza e nas hierarquias que moldam o nosso quotidiano. Por isso, em Luanda, como em outros pontos dos PALOPS, há espaço para este diálogo em que a arte é o espelho e a provocação.
E assim, entre arte, memórias revisitadas, abraços demorados e copos erguidos, foi oficialmente dado o arranque do Mês da Identidade Negra de 2025.