TIO DAVID

TIO DAVID Munyangila yina musaya, kusakila mayindu, esengo mpi nsungi ya bomoyi.

HÁ HOMENS QUE O TEMPO NÃO CONSEGUE DOBRAR… PORQUE FORAM FORMADOS NA DISCIPLINA.Hoje não começo com conselhos.Hoje começo...
16/06/2026

HÁ HOMENS QUE O TEMPO NÃO CONSEGUE DOBRAR… PORQUE FORAM FORMADOS NA DISCIPLINA.

Hoje não começo com conselhos.
Hoje começo com história - daquelas que se constroem longe dos holofotes.

Falo de: Isaías Henrique Ngola Samakuva

Nascido a 24 de julho de 1946,
numa Angola ainda marcada por tensões coloniais,
a sua caminhada não começou com política…
começou com formação.

Formou-se em engenharia, área que exige precisão, lógica e paciência.
E não é por acaso.

👉 Porque há homens que aprendem primeiro a organizar ideias… antes de tentar organizar pessoas.

Mas o que muitos não sabem - e aqui está o peso da história - é que a sua verdadeira escola não foi apenas a universidade.

Foi o tempo.
Foi a responsabilidade.
Foi o exílio diplomático.

Durante anos, Samakuva representou a UNITA no exterior, em países como Portugal e United Kingdom,
num dos períodos mais sensíveis da história de Angola.

E aqui está o detalhe que muitos ignoram:

👉 Ele não representava um partido em tempos de paz… representava uma causa em tempos de desconfiança global.

Falava com governos, instituições e organizações internacionais quando o mundo olhava para Angola com dúvidas, reservas e tensão.

Cada palavra precisava de peso.
Cada silêncio precisava de sabedoria.
Cada gesto podia abrir ou fechar portas.

👉 Porque na diplomacia, meus filhos…
não é o que dizes apenas - é quando dizes, como dizes… e o que decides não dizer.

Enquanto muitos procuravam visibilidade interna,
ele estava a construir credibilidade externa.

Enquanto uns levantavam voz,
ele levantava pontes.

Enquanto uns queriam ser vistos,
ele aprendia a ser ouvido.

E é aqui que nasce um tipo raro de liderança:

👉 Liderança que não depende de aplauso…
mas de consistência.

Quando, em 2003, assumiu a liderança da UNITA,
não recebeu um terreno preparado.

Recebeu uma estrutura fragilizada pelo fim da guerra,
pela perda de referências históricas
e por um ambiente político sensível.

Era preciso mais do que coragem.
Era preciso equilíbrio.

Era preciso mais do que força.
Era preciso sabedoria emocional.

👉 Porque reconstruir é sempre mais difícil do que começar.

E mesmo assim… permaneceu anos na liderança,
sem grandes escândalos,
sem rupturas dramáticas,
sem se perder em disputas vazias.

Há uma sabedoria Kikongo que descreve homens assim:

👉 “Nti udi na misisa mileka ke bunda mpepo nyonso.” (A árvore com raízes profundas enfrenta qualquer vento.)

E outra ainda mais fina:

👉 “Muntu ke tambula malembe, kansi ke kuma ntama.” (Quem caminha devagar… chega mais longe.)

Agora deixa-me abrir mais fundo, como os mais velhos faziam:

Na aldeia, havia um jovem que queria ser chefe.
Queria respeito rápido.
Queria ser ouvido sem primeiro aprender.

Um ancião chamou-o e disse:

“Vai ao rio e observa duas coisas:
a pedra e a água.”

O jovem voltou e disse:
“A pedra é forte. A água é fraca.”

O velho sorriu e respondeu:

👉 “Volta daqui a anos… e verás quem moldou quem.”

Porque a água, mesmo sendo suave,
com o tempo… molda a pedra.

👉 Samakuva não foi a pedra barulhenta.
Foi a água constante.

E isso, meus filhos… é força que não se vê de imediato,
mas transforma com o tempo.

E ainda outra sabedoria Kikongo para quem quer entender mais fundo:

👉 “Masa ma malembe ke dia malembe, kansi ke boma nzala.” (A água calma pode parecer lenta… mas é ela que mata a sede.)

👉 “Nkosi ke zingaka na malembe, kansi ntangu ya kubeta… ke simba mbote.” (O leão anda com calma… mas quando age, age com precisão.)

Agora sim… guarda isto no teu espírito:

Antes de querer posição… constrói preparação.
Antes de querer ser ouvido… aprende a escutar.
Antes de querer liderar… aprende a carregar peso.

Porque no fim…

Não são os que aparecem cedo que permanecem.
São os que foram formados profundamente.

💬 Diz-me com verdade:

Na tua vida… estás a correr para ser visto…
ou estás a preparar-te para ser firme quando o tempo te provar?

👇 Vamos conversar nos comentários.

INGRATIDÃO - A FERIDA QUE NÃO SANGRA, MAS DÓICheguem mais perto…Sim… vocês aí…Deixem este velho falar com calma,porque h...
11/06/2026

INGRATIDÃO -
A FERIDA QUE NÃO SANGRA, MAS DÓI

Cheguem mais perto…
Sim… vocês aí…

Deixem este velho falar com calma,
porque há verdades que não se gritam…
ensinam-se em silêncio.

Hoje não venho falar de caminhos abertos,
nem de portas que se fecham.

Hoje venho falar de algo que corrói o coração humano
sem fazer barulho.

A ingratidão.

Antigamente, um gesto não era esquecido.
Um pedaço de pão dado… virava aliança.
Uma ajuda… virava memória eterna.

O bem não era contado… era guardado no peito.

Mas hoje…

o mundo corre tão depressa
que as pessoas já não param para lembrar
quem esteve com elas quando ninguém mais estava.

Escutem isto com atenção:

Há feridas que o tempo cura…
mas a ingratidão…
essa ensina.

Porque não vem de longe…
vem de perto.

Não vem de inimigos…
vem de quem já chamou o teu nome com carinho.

Os antigos diziam em Kikongo:

“Maji ma lenda, kansi ntima ya muntu ve lenda malembe.” (A água pode esquecer o caminho… mas o coração do homem não esquece lentamente.)

Quer dizer…

o bem que fazes pode ser ignorado por alguém…
mas nunca deixa de existir diante da vida.

Vou contar-vos uma pequena parábola:

Havia um homem que, todos os dias,
dava água a uma planta seca.

Durante muito tempo, nada aconteceu.

As pessoas riam dele… diziam:
“Estás a perder tempo.”

Mas ele continuou.

Um dia, a planta floresceu.

E todos vieram admirar…
como se sempre tivessem acreditado.

Assim são algumas pessoas.

Enquanto precisam…
aproximam-se como raiz sedenta.

Quando recebem…
erguem-se… e esquecem quem regou.

Meus filhos…

não se surpreendam.

A ingratidão não é novidade…
é apenas mais visível hoje.

Outro ensinamento dos mais velhos diz:

“Nzo yakangama na matadi mingi, kansi ikwenda na diboko mosi.” (Uma casa é construída por muitos… mas pode ser destruída por uma só mão.)

Assim também é o coração.

Pode ajudar muitos…
mas basta um ingrato…
para trazer dor profunda.

Mas escutem bem o que vos digo agora:

Não parem de fazer o bem.

Se pararem por causa da ingratidão…
então a maldade venceu duas vezes:

Venceu em quem foi ingrato…
e venceu em vocês.

Façam o bem com consciência…
não com expectativa.

Porque quem faz esperando retorno…
sofre duas vezes.

E quem faz por carácter…
permanece em paz.

Guardem este ensinamento:

“Muntu ulemvo ke monaka mbote, ata kana bantu bamona ve.” (O homem justo vê o bem, mesmo quando ninguém reconhece.)

A vida tem olhos…
mesmo quando as pessoas fecham os seus.

E quanto aos ingratos…

não carreguem ódio.

Porque a ingratidão já é, por si só,
um sinal de pobreza interior.

Quem não sabe reconhecer o bem…
também não sabe construir relações verdadeiras.

E mais cedo ou mais tarde…

caminha sozinho.

Antes de irem…

levem isto convosco:

Não se tornem frios por causa de corações duros.
Não deixem de dar… por causa de quem não soube receber.

Porque o valor de um homem
não está na memória dos outros…

está na verdade das suas ações.

E o vosso velho deixa-vos esta última sabedoria:

Quem esquece quem o levantou…
um dia aprende…
mas aprende sozinho.

" AMIZADES FALSAS "Meus filhos… meus netos…Sentem-se aqui um pouco perto do vosso velho tio.Hoje não vos quero falar de ...
09/06/2026

" AMIZADES FALSAS "

Meus filhos… meus netos…

Sentem-se aqui um pouco perto do vosso velho tio.

Hoje não vos quero falar de dinheiro.
Não vos quero falar de política.
Não vos quero falar de sucesso.

Hoje quero falar-vos de uma dor que quase todos os seres humanos conhecem, mas poucos conseguem evitar.

Quero falar-vos das amizades falsas.

Quando eu era mais novo, os mais velhos ensinavam-nos que um amigo era um tesouro que não se encontrava todos os dias. A amizade não era medida pelas palavras bonitas, mas pelos sacrifícios feitos em silêncio.

Um amigo era aquele que aparecia quando todos desapareciam.

Era aquele que dividia a última mandioca sem perguntar se haveria outra para amanhã.

Era aquele que caminhava ao teu lado debaixo do sol e também debaixo da chuva.

Mas hoje, meus filhos e netos, vejo uma realidade que entristece muitos corações.

Vivemos num tempo em que há pessoas que entram na nossa vida não porque nos amam, mas porque precisam de alguma coisa de nós.

Enquanto a árvore está carregada de frutos, todos querem sentar-se à sua sombra.

Mas quando chega a estação seca, poucos permanecem por perto.

A vida ensinou-me uma coisa:

Nem todos os que te chamam de irmão te veem como irmão.

Há pessoas que sorriem para ti durante o dia e invejam-te durante a noite.

Há pessoas que te elogiam na tua frente e criticam-te nas costas.

Há pessoas que batem no teu ombro dizendo "estou contigo", mas o coração delas já está a caminhar noutra direção.

E o mais perigoso é que a amizade falsa raramente chega com cara de inimigo.

Ela chega vestida de confiança.

Chega com palavras doces.

Chega com promessas bonitas.

Chega com abraços apertados.

Por isso tanta gente se decepciona.

Porque esperava encontrar lealdade e encontrou interesse.

Esperava encontrar sinceridade e encontrou conveniência.

Esperava encontrar um irmão e encontrou apenas um passageiro de ocasião.

Lembro-me de uma velha sabedoria dos nossos antepassados em Kikongo:

"Muntu ya solo ke telemaka na mpasi, ve kaka na kiese." (O verdadeiro amigo permanece na dificuldade, não apenas na alegria.)

Porque é na tempestade que se vê quem realmente segura o barco.

Quando tens dinheiro, companhia não falta.

Quando tens poder, elogios aparecem de todos os lados.

Quando tudo corre bem, muitos dizem que te amam.

Mas quando a doença chega...
Quando o negócio cai...
Quando a porta se fecha...
Quando as lágrimas aparecem...

É nesse momento que os verdadeiros f**am de pé.

E é nesse mesmo momento que os falsos desaparecem como folhas levadas pelo vento.

Meus filhos... meus netos...

Não chorem demasiado por quem vos abandonou.

Às vezes Deus afasta certas pessoas da nossa vida não para nos castigar, mas para nos proteger.

Porque há pessoas que entram na nossa história apenas para revelar uma lição.

E a lição nem sempre é sobre amizade.

Às vezes a lição é sobre discernimento.

Os antigos também diziam:

"Wena muntu widi na nge, kansi ntima yandi kele na nzila yankaka." (Há quem esteja ao teu lado, mas o coração dele segue outro caminho.)

Guardem isso no coração.

Nem todo abraço é amizade.

Nem toda palavra é verdade.

Nem toda presença signif**a lealdade.

O tempo é o grande revelador dos corações.

O tempo tira as máscaras.

O tempo mostra quem veio para caminhar contigo e quem veio apenas para aproveitar a viagem.

Por isso, escolham bem as pessoas que colocam perto do vosso coração.

Sejam bondosos com todos.

Respeitem todos.

Ajudem sempre que puderem.

Mas não entreguem a vossa confiança sem sabedoria.

Porque uma das maiores riquezas desta vida não é ter muitos amigos.

É ter poucos... mas verdadeiros.

E quando encontrarem uma pessoa que permanece convosco na alegria e na tristeza, na abundância e na escassez, na vitória e na derrota...

Valorizem-na.

Porque essas pessoas são raras.

São presentes que Deus coloca no nosso caminho.

E hoje o vosso velho tio despede-se deixando-vos esta reflexão:

A amizade verdadeira não se prova pelos dias de festa.
Prova-se nos dias de luta.
Porque quem f**a quando todos vão embora... esse sim merece ser chamado de amigo.

MANUEL DOMINGOS AUGUSTO Meus filhos… meus netos,Hoje o meu coração fala mais baixo… porque a dor ensina a falar com resp...
05/06/2026

MANUEL DOMINGOS AUGUSTO

Meus filhos… meus netos,

Hoje o meu coração fala mais baixo… porque a dor ensina a falar com respeito.

Nem todas as perdas fazem barulho.
Mas há perdas que fazem o mundo f**ar mais vazio.

Hoje perdemos um homem que não vivia de aparência…
Vivia de propósito.

Manuel Domingos Augusto não foi feito de palavras altas…
Foi feito de decisões certas.

Num tempo onde muitos querem ser vistos…
Ele escolheu ser necessário.

E saibam disso, meus filhos:

Ser necessário vale mais do que ser famoso.

Porque o famoso é lembrado por muitos…
Mas o necessário é sentido quando falta.

E hoje… sentimos.

Meus netos,

Há homens que parecem comuns aos olhos…
Mas são colunas invisíveis de uma nação.

Quando caem…
Só então percebemos o peso que carregavam em silêncio.

Como dizem os mais velhos em Kikongo:

N’ti wu nene wufwa, ntoto wuna mona mpasi.
(Quando uma grande árvore cai, a terra sente a dor.)

Esse homem era uma dessas árvores.

Não fazia sombra para ser visto…
Fazia sombra para proteger.

Meus filhos,

Aprendam uma coisa que a vida demora a ensinar:

Barulho não constrói legado.

Quem constrói… muitas vezes está calado.

Como o rio profundo:

Maza ma nene malembe malembe ke kwenda.
(As águas mais profundas correm em silêncio.)

E são essas águas que sustentam a vida.

Meus netos,

O mundo vai tentar vos ensinar a competir…
A aparecer…
A provar que são melhores que os outros.

Mas eu ensino-vos diferente:

Sejam melhores do que vocês eram ontem.
Sejam úteis onde ninguém quer ir.
E sejam firmes quando todos desistirem.

Porque no fim…

A vida não mede aplausos.
Mede impacto.

Não mede fama.
Mede caráter.

Hoje despedimo-nos…

Mas não com palavras vazias.

Despedimo-nos com consciência.

Consciência de que tivemos entre nós um homem que escolheu servir…
Mesmo quando ninguém estava a olhar.

E isso, meus filhos…

Isso é grandeza de verdade.

Que Deus receba a sua alma…
E que a sua vida continue a ensinar-nos em silêncio.

Com dor, verdade e responsabilidade,

MEU ENCONTRO COM A JOANA TOMÁS Meus filhos e netos, escutem com atenção e guardem esta história no coração, porque nela ...
07/05/2026

MEU ENCONTRO COM A JOANA TOMÁS

Meus filhos e netos, escutem com atenção e guardem esta história no coração, porque nela há ensino, respeito e sabedoria para a vida.

Na terça-feira, dia 05 de maio, por volta das 20h e tal, eu estava num supermercado em Luanda, acompanhado de um dos rapazes, para fazermos algumas compras simples do dia a dia. Era um momento comum, sem pressa, como tantos outros da vida. Eu caminhava pelos corredores, observando os produtos, quando de repente algo me chamou a atenção. Ao olhar melhor, vi uma mulher que me parecia conhecida. Olhei uma vez… olhei outra vez… e fiquei na dúvida: “será mesmo ela?” Mas a certeza ainda não estava clara no meu pensamento.

Foi então que ela, com a sua simplicidade natural, percebeu o meu olhar e, com uma voz calma e humilde, disse: “É sou eu mesma, a Joana.” E naquele instante, tudo ficou confirmado. Ela sorriu. Um sorriso simples, verdadeiro, sem vaidade - daqueles que aproximam as pessoas em vez de afastar. Aproximei-me com respeito, cumprimentei-a, e ela respondeu com gentileza e naturalidade. Era uma pessoa acessível, tranquila, sem distância, sem superioridade. Apenas humana.

Depois de conversar com ela, eu continuei e ela também continuou a buscar o que lhe trouxe no supermercado. Mas o meu coração já não ficou tranquilo. Eu disse comigo mesmo: “Como vou contar aos meus filhos que me encontrei com essa grande personagem?”

Eu voltei. Comecei a procurá-la novamente. E enfim, vi-a outra vez… e ela também me viu.

Oh, ela é especial… tão disponível e disposta, com tanta atenção, ela notou que eu estava novamente a precisar daquele momento. A sua postura continuava simples, humana e respeitosa, como alguém que entende o valor do próximo.

E nesse reencontro, algo me tocou profundamente: a sua forma natural de estar, sem afastamento, sem superioridade, apenas com presença humana.

Aproximei-me e disse com sinceridade:
“Tu és uma grande personagem, grande mulher, por favor, deixa eu tirar fotografia contigo.”

E ela, com simplicidade, aceitou. E até ela própria se dispôs a tirar a fotografia comigo, que guardarei como memória deste encontro tão bonito.

Como foi maravilhoso.

E nesse momento percebi algo importante: muitas vezes, a vida coloca-nos diante de pessoas conhecidas em momentos completamente comuns, para nos ensinar que todos somos iguais na essência.

Ela não me conhecia, mas eu já a conhecia pela sua presença pública e pelo seu percurso ligado ao serviço social e político, especialmente dentro da OMA, onde o seu nome é associado à responsabilidade, disciplina e liderança feminina. Sempre a admirei como figura pública, desde os tempos em que era conhecida pelo seu trabalho na comunicação e pelo seu percurso como mulher forte, firme e inspiradora. Mas naquele dia, no meio da vida comum, não havia cargos nem títulos. Havia apenas duas pessoas a cruzarem-se na vida.

Meus filhos e netos, aprendam isto com profundidade: a vida ensina que o verdadeiro valor de uma pessoa não está no nome que carrega, nem no lugar que ocupa, mas na forma como permanece humana em qualquer circunstância.

A grande lição de simplicidade

“Muntu ya nene kele ve na ndinga mingi, kasi na luzitu ya motema.” (O grande homem não é aquele que fala muito, mas aquele que tem respeito no coração.)

“Nkuku ya mayele ke yambaka nionso na kimia, ata na bisika ya mpamba.” (O sábio recebe tudo com calma, mesmo nos lugares simples.)

E aqui está a grande lição deste encontro, meus filhos e netos: a simplicidade é uma forma elevada de sabedoria. Não é fraqueza, não é pobreza de espírito - é grandeza sem barulho.

Porque há pessoas que, quando sobem na vida, afastam a simplicidade. Mas a verdadeira grandeza é aquela que permanece simples mesmo sendo conhecida.

“Nkusu ya kele na misisa ya makasi ke telemaka ata mupepe ya makasi.” (A árvore com raízes fortes não cai mesmo com vento forte.)

Assim é a pessoa simples: não muda com o reconhecimento, não se perde com a fama, não se afasta da humanidade.

E ao ver aquela mulher naquele momento simples, pude confirmar aquilo que sempre admirei: a sua humanidade. Uma figura pública que não perdeu a simplicidade, que não deixou a gentileza se apagar com o reconhecimento, e que sabe estar entre as pessoas comuns com respeito e serenidade.

“Kimia kele biloko ya nene koleka nyonso ya mokili.”
(A paz é maior do que todas as coisas do mundo.)
Porque uma pessoa pode ter nome, posição e reconhecimento, mas se não tiver paz e humildade, perde o essencial.

A simplicidade como caminho de vida

Meus filhos e netos, entendam isto:

A simplicidade é quando uma pessoa não precisa de se impor para ser respeitada.
A simplicidade é quando alguém não perde a humanidade por causa da posição.
A simplicidade é quando o coração continua leve mesmo com reconhecimento.

“Muntu ya mayele ke talaka ve kaka oyo amonaka na meso, kasi oyo motema na ye ke zaba.” (O sábio não vê apenas o que os olhos mostram, mas o que o coração compreende.)

E mais ainda:

“Muntu ya kele na luzitu, ata na bisika ya mpamba, ke bikisaka ndinga ya mbote na mitema ya batu.” (A pessoa que tem respeito, mesmo em lugares simples, deixa sempre uma boa lembrança nos corações dos outros.)

Respeitem as pessoas enquanto elas estão vivas. Não esperem o tempo afastar alguém para reconhecer o seu valor. Não esperem a ausência para falar com admiração.

Porque a vida é breve, e os encontros simples são, muitas vezes, os mais importantes.

E guardem esta última lição no coração:

A simplicidade não diminui ninguém - ela revela quem a pessoa realmente é. E quem consegue ser simples no meio da grandeza, esse sim entendeu o segredo da vida.

Assim foi este encontro. Simples, humano, cheio de lição… e cheio de verdadeira sabedoria.

23/04/2026

PROFOUND APPEAL, LAMENTATION AND CALL FROM TIO DAVID TO THE CONSCIENCE OF SOUTH AFRICA, THE WHOLE AFRICAN CONTINENT AND THE GOVERNMENT OF ANGOLA

My children… my grandchildren… come closer once again, sit around my voice as one sits around the ancient fire, and listen in silence to old Uncle David, because today my voice is not just a voice - it is lamentation, it is memory, it is ancient pain that has returned to knock at the door, it is blood from the heart that can no longer remain silent.

My heart is heavy like a stone that the river can no longer carry. I am saddened to see what is happening in South Africa, where African brothers are being victims of xenophobia, persecution, expulsion and humiliation. And I ask with tears inside my soul: how is it that within the same Africa, an African becomes a foreigner to another African? How does the land that should welcome become the land that rejects? How does a brother turn into a threat to another brother?

This is not just violence. This is the forgetting of humanity. This is an open wound in the body of the continent. This is like a tree that begins to cut its own roots and then wonders why it is falling.

In the ancient wisdom of our elders it is said:
👉 “Muntu kele muntu ve sambu na mboka, kasi sambu na ntima.” (A person is not a person because of the country where they were born, but because of the heart they carry.)

But today many hearts are closed like rusted doors that no longer recognize those who arrive, like a house without fire where even the wind passes in fear.

My children… my grandchildren… let me take you back to memory, because whoever forgets memory stumbles in the same place.

When South Africa lived under the heavy weight of Apartheid, it was not an isolated suffering. It was a wound that echoed across Africa, like a sad drum beating in the long night. And many African peoples rose up as one voice. There were those who opened homes for political refugees, those who hid freedom fighters as if protecting their own children, those who shared bread with those who had nothing, those who crossed borders at risk of their lives to bring hope, and those who lost their own lives so that others could live free.

At that time, Africa did not ask “where are you from?”, Africa asked “how can I help you?”. Africa did not count passports, it counted suffering. Africa did not look at borders, it looked at tears.

And today… to see that same Africa forgetting its own lesson hurts like hot iron on flesh, like salt on an open wound, like rain falling inside a house without a roof.

Today, in South Africa, what we see are sad episodes of xenophobia: African brothers being expelled from communities where they had lived for years, small traders’ shops destroyed as if they were not the work of entire lives, entire families fleeing in fear during the night like frightened birds in the dark, workers losing everything in minutes of collective rage, and worst of all… fear becoming routine in the hearts of those who only wanted to live in peace, work and build a future.

And I add with even deeper pain: even in hospitals and healthcare services there are reports of foreigners who face fear, delays in treatment, insecurity and difficulty in access during moments of pain. And I tell you, my children: the hospital should be a house of life, not a place of fear. Because pain has no nationality, illness does not ask for a passport, and suffering does not distinguish countries. When even the door of healing becomes difficult to enter, then the wound is no longer only social - it is human.

And this is not true Africa. This is Africa forgetting itself. This is like a river beginning to deny its own source.

In the tradition of the elders it is said:
👉 “Nzo mosi ke tungaka nzila ve.” (A single house does not build the path.)

And when that house begins to expel its own children, it loses its fire, loses its bread, loses its laughter and loses its destiny.

And even deeper:

👉 “Tiya na tiya, nzo ke zika.” (Fire with fire burns down the whole house.)

When hatred meets hatred, strength is not born - destruction is born. Victory is not born - ashes are born. The future is not born - emptiness is born.

Therefore I leave a direct advice to Angolans and all foreigners living in South Africa: live with wisdom and not with provocation, respect the laws of the country that hosts you without losing your dignity, work with honesty and humility even when no one applauds you, avoid unnecessary conflicts and tense areas as one avoids hidden holes on the road, protect one another as family because a foreigner alone is like a tree without roots exposed to the wind, and never respond to hatred with hatred, because hatred is a fire that does not choose whom it burns. Remember: those who live wisely in a foreign land will one day be remembered with respect, but those who live with arrogance may create enemies where there should only be coexistence.

And I also say with even heavier ancient wisdom: do not carry pride where you should carry prudence, do not carry anger where you should carry intelligence, do not carry revenge where you should carry survival. Because the life of a foreigner is like a leaf in the wind - it needs wisdom not to fall early.

My children… my grandchildren… old Uncle David has seen much in life, but what is happening now saddens the soul. I see brothers losing everything in minutes as if years of work meant nothing, I see children asking why they must flee again without understanding the adult world, I see mothers hiding tears so as not to frighten their children, I see men swallowing pain to protect their families, and I remember another deep wisdom:
👉 “Muntu ke zaba kilumbu yandi ve.” (A person does not know their day of destiny.)

Today it is the other who suffers, tomorrow it can be any of us. Therefore do not consider yourselves superior to anyone, because life changes roads without warning, and those who are standing today may tomorrow need an extended hand.

I, with the pain of an elder and the weight of memory, make this appeal: may South Africa not forget its past, may Africa not destroy itself from within, may Africans see each other again as brothers and not as threats, and may foreigners live with prudence, unity and respect.

And now I raise my voice even stronger, as a direct appeal to the Government of the Republic of Angola: may it not remain silent in the face of the suffering of its children in the diaspora, may it closely monitor the situation of Angolans in South Africa, may it strengthen consular protection as a safe shelter for those far from home, may it open real and fast assistance channels, may it intervene diplomatically with courage when the lives of its citizens are at risk, and may it not abandon those who are far from their land and need voice, protection and support. Because a government that protects its children beyond its borders also honors the dignity of its own nation.

Because in the end, my children… my grandchildren… it is not the country that defines a person… it is the humanity they choose to carry. And whoever loses humanity… loses the way back to themselves.

23/04/2026

APELO PROFUNDO, LAMENTO E CHAMAMENTO DO TIO DAVID À CONSCIÊNCIA DA ÁFRICA DO SUL, DE TODO O CONTINENTE AFRICANO E AO GOVERNO DE ANGOLA

Meus filhos… meus netos… aproximem-se mais uma vez, sentem-se ao redor da minha voz como quem se senta à volta da fogueira antiga, e escutem em silêncio o velho Tio David, porque hoje a minha voz não é apenas voz - é lamento, é memória, é dor antiga que voltou a bater à porta, é sangue do coração que não consegue f**ar calado.

O meu coração está pesado como pedra que o rio já não consegue levar. Estou triste ao ver o que está a acontecer na África do Sul, onde irmãos africanos estão a ser vítimas de xenofobia, perseguição, expulsão e humilhação. E eu pergunto com lágrimas no interior da alma: como é que dentro da mesma África, o africano passa a ser estrangeiro para o africano? Como é que a terra que devia acolher torna-se terra que rejeita? Como é que o irmão se transforma em ameaça para o irmão?

Isto não é apenas violência. Isto é esquecimento da humanidade. Isto é uma ferida aberta no corpo do continente. Isto é como árvore que começa a cortar as suas próprias raízes e depois se pergunta por que está a cair.

Na sabedoria antiga dos nossos mais velhos diz-se:
👉 “Muntu kele muntu ve sambu na mboka, kasi sambu na ntima.” (O homem não é homem pelo país onde nasceu, mas pelo coração que carrega.)

Mas hoje muitos corações estão fechados como porta enferrujada que já não reconhece quem chega, como casa sem fogo onde até o vento passa com medo.

Meus filhos… meus netos… deixem-me vos levar de volta à memória, porque quem esquece a memória tropeça no mesmo lugar.

Quando a África do Sul vivia sob o peso duro do Apartheid, não era um sofrimento isolado. Era uma ferida que ecoava em toda a África, como tambor triste a tocar na noite longa. E muitos povos africanos levantaram-se como uma só voz. Houve quem abrisse casas para refugiados políticos, quem escondesse combatentes da liberdade como quem protege o próprio filho, quem partilhasse pão com quem não tinha nada, quem atravessou fronteiras com risco de vida para levar esperança, e houve quem perdeu a própria vida para que outros pudessem viver livres.

África naquela época não perguntou “de onde és?”, África perguntou “como posso ajudar-te?”. África naquela época não contou passaportes, contou sofrimento. África não olhou fronteiras, olhou lágrimas.

E hoje… ver essa mesma África a esquecer a sua própria lição dói como ferro quente na carne, como sal em ferida aberta, como chuva que cai dentro de uma casa sem teto.

Hoje, na África do Sul, o que se vê são episódios tristes de xenofobia: irmãos africanos a serem expulsos de comunidades onde viviam há anos, lojas de pequenos comerciantes destruídas como se não fossem trabalho de vidas inteiras, famílias inteiras a fugir com medo durante a noite como pássaros assustados no escuro, trabalhadores a perder tudo em minutos de fúria coletiva, e o pior… o medo a tornar-se rotina no coração de quem só queria viver em paz, trabalhar e criar futuro.

E eu acrescento com dor ainda mais profunda: até nos hospitais e nos serviços de saúde há relatos de estrangeiros que enfrentam medo, demora no atendimento, insegurança e dificuldade de acesso em momentos de dor. E eu digo-vos, meus filhos: o hospital devia ser casa de vida, não lugar de medo. Porque a dor não tem nacionalidade, a doença não pergunta passaporte, e o sofrimento não distingue país. Quando até a porta da cura se torna difícil de atravessar, então a ferida já não é só social - é humana.

E isto não é África verdadeira. Isto é África a esquecer-se de si mesma. Isto é como rio que começa a negar a sua nascente.

Na tradição dos mais velhos diz-se:
👉 “Nzo mosi ke tungaka nzila ve.” (Uma só casa não constrói o caminho.)

E quando essa casa começa a expulsar os seus próprios filhos, ela perde o fogo, perde o pão, perde o riso e perde o destino.

E ainda mais profundo:
👉 “Tiya na tiya, nzo ke zika.” (Fogo com fogo queima toda a casa.)

Quando o ódio encontra o ódio, não nasce força - nasce destruição. Não nasce vitória — nasce cinza. Não nasce futuro - nasce vazio.

Por isso eu deixo um conselho direto aos angolanos e a todos os estrangeiros que vivem na África do Sul: vivam com sabedoria e não com provocação, respeitem as leis do país que vos acolhe sem perder a vossa dignidade, trabalhem com honestidade e humildade mesmo quando ninguém vos aplaude, evitem conflitos desnecessários e zonas de tensão como quem evita buraco escondido na estrada, protejam-se uns aos outros como família porque o estrangeiro sozinho é como árvore sem raiz exposta ao vento, e nunca respondam ao ódio com ódio, porque o ódio é um fogo que não escolhe quem queima. Lembrem-se: quem vive com sabedoria em terra estrangeira um dia será lembrado com respeito, mas quem vive com arrogância pode criar inimigos onde só devia haver convivência.

E eu digo ainda com mais peso de sabedoria antiga: não carreguem orgulho onde deviam carregar prudência, não carreguem raiva onde deviam carregar inteligência, não carreguem vingança onde deviam carregar sobrevivência. Porque a vida do estrangeiro é como folha ao vento - precisa de sabedoria para não cair cedo.

Meus filhos… meus netos… o velho Tio David já viu muito na vida, mas isto que está a acontecer entristece a alma. Vejo irmãos a perder tudo em minutos como se o trabalho de anos não valesse nada, vejo crianças a perguntar por que têm de fugir outra vez sem entender o mundo dos adultos, vejo mães a esconder lágrimas para não assustar os filhos, vejo homens a engolir dor para proteger a família, e lembro outra sabedoria profunda:
👉 “Muntu ke zaba kilumbu yandi ve.” (O homem não sabe o dia do seu destino.)

Hoje é o outro que sofre, amanhã pode ser qualquer um de nós. Por isso não se sintam superiores a ninguém, porque a vida muda de estrada sem avisar, e quem hoje está de pé pode amanhã precisar de mão estendida.

Eu, com dor de mais velho e peso de memória, faço este apelo: que a África do Sul não esqueça o seu passado, que África não se destrua de dentro para fora, que o africano volte a ver o africano como irmão e não como ameaça, e que os estrangeiros vivam com prudência, união e respeito.

E agora levanto a minha voz ainda mais forte, como apelo direto ao Governo da República de Angola: que não fique em silêncio diante do sofrimento dos seus filhos na diáspora, que acompanhe com firmeza a situação dos angolanos na África do Sul, que reforce a proteção consular como abrigo seguro para quem está longe, que abra canais de assistência reais e rápidos, que intervenha diplomaticamente com coragem quando a vida dos seus cidadãos estiver em risco, e que não abandone aqueles que estão longe da sua terra e precisam de voz, proteção e apoio. Porque um governo que protege os seus filhos fora das suas fronteiras também honra a dignidade da sua própria nação.

Porque no fim de tudo, meus filhos… meus netos… não é o país que define o homem… é a humanidade que ele escolhe carregar. E quem perde a humanidade… perde também o caminho de volta para si mesmo.

Endereço

Mbanza Kongo

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando TIO DAVID publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para TIO DAVID:

Compartilhar