20/12/2025
Sara Cuca e C4 Pedro estão preocupados com fotos que exploram a pobreza, mas parecem cegos para quem realmente causa a fome em Angola.
Eu gostaria que vocês me respondessem: o que adianta mostrar a riqueza e lugares maravilhosos de Angola se menos de 5% da população tem a capacidade de conhecer esses lugares?
Querendo nós ou não a miséri4 nos respresenta melhor .
Enquanto criticam a ONG "Zuzu For Africa" pela exposição de crianças vulneráveis nas redes sociais, ignoram a causa profunda da miséria que a própria ONG tenta, de forma imperfeita, mitigar.
A verdadeira responsabilidade não é de quem tenta ajudar com refeições e material escolar, mas do MPLA, partido que governa Angola há 50 anos.
A realidade que eles evitam criticar:
· Governo gasta mais com gabinetes do que com a fome: O orçamento de 2026 destina 128 milhões de kwanzas para o funcionamento de 5 gabinetes ministeriais, enquanto aloca apenas 16 milhões para combater a malária, principal causa de morte no país.
· Povo diz "Temos Fome" nas ruas: Protestos massivos em 2025 foram um grito contra a fome e a má gestão. A polícia reprimiu com violência, deixando dezenas de mortos.
· Riqueza do petróleo não chega ao povo: Angola é o 3º maior produtor de petróleo da África, mas a corrupção e o desvio de recursos criaram uma elite rica e uma maioria pobre. Um deputado do MPLA chegou a afirmar que "nunca se vai acabar com a fome", naturalizando o sofrimento.
· Ataque à sociedade civil: A suspensão da "Zuzu For Africa" ocorre num contexto de tentativa do Estado de controlar e calar ONGs, justamente as que denunciam estas injustiças.
É mais fácil atacar o trabalho assistencialista falho de estrangeiros do que confrontar um sistema político local que, há décadas, prioriza a opulência do poder sobre a vida do povo. A fome é uma escolha política do MPLA.
C4 Pedro