26/01/2026
A recente turnê de Speed pela África revelou, sem querer, algumas verdades incômodas que precisamos abordar.
Outros países africanos entenderam claramente a missão. A África do Sul ofereceu a ele três dias de experiências criativas e bem organizadas, incluindo corridas de carros e visitas a zoológicos e reservas de vida selvagem. Eswatini manteve a atmosfera de safári, enquanto Ruanda proporcionou encontros com gorilas e atividades estruturadas. O Quênia impressionou com matatus vibrantes, danças culturais e experiências autênticas com a tribo Maasai, mostrando história, natureza e orgulho. O resultado? Números recordes de visualizações, atenção global e respeito.
No entanto, a apresentação na Nigéria foi desorganizada. Ao chegar em Lagos, iShowSpeed foi recebido por vendedores ambulantes agressivos exigindo dinheiro. O comportamento de algumas "celebridades" foi constrangedor. Uma entrevista com Egungun foi estranha, repleta de perguntas sem sentido e pronúncias incorretas. Outras personalidades buscaram fama, mas foram ignoradas. Houve falta de coordenação e estrutura, substituídas por egos inflados.
Em vez de mostrar a cultura, a criatividade e a história da Nigéria, o iShowSpeed foi tomado por barulho, celebridades superficiais e desespero, fazendo com que a experiência parecesse mais uma mendicância do que turismo.
Consequentemente, ele partiu no dia seguinte, não por aversão à Nigéria, mas porque ninguém conseguiu lhe proporcionar uma experiência que valesse a pena, nem mesmo por um único dia.
Enquanto outros países usaram a criatividade para ganhar respeito global, a reputação da Nigéria como o "gigante da África" sofreu. As celebridades falharam em promover o país, em vez disso, o prejudicaram com caos, barulho e planejamento ruim.
Isso foi mais do que apenas uma má impressão; foi uma oportunidade perdida e um alerta.
Somos capazes de fazer melhor, mas apenas se formos honestos conosco mesmos.