13/05/2026
ENQUANTO ADIAMOS O ARREPENDIMENTO, O FARDO AUMENTA E A CRUZ F**A MAIS DISTANTE
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Para um período em que tudo parece líquido, por isso fácil de se desfazer, entendo ser necessário reforçar o ensino de lições úteis para nossa saúde espiritual. Escolho o tema conversão como o assunto de partida, embora sem toda a profundidade que se exige.
Gosto sempre de entender a conversão como um projecto do presente que nos faz alimentar a esperança de uma vida eterna.
A conversão não é um projecto para o futuro.
Entretanto, existe uma tentação silenciosa que acompanha muitas das nossas decisões. Esta tentação faz-nos internalizar a ideia de que amanhã ainda haverá tempo para pedir perdão, amar mais, respeitar, servir e corrigir erros.
Infelizmente, muitas vezes obedecemos cegamente a esse pensamento, acreditando que o tempo continuará sempre à nossa disposição.
Entretanto, enquanto adiamos o arrependimento, o fardo aumenta, a cruz torna-se mais pesada e o caminho cada vez mais estreito.
Por isso, o arrependimento, o perdão e o amor são realidades que devem acontecer no presente. A conversão não é um plano distante, nem um projecto para quando tudo estiver resolvido na nossa vida. É, a meu ver, uma decisão que começa hoje, agora e em todos os dias e momentos que se seguem.
Isso não quer dizer que se abrir à experiência com Deus exija perfeição imediata. Pode até significar caminhar devagar, aprender passo a passo, mas exige disponibilidade agora, porque adiar continuamente apenas nos afasta do caminho.
Por isso, não espere pelo momento ideal. Não espere pelo amanhã. Abra-se hoje e seja verdadeiramente uma criatura renovada.
Sebastião António Garricha
Letra & Fé