01/10/2026
MPLA HUÍLA
NUNO MAHAPI APRESENTA PLANO 2026–2031 E DIZ QUE O MAIS IMPORTANTE É “REALIZAR O HUILANO”
O primeiro-secretário provincial do MPLA na Huíla, Nuno Bernabé Mahapi Dala, apresentou, esta quinta-feira, 1 de Outubro, na Reitoria da Universidade Mandume ya Ndemufayo, no Lubango, as linhas de força da sua candidatura à liderança provincial do partido para o período 2026–2031.
O político apresenta um plano que combina organização partidária, proximidade às comunidades, formação de quadros e acompanhamento das principais preocupações da província.
Na apresentação, Nuno Mahapi colocou o cidadão huilano no centro da sua proposta.
Segundo o documento apresentado pela candidatura, o objectivo é construir uma “Huíla politicamente unida, socialmente mobilizada, economicamente produtiva e institucionalmente organizada”.
A proposta defende uma liderança partidária mais próxima das bases, com auscultações regulares nos municípios, comunas, bairros e aldeias.
Segundo o documento, o Comité Provincial deverá reforçar a ligação com os Comités Municipais, Comités de Acção do Partido, organizações sociais e militantes de base.
A candidatura propõe igualmente maior valorização dos quadros, formação política e organizativa, participação activa da juventude e das mulheres e modernização da estrutura partidária através de ferramentas digitais.
No capítulo dedicado ao desenvolvimento da Huíla, o documento apresentado por Nuno Mahapi enumera sectores como energia, água e saneamento, saúde, educação, mobilidade, habitação, urbanismo e protecção social.
Na área da energia, segundo o documento, são destacadas a linha de 220 quilovolts entre o Gove e a Matala, a Subestação do Lubango Leste e a construção da linha de 400 quilovolts entre o Huambo e o Lubango.
Na água, a candidatura menciona o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola, incluindo barragens, reabilitação de sistemas e expansão das redes de abastecimento.
O documento faz ainda referência a intervenções nos sectores da saúde, educação, transportes, habitação e urbanismo.
A candidatura deixa, contudo, expresso que estas matérias são apresentadas numa perspectiva de acompanhamento político e articulação institucional, não substituindo as competências dos órgãos do Estado.
Segundo as linhas de força apresentadas, são sete os grandes compromissos da candidatura.
Entre eles estão a consolidação da unidade interna do MPLA na Huíla, o reforço da ligação às estruturas de base, a liderança de proximidade, a valorização dos quadros, a mobilização da juventude, o reforço do papel das mulheres e a modernização da organização partidária.
A comunicação, a imagem pública do partido e a mobilização eleitoral também integram o plano.
O documento apresenta ainda 21 eixos sectoriais, entre os quais educação e ensino superior, saúde, governação de proximidade, ordenamento do território, finanças, justiça, indústria, comércio, recursos minerais, energia, água e saneamento, agricultura e pecuária, ambiente, transportes, empreendedorismo, emprego, protecção social, segurança, cultura, hotelaria e turismo, juventude e desporto.
Segundo a candidatura, esta agenda pretende permitir ao partido acompanhar as principais áreas que influenciam a vida económica e social da província.
Para os primeiros 100 dias, Nuno Mahapi propõe uma agenda assente em três palavras: escuta, organização e diagnóstico.
Segundo o documento, serão realizadas auscultações às estruturas do partido, à OMA, à JMPLA, aos antigos combatentes e às autoridades tradicionais.
Está igualmente previsto um diagnóstico organizativo para identif**ar forças, fragilidades, necessidades de formação e zonas prioritárias.
A candidatura propõe ainda uma base de dados e arquivo partidário, uma equipa provincial de comunicação política, grupos temáticos para acompanhar questões como água, emprego, juventude, mulheres, economia local e cultura.
Está prevista também formação inicial dos quadros e, ao fim dos primeiros 100 dias, a apresentação de um relatório de prestação de contas aos militantes.
E é neste ponto que o documento ganha uma dimensão política mais ampla.
Segundo a proposta apresentada, o mandato 2026–2031 deverá servir também para organizar, formar e mobilizar a estrutura partidária para os desafios eleitorais que se aproximam.
O processo nacional do MPLA para 2026 está ligado à renovação das estruturas e à preparação do IX Congresso Ordinário, enquanto a própria Agenda Política do partido estabelece como prioridade a preparação para as Eleições Gerais de 2027.
Por isso, segundo o documento de Nuno Mahapi, os militantes deverão encarar este período como um roteiro de preparação política e organizativa: conhecer melhor as estruturas, reforçar a formação, aproximar o partido das comunidades, melhorar a comunicação, acompanhar as preocupações dos cidadãos e preparar a organização para o ciclo eleitoral de 2027.
O plano dos primeiros 100 dias aparece, assim, como uma primeira etapa desse roteiro.
“REALIZAR O HUILANO”
Na mensagem final, Nuno Mahapi retoma a expressão que marcou a apresentação: “realizar o Huilano”.
Segundo a candidatura, a expressão pretende traduzir uma política mais próxima do cidadão, com capacidade de escutar, acompanhar e articular respostas dentro das competências de cada instituição.
É uma proposta que procura ligar a organização partidária à realidade dos municípios, das comunas, dos bairros e das aldeias.
O jovem que procura oportunidades.
A mulher que procura maior participação.
O agricultor que precisa de condições para produzir.
As famílias que enfrentam dificuldades no acesso à água, energia, saúde e educação.
É sobre estas realidades que a candidatura diz querer concentrar parte da sua acção política.
O plano apresentado por Nuno Mahapi coloca, assim, a organização partidária, a proximidade às comunidades e a preparação para o ciclo político de 2027 entre as suas principais linhas de orientação.
Mas o documento vai além da mobilização eleitoral.
Segundo a candidatura, pretende estabelecer uma metodologia de trabalho baseada na escuta, organização, formação, acompanhamento e prestação de contas.
A mensagem final é sintetizada numa expressão:
“Realizar o Huilano.”
E, segundo o documento, realizar o Huilano signif**a colocar o cidadão e as comunidades no centro da actividade política, enquanto os militantes são chamados a reforçar a organização e a preparar o partido para os desafios do próximo ciclo eleitoral.
O MPLA tem enquadrado o processo de renovação das estruturas provinciais como uma etapa que antecede o IX Congresso Ordinário, marcado para Dezembro de 2026, e que também integra a preparação política para as eleições gerais de 2027.
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