PrElias Constantino

PrElias Constantino Elias Constantino | Pastor | Escritor |Terapeuta

CASADOS NA SEPARAÇÃO.INDEPENDÊNCIA ECONÔMICA NO CASAMENTO, O QUE AS ESCRITURAS DIZEM SOBRE ISSO?Fui notificado pelo irmã...
24/02/2026

CASADOS NA SEPARAÇÃO.
INDEPENDÊNCIA ECONÔMICA NO CASAMENTO, O QUE AS ESCRITURAS DIZEM SOBRE ISSO?

Fui notificado pelo irmão e pastor Sílvio Lobato sobre um vídeo da sr. Filipa… no qual a mesma se predispõe a dar [um] conselho para “todas as mulheres”. A princípio achei desnecessário comentar, mas notei que o número de “irmãs cristãs” que compartilham da mesma ideia é estarrecedor. Logo, pensei que devesse falar sobre o assunto.

Acredito piamente que quando a Igreja não tem resposta séria e solucionável para certos problemas sociais e palavra de esperança num mundo que está a se desintegrar diariamente e se limita a concordar ou repetir cacoetes de pessoas ímpias, ela já está liquidada em sua essência e, tornar-se-á irrelevante espiritual e socialmente. Sim! Como Igreja seria um acto de omissão pecaminosa tapar os ouvidos aos fenômenos sociais inerente à mulher, tais como; violência domêstica, fuga a parternidade, alienação parental, descriminação, machismo, subalternização e coisificação da mesma etc. pois ela [a Igreja], é o farol de luz num que mundo que habita em trevas. Infelizmente, parece que, actualmente, a Igreja padeça de quase todos os sintomas que enfermam o mundo. A cura continua sendo a palavra de Deus que, por sinal, é, para todos os efeitos, a autoridade suprema na Igreja e a regra de fé e conduta do cristão. Portanto, a resposta do cristão aos factos sociais não deve se basear em meras ideias ímpias nem em experiências pessoais, mas sobretudo, deve ser abstraidas da palavra de Deus.
O dicurso da senhora pode ser resumido em dois (2) pontos cujo o segundo é resultado imediato do primeiro, reconheço que fazendo isso corro o risco de ser reducionista, mas não estou aqui para fazer uma abordagem minuciosa da sua fala, caso contrário, seria necessário escrever um livro. Vamos aos pontos:

1. O homem não presta – todo o discurso que começa com generalisações dessa natureza é fruto de uma percepção deficiente da realidade, portanto, descabido, seria necessário conviver com todos o homens ou casá-los para saber se todos de facto não prestam ou têm comportamento semelhante ao do homem que talvez a mesma teve.

2. A mulher deve ter independência financeira do marido – essa abordagem é, claramete, expressão de uma revolta – que constitui a mestafísica do seu argumento – fruto mesmo da sua experiência individual. Portanto, ela faz da sua dor particular o esteio do seu discurso no qual tira conclusões universais (todos os homens não prestam, todo o homem bem sucedido abandona a mulher do sofrimento).
Contudo, para respondermos essas afirmações de forma mais acutilante possível, é necessário estabelecer a natureza tridrimencional do discurso da mesma e, por último, trazermos aquilo que seria ideal de um posicionamento cristão.

1. Factos sociais – o discurso da mesma tem um fundo de verdade, ou seja, ela fala com base a certos factos e experiências que são verificáveis em muitos relacionamentos. Factos que subjaz, particularmente na vida de muitas mulheres (homens também passam por isso), que vivem em relacionamentos abusivos e que muitas vezes são tratadas como inferiores, subalternas e até mesmo como imprestáveis. Outrossim, é sabido que a economia angolana, principalmente a doméstica, depende em grande medida da força de trabalho do s**o feminino e que as mulheres são elas, em sua maioria, que matêm economicamente os lares, e muitas na expectativa de ver seu parceiro a vencer na vida para melhorar as condições da vida familiar se depararam com decepções e frustrações como abandono e traição. Lembro-me de um caso específico em que fui contactado, enquanto advogado, por uma senhora para dissolução do seu casamento (divórcio), as razões eram: os maltratos, agressões verbais, física e traições (adultério). Neste caso, depois de termos resolvido a parte jurídica, pelo excesso de tristeza e angústia que lhe acometera, ela queria conversar (geralmente não fasso isso), mas ela contou-me que não tinha família nem uma rede de apoio financeiro para viver sozinha com os três (3) filhos e estava a espera do quarto. Contou que sua mãe lhe abandara quando adolescente e nunca conheceu seu pai. Na medida em que fomos conversando, ela abria-se cada vez mais, percebi que era, no minímino, religiosa… Enquanto falava, a mesma afirmou que num certo dia, enquanto voltava para casa, encontrou seu marido com sua cunhada (irmã do marido) a fazerem relações se***is no sofá da sala dela… e o impacto psicológico foi imediato. No meio da conversa – afirmei que se não se cuidasse da saúde mental do seu filho (na altura tinha 12 anos), o mesmo tenderia a repetir o comportamento do seu marido, a mesma respondeu que isso já era notório, seu filho tem dito: – Mamã quero crescer para começar espancar minha mulher, como o papá tem feito com a mamã. Por outra, sua filha, apesar de ser professora da escola bíblica dominical, tinha tendência a gostar de mulheres porque odeiava homens por causa da violência que vivia em casa.

Dentre os vários casos, um outro cenário, com o qual tive contacto, se deu há poucos dias, na semana passada, que nas veste de terapeuta, acompanhei uma situação que até então nunca pensei que seria possível: um casal de jovens cristãos que viviam mais dez (10) anos juntos, porém, estavam em via de separação por questões de traição; a mulher havia traido o marido e confessado que o traira sete (7) vezes com sete (7) homens diferentes, e no último caso de traição, não fazia mais do que seis (6) meses após o parto do último filho que isso sucedera. Não obstante, em todas essas seis (6) vezes o mesmo ter perdoado, na sétima (7) não foi diferente, mas até ao nosso encontro ele não estava disposto em continuar na mesma relação, apesar de ter aberto uma janela de possibilidade. Eu sempre fiz muito pela minha esposa - disse ele, o trabalho onde ela está actualmente fui eu que, através dos meus contactos, quem arranjou para ela. Em suma, o mesmo sempre procurou ajudá-la de várias formas e maneiras, caso que e a esposa sempre reconheceu.

Entratanto, nenhum homem troca, acredito, uma mulher do sofrimento por outra pelo “simples facto” de ser acadêmica, caso o contrário, nenhuma mulher acadêmica ficaria solteira. Quantas mulheres das barracas ficaram com os papoites dos grandes Jeeps? Quantas empregadas iletradas estão com os maridos das senhoras que trabalham em grandes firmas? Quantas mulheres de “níveis” estão solteiras e não conseguem maridos? Outras por escolha ideológicas, outras involuntariamente e, outras porque são muito mal aconselhadas pelos seus pares, e seus familiares são a causa da sua infelicidade amarosa. P. ex; conheci um paciente cuja esposa saíu de casa, não por traição do marido ou por violência ou mau carácter do mesmo, mas porque a mãe se intrometie demais no relacionamento da filha, e ela só faz o que sua mãe quer. Como a mesma estava sem marido – por lhe ter expulsado de casa – quer o mesmo para a filha. Isso não significa que as mulheres não devam capacitar-se a todos os níveis, porém, não com essa mentalidade terrena, deficiente baseado numa ideia antifamília.

Novamente, as relações humanas são mais complexas do que se imagina – conheci homens que traíam suas mulheres que não apenas eram acadêmicas, mas cultas mesmo porque estavam em busca de preencher o vazio existencial de suas almas, muitos deles estavam buscar prencher a ausência do amor de uma mãe ou de um pai que lhes rejeitara – é claro que tudo isso não é desculpável ou motivo para traições, mas as causas não são uniformes como se pensa. É necessário ter certa responsabilidade ao falar sobre assuntos que mexem com a vida das pessoas. Infelizmente hoje todo mundo é especialista em assuntos que nunca tirou um minuto para estudar.

2. Ideologia – apesar da mesma não ser uma feminista ou esquerdista (isso vê-se claramente), mas o seu discurdo está eivado de uma retórica que coloca as relações afectivas dentro da dialética revolucionária, ou seja, a retórica propalada pela revolução cultural – que está de forma ominipresente nas sociedades modernas – que coloca a mulher e o homem como classes antagônicas que estão em constante conflito ou oposição, no qual o homem constitui a classe opressora e a mulher a classe oprimida e que, portanto, precisa se libertar dessas amarras do homem. Entretanto, esse antagonismo Deus já havia anunciado desde o Edén aquando da queda do homem; o confronto entre os s**os: “O teu desejo será para o teu marido, e ele te governará”. (Gênesis 3:16), de onde nasceu a raíz de todos o conflitos dentro das relações afetiva macho e fêmea – cujas relações conjugais são efectivamente redimidas ou restauradas não através de um movimento revolucionário, mas através da Cruz.

Hoje por hoje é muito fácil adoptar um discurso feminista porque o feminismo ancora seu discurso ideológico em factos sociais, em dores reais e males que afectam particularmente as mulheres. E é necessário sublinhar que nem todas mulheres que se levantam contra essas questões, são necessariamente feminista, mesmo quando adoptam um discurso eivado de categorias feministas. Como destaco no meu livro Cristianismo vs Feminismo – A Dialética entre a Feminilidade Radical e o Feminismo Revolucionário, que: “É fundamental observar que nem toda luta feminina contra os males ou injustiças sociais devem ser rotuladas “Lutas Feministas” de subversão da ordem de Deus. A sociedade é uma organização humana complexa e mulheres em muitos comunidades patriarcais foram e são exploradas, subalternizadas e tratadas com desumanidade – portanto, existem dores reais que devem ser mitigados em nossa sociedade. Entretanto, o movimento Feminista explora essas dores reais da mulher (opressão, violência, subalternização, abuso, humilhação etc.), transformado-as num conteúdo polítco-ideológico para uma frente de luta contra“O macho” (a famosa luta de classes). É nessas circunstâncias que avocando ou chamando para si a missão redentora das mulheres o movimento se apresenta como “La Magna Salvatrix”, como expressão mesma dos anseios mais profundo das oprimidas e a voz das mulheres subjugadas e silenciadas por uma civilização construida sob a égide patriarcal”.

3. Espiritualidade: A luz das escituras isso não passa de um conselho ímpio, não é necessário descorrer sobre esse assunto, a senhora precisa de Deus e de orientação espiritual. “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Salmos 1:1-2.

# O Ideal. – entrar num casamento como a mentalidade de independência financeira é antibílico e é entrar com a mentalidade de sair; é casar na separação. Segundo as escituras, Deus fez o homem e a mulher para serem uma só carne (Gênesis 2:24; Mateus 19:5-6), logo, essa união é transversal em todas as áreas da vida do casal. – A interdependência de funções pressupõe dependência mútua em tudo não obstante as funções distintas entre macho e fêmea. Portanto, a posição ideal em face aos vários conselhos ímpios é tornar a nossa mente cativa às escituras. A Bíblia deixa claro que o coração do homem é mau. Consequetemente, esperar muito de uma sociedade em decadência é o suprassumo da idiotice. Como cristão (somos agentes de mudança) precisamos ancorar nossas vidas e opiniões não no que acontece no dia a dia, mas no que as escituras afrimam. – relacionamente não é o que muita gente tem, a bem da verdade o que muitos têm é um negócio bem gerido. O modelo de relacionamento bíblico é o modelo perfeito porque foi estabelecido por um Deus que não pode errar. Desta feita, mais do que surfar na onda dos acontecimentos sociais. A cristã deveria se perguntar: o que devo fazer para ser uma mulher mais bíblica; e o homem, o que devo fazer para ser um homem mais bíblico? Como ter um casamento que glorifique a Deus? Como amar cada vez mais a minha esposa ou sendo cada vez mais submisso ao meu marido? Esse seria a reação de um puritano, mas essa geração de cristãos secularizados e materislistas, mais angolano do que crentes que são aconselhados pelos familiares ímpios que "marido ou mulher não é família, estãoa viver juntos, mas tens que ter o teu...", não conseguem captar o espírito por detrás desses argumentos. Portanto, a nossa revolta não seria em mudar os marcos da palavra Deus através de um temor servil em face do que acontece hoje – homens e mulheres precisam crescer juntos sim! – mas só não se pode fazer nos termos da impiedade propaladas no vídeo, mas dentro da relação de interdependência conjugal estabelecida nas escrituras, tendo em mente que tudo que o casal possui ou um deles conquista pertence ao casal. Vídeos como esse, apesar de ser ignorável, deveriam nos fazer amar mais nossas esposas e ter uma submissão radical pelos maridos. Reforçando assim os laços de afetividade para que essa luz brilhe num mundo de confusão e trevas para que os ímpios ao verem isso glorifiquem nosso pai que está nos céus.

Conclusão
Em suma, resumir as realidades complexas da vida numa experiência individual é deveras perigoso. As relações humanas são tão complexas que as pessoas não deveriam banalizá-las; as pessoas se unem por vários motivos; interesses econômicos, amor, valores espirituais, vantagens socias e profissionais, por aparência ou beleza etc., lembro-me que certa vez questionei uma jovem (não cristã) que me pedira conselhos porque o marido com quem já tinha uma filha estava a romper com a relação, umas das questões que fiz foi: sob que fundamentos (valores) vocês assentaram o vosso relacionamento? Ela nem sabia que isso era necessário, então questionei: como você quer exigir fidelidade (valor) num relacionamento que começou sem princípios e valores? A Bíblia nos diz claramente, andarão dois juntos, se não estiverem de acordos? (Amós 3:3). Se dois de vocês concordarem sobre algo eu o farei (Mateus 18:19). Como pastor, mentor, conselheiro cristão e terapeuta eu lanço mão desses principios, quando a ocasião é oportuna, para ensinar sobre acordos e orientar casais que querem revitalizar ou restaurar seus relacionamentos. Casamentos sólidos e estáveis não são aqueles que não têm fricções ou problemas, mas aqueles que estão alicerçados sobre valores matafísicos e transcedentais que vai além do econômico. Logo, o dicurso dessa senhora é o desvelar de uma sociedade materialista, portanto, decadente que vê no dinheiro ou nos bens materiais o valor social supremo.

20/02/2026

JESUS E O VAZIO EXISTENCIAL

É cada vez mais visivel que a nossa geração de cristão tem sido, de forma sem precedente, acometido por um sentimento de vazio interior, de insaciedade e de angústia que, mesmo que orem ou jejuem parece que suas expectativas em Deus não têm sido atendidas. Outrossim, não obstante os flahes de satisfação que precariamente experimentam suas almas seguem vazias e inquietas, por conta disso, vivem num estado de orfandade espiritual como se estivessem de luto e essa angústia, vazio os move, por um acto de vontade, a buscarem satisfação nas cisternas rotas que não retêm águas, se desviando assim dos caminhos do bendito salvador...
Somente Jesus é suficiente 🙏🏾

DESENHAR A EXPLICAÇÃO E EXPLICAR O DESENHO.REAGINDO AO POST DO HUGO JORDÃO ACERCA DA SUA INTERVEÇÃO NO MEU E NO POST DA ...
17/02/2026

DESENHAR A EXPLICAÇÃO E EXPLICAR O DESENHO.
REAGINDO AO POST DO HUGO JORDÃO ACERCA DA SUA INTERVEÇÃO NO MEU E NO POST DA JANDIRA MUGINGA – PARTE 2.

Saber rastrear as origens das ideias que influenciam seus pensamentos e suas crenças é fundamental para não ser massa de manobra. Aprender primeiro para falar depois é um dos deveres primários do homem responsável. Muitos que estão a discordar dizendo que não há argumentos feminista nos textos da Jandira Muginga falam afobadamente sem conhecimento do assunto ou pouco sabem sobre o mesmo, e se conhecem é apenas o discurso ideológico ou propagandístico que encontram no Google ou no ChatGpt ou, talvez, do Feminismo na sua versão visivelmente ignobil enquanto militância de subversão social vistas através das suas acções directas, mas o núcleo mesmo, a metafísica ou o têlos do feminismo está completamente aquém dos seus entendimentos.

Na sociedade em que nos encontramos, construido sob os fundamentos da modernidade, para mim, considero “o normal” termos mulheres cristãs com discursos ou pensamentos feministas e muitas nem sabem que têm, logo, qualquer interpelação nessa direcção reagem de forma tempestiva.

Para esclarecer a minha fala, uma vez que se mostra necessário não só explicar, mas desenhar a explicação e explicar o desenho, é fundamental enquadrar, em primeiro lugar, o discurso da Jandira. Nesse diapasão, a sua abordagem pode ser resumida em três (3) pontos, cujo último é consequência dos dois primeiros:
(1) Que o “VALOR ESPIRITUAL DA MULHER” não deve ser medido pelo casamento e o lar; (2) Que existe uma posição melhor que isso (esposa e lar), que é ser discípula; E não menos importante, (3) que a Igreja em Angola tem formado boas esposas, mas tem falhado em formar cristãs maduras, conscientes e preparadas.
Entretanto, antes de abordar os pontos supra referenciado, eu fiz algumas objeções pertinentes que é necessário esclarecer: Procurei reafirmar (concordar) o que a Jandira havia dito: “A mulher cristã existe diante de Deus antes de existir para qualquer papel social” – com isso concordei. Entretanto, destaquei também que existe o papel natural – é fundamental compreender isso! Se o crente não consegue fazer essa divisa, infelizmente está liquidado quanto a sua fé. E é aqui onde estabeleço a diferença de papeis; “os sociais” e “os naturais”, o que seriam papeis sociais? Ela não fala – ela quer enquadrar, ainda que não afirma expressamente (veja como a coisa é séria) que ser mãe, esposa, dona de casa é um papel meramente social. E isso é pensamento progressista! É normal não saber isso porque a nossa sociedade está sendo doutrinada através dos cânones humanistas gerados a partir da modernidade – que conceberam a família não como instituição natural, mas social – o que é uma mentira, mesmo o filósofo pagão Aristóteles não cria nisso (quanto mais nós cristãos). Creio que as pessoas não têm ideia disso, mas porquê? Porque Voltaire, Montesquiu, Rosseau, Max Weber, Paul Sartre, Friedrich Engles, Karl Marx, António Gramsci, Simone de Beauvoir, Kate Millet etc., têm mais influência na sua formação acadêmica do que a própria escrituras. Eu não estou a pontapear um cão morto, estou a falar de coisas sérias.

Ao falar sobre papeis naturais fiz referência ao facto de a mulher ter sido criada para ser auxiliadora idónea (sobre isso farei um post único), ser auxiliadora não é apenas uma questão do lar é intrínsico à natureza da mulher, portanto, é essencial (custa entender isso?!). Por ex., as mulheres que serviram nosso Senhor e Cristo com seus bens e que ajudaram Paulo, o Apóstolo na sua obra missionária, estavam a ser auxiliadora idónea e isso não tem nada haver em ser casada ou solteira.

A outra objecção que fiz foi quando a mesma afirmou que: “Na prática, a mulher continua a ser tratada como um projeto doméstico antes de ser reconhecida como discípula”. Nessa observação, ela estabelece um contraponto entre "ser dona de casa", nas suas palavras; “projecto doméstico”, e ser "discípula". Eu pergunto, há alguém que acredita nessa diferença? O que é ser discípula? É ser seguidora de Cristo! Ser seguidora de Cristo é sê-lo em todas as esferas e sob qualquer condição, independente do status ou estado civil – se a Igreja ensina a mulher a ser boa dona de casa – está a ensiná-la a ser boa discípula de Cristo: “Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, BOAS DONAS DE CASA, bondosas, sujeitas ao marido, para que a PALAVRA DE DEUS não seja DIFAMADA” – Tito 2:3-5. Isso é discipulado! Portanto, não existe essa distinção que ela erroneamente quer mostrar, é claro que o discipulado não se resume às mulheres casadas e nunca afirmei isso.
Portanto, até aqui passo tocar nos pontos cruciais do post da Jandira.

(1) VALOR ESPIRITUAL DA MULHER...
Nesse ponto, afirmei que: “a volaração feminina não é intrínsico a sua função de filha, DISCIPULA, mãe, cristã, DONA DE CASA ou qualquer outro adjectivo que se possa afirmar; seu valor está incindivelmente atrelado ao facto de ser imagem e semelhança de Deus”. E reforço dizendo que, na questão espiritual, seu valor consiste unicamente no facto da mesma ser filha de Deus. Isso é tudo! O casamento não muda essa realidade nem o facto dela ser solteira, se muda isso. Logo, o que ela faz ou deixa de fazer não muda o seu valor. É imperioso destacar que, refiro-me ao valor ontológico - porque há outros valores além do ontológico (económico, moral etc.).

(2) SER DISCIPULA É UMA POSIÇÃO ESPIRITUAL MELHOR…
Nesse tópico eu afirmei que: "Um outro erro [que ela comete], portanto, falácia é adoptar a condição de “discípula” como se fosse uma “nova função ou status quo espiritual”. O discipulado não é um novo patamar na vida cristã é uma realidade inerente ao facto de se ser cristã. Logo NÃO SE COLOCA EM CAUSA O FACTO DE SER SOLTEIRA OU DONA DE CASA. E neste ponto, a mesma para reforçar seu argumento dá o ex., de Marta e Maria e afirma que: “Ele (Jesus) legitima o lugar da mulher como discípula, como alguém chamada a aprender, a compreender e a ser formada na Palavra. Antes de fazer, é preciso conhecer. Essa é a MELHOR PARTE.”. Como disse e reitero, isso é um absurdo! Porque a educação ou a instrução da mulher em Israel ocorria predominantemente no ambiente doméstico através dos pais (Pv 1:8; 6:20) e/ou dos maridos para as casadas – quando Paulo ordena que as mulheres devem perguntar à seus maridos em casa (1 Coríntios 14:35) – não estava a estabelecer um ensinamento novo. Estava remeter a instrução das mulheres aos seus maridos como era no A.T. Portanto, Cristo não estava a legitimar o lugar da mesma como discípula, porque Marta também era discípula...

(3) A IGREJA EM ANGOLA TEM FORMADO BOAS ESPOSAS, MAS TEM FALHADO EM FORMAR CRISTÃS MADURAS…
Essa fala é apenas verborreia não quer dizer absolutamente nada. A questão é: O que seria boas esposas? Ela não explica mas, podemos inferir, já que o texto procura falar do valor da mulher fora do lar, desta feita, ser boa esposa é ser submissa. Continuando o discurso, a mesma afirma que a Igreja, apesar de formar “boas esposas”, não tem se esforçado para formar “cristãs maduras, conscientes e preparadas”, – isso pressupõe, por maioria de razão, que essas boas esposas não são necessariemente maduras, preparadas e conscientes, haja vista que boas esposas não é a mesma coisa que cristãs maduras… a conclusão lógica (para quem ainda tem cêrebro), é que são imaturas, mas boas esposas, inconscientes, mas boas esposas, despreparadas, mas boas esposas. É aqui onde faço colação com as palavras da Betty Friedan. Eu pergunto: Onde distorci o pensamento da autora do texto?

RESPONDENDO DE FORMA BREVE E SUSCINTA AO ILUSTRE HUGO JORDÃO.
(1) – A fala do Hugo é tendenciosa quando afirma que Jandira está preocupada com uma tendência que ela constata no seio da igreja angolana em não potencializar as mulheres no seu todo – o que seria potencializar a mulher no seu todo? Essa fala é pensamento do Hugo, não está no texto da Jandira e nem por interpretação extensiva pode ser deduzida do texto dela... Ele prossegue – preparando-as para os diversos desafios contemporâneos e ao invés disso, confinando-as quase que de forma exclusiva por 365 dias no ano a questões relacionadas ao matrimônio e ao lar. – Qual Igreja em Angola tem feito isso? Hugo está criar seu discurso emocionantemente apaixonado e apelativo. E ele aqui sai do debate entre eu e a Jandira e trás a tona a reacção que fiz ao seu post sob o título "O Homem é o Provedor...". Portanto, o irmão Hugo Jordão ao invés de fazer uma análise isenta, ele está a conduzir a discussão para o lado que ele quer… isso é ser tendencioso. Ele seria mais honesto se dissesse de antemão que estaria a fazer uma refutação e não uma análise.

(2) – Ele afirma que cometo um erro craço em não ir além das palavras da Jandira. Eu pergunto, se ater ao texto desde quanto é um erro craço? Fiz algumas interpretações extensivas da abordagem da Jandira, mas ele não observou. Comparei a fala da Jandira com o pensamento de Betty Friedan e ele reclamou – Novamente, o Hugo Jordão está a conduzir o discurso. Ele continua com ataque pessoal: – “achar que preocupações legítimas são meramente ecos do feminismo ou de alguma ideologia, é no mínimo ingênuo e no máximo uma atitude perigosa para o corpo de Cristo”. Eu pergunto, quais são as preocupações legítimas? Ele não fala, simplemente lança uma verborreia desnecessária, ao afirmar que: Essa mentalidade pode, em alguns contextos, contribuir para que situações de abusos ou injustiças não sejam tratadas com a seriedade necessária. Ele nem entendeu o ponto chave do pensamento da Jandira, mas quer fazer correções, isso é engraçado. A maior preocupação que a Jandira manifestou foi: mostrar que as Igrejas não instruem as cristãs a serem realmente maduras, que há segregação na igreja (as mulheres são treinadas apenas para o lar e os homens não...); tentar provar que o valor espiritual da mulher não está atrelado ao seu estado civil, nesse ponto concordei. Não concordei e nunca concordarei quando a mesma faz entender que ser discípula é um "estatuto espiritual superior". Hugo queria que eu falasse sobre violência doméstica, desonhora da mulher, abandono da mulher pelo marido e não ter meio de subsistência para bastar a si mesma, racismo, xenofobia, machismo, queria que falasse sobre as injustiças sociais sofridas pelas mulheres, que elas são marginalisadas etc., mas isso não é a questão no texto da Jandira, a menos que ela frisasse e mostrasse isso. Não se nega que possa existir [em Igrejas] e afirmo que há, em seitas religiosas, a supressão da importância da mulher na contribuição do avanço do reino e do seu valor ontológico, moral, económico, profissional etc., mas esse não é um problema da "IGREJA EM ANGOLA", é um problema de algumas poucas seitas, porque na sua maioria às Igrejas são liberais (o que é péssimo) e as mais antigas são conservadoras (o que é bom). Portanto, o Hugo cria seu próprio espantalho para refutá-lo. Se quiser, posso falar sobre isso, mas no texto não havia necessidade, não era algo a ser levantado. Portanto, foi muitíssimo infeliz na sua análise – ele não fez uma análise, fez um juízo de valor, uma refutação a moda "miquê miquê".
(3) – Sinceramente, neste ponto, não sei o que queria refutar, ele diz que: “Há no texto do pastor alguns casos de contradição interna. Num momento diz: O valor da mulher não está nas funções”. Mas depois diz: “a feminilidade só é restaurada quando ela vive como auxiliadora”.
É normal não entender uma abordagem e pedir que a pessoa se explique e não tirar conclusões...
Ainda que o irmão Hugo tenha colocado dessa maneira, aminha questão é: Onde está a contradição? Portanto, aconselho a ler o texto novamente. Quando afirmei que: “ser “auxiliadora idónia” não é uma função social é uma função essencial, portanto, intrínsico a verdadeira feminilidade – estou a me refirir ao aspecto natural da mesma, ou seja, que ser auxiliadora vai além do quesito "função social", como se pensa [É difícil engolir isso porque Rosseau, Descarte, Voltaire nos influenciaram demais]. No mesmo instante, afirmo que: “O termo auxiliadora encerra em si um universo de significados que ilustra de forma perfeita a riqueza da essência e do papel da mulher na sua vocação inalienável como fêmea e consequetemente como esposa e guardiã do lar. Logo, dou um passo mais adiante, ao aludir que "não se trata apenas de uma função [natural] propriamente, mas parte incindível do seu carácter [seu fundamento], um atributo; um dom mesmo. E explico: "Se não vejamos, Deus, de acordo com o beneplácito da sua vontade, na formação do s**o feminino propôs fazê-la, desde o início, como auxiliadora idónea; “far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”. E digo o porque que não pode ser apenas uma FUNÇÃO: "Essa frase ou designação não pode ser concebido no âmbito meramente funcional – pois seria muito reducionista – estaríamos a alegar que a importância da mulher decorre unicamente do desempenho cabal do seu papel, ou seja, ela só teria valor de facto enquanto auxiliadora. Entretanto, sendo ela imagem e semelhança de Deus pressupõe que a mesma tem valor intrínseco (ONTOLÓGICO) independentemente de suas funções ou atribuições, portanto, a concepção de auxiliadora deve ser entendido como característica essencial e intrínseca à sua natureza – que se manifesta na capacidade de corresponder não apenas ao homem na sua missão de governar e de dominar a terra, mas acima de tudo, de forma cabal, aos própositos de Deus”.
Como disse, farei um post, se Deus quiser, só sobre esse assunto para responder com maior clareza.

Ainda no ponto (3), o Hugo afirma que eu afirmei que ela (Jandira) disse: “o trabalho doméstico é insignificante”, mas também se voltar a ler o meu post notará que eu não disse que ela disse isso. Logo, o Hugo na ânsia de refutar ou problematizar o post está a criar tendenciosamente não só espantalhos, mas fantasmas mesmo. O que é desonesto!

(4) – Hugo alude que ao seu ver, há também um problema bíblico na tese da “essência auxiliadora”. Que eu afirmo: ser auxiliadora é essência da mulher. Mas biblicamente, o termo “auxiliador” também é usado para Deus. E ele refuta dizendo que: “O texto de Gênesis não diz: “a essência da mulher é ser auxiliadora”, diz apenas: “far-lhe-ei uma auxiliadora idônea”. Ou seja: É uma função dentro da relação conjugal. Não uma definição ontológica total da mulher”.
Se no final do seu texto o mesmo corrobora comigo que ser auxiliadora idónea é uma definição ontológica. Como me pede ainda para provar essa tese ou afirmação? Há nexo nisso? Senão vejamos, ele afirma que: O texto de Gênesis não diz: “a essência da mulher é ser auxiliadora”, diz apenas: “far-lhe-ei uma auxiliadora idônea”. Ou seja: É uma função dentro da relação conjugal. NÃO UMA DEFINIÇÃO "ONTOLÓGICA TOTAL" DA MULHER”, ou seja, é uma definição ontológica da mulher, mas não é total. Logo, tens que provar que é uma definição ontológica. Kkkkkk... (isso é o suprassumo da contradição), agora eu pergunto, vou provar o quê? E mais, o que é uma não definição ontológica total? Eu acho que o Hugo só quer mesmo me cansar. Mas como me comprometi, irei fazer isso talvez no próximo Post.

Que Deus o abençoe!

Endereço

Luanda
0000

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando PrElias Constantino publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Compartilhar