Jair Aleixo

Jair Aleixo All of things

𝑶 𝒑𝒓𝒆𝒄̧𝒐 𝒅𝒐 𝒑𝒐𝒑𝒖𝒍𝒊𝒔𝒎𝒐 – 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒐 𝒅𝒊𝒔𝒄𝒖𝒓𝒔𝒐 𝒂𝒈𝒓𝒂𝒅𝒂, 𝒎𝒂𝒔 𝒂 𝒓𝒆𝒂𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒄𝒐𝒃𝒓𝒂Na história política mundial, o discurso populist...
19/11/2025

𝑶 𝒑𝒓𝒆𝒄̧𝒐 𝒅𝒐 𝒑𝒐𝒑𝒖𝒍𝒊𝒔𝒎𝒐 – 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒐 𝒅𝒊𝒔𝒄𝒖𝒓𝒔𝒐 𝒂𝒈𝒓𝒂𝒅𝒂, 𝒎𝒂𝒔 𝒂 𝒓𝒆𝒂𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒄𝒐𝒃𝒓𝒂

Na história política mundial, o discurso populista sempre teve força: fala diretamente ao povo, promete soluções rápidas, aponta inimigos claros e transmite a sensação de proteção. Mas quando não é sustentado por ações responsáveis e coerentes, acaba por destruir os próprios líderes que o usam como escudo.

Um exemplo marcante é o de Juan Domingo Perón, presidente da Argentina em três mandatos (1946–1955 e 1973–1974). Perón usou um discurso fortemente populista: prometeu justiça social, aumento de salários, nacionalizações e combate aos "inimigos do povo", como a elite e o imperialismo estrangeiro. Ele foi adorado pelas massas e especialmente pelos trabalhadores.

No curto prazo, suas medidas pareceram milagrosas. Mas a longo prazo, a economia argentina entrou em colapso: inflação crescente, falta de investimento externo, aumento da dívida pública e dependência estatal. O país, que no início do século XX era uma das economias mais promissoras do mundo, afundou-se em crises recorrentes.

Perón acabou expulso por um golpe militar em 1955, e embora tenha voltado ao poder brevemente em 1973, o seu legado ficou marcado por instabilidade e radicalismos. A Argentina, até hoje, sofre as consequências de políticas populistas que priorizam popularidade imediata em vez de reformas estruturais.

Quando a promessa supera a responsabilidade, o povo paga a fatura.



𝑨 𝑴𝒂̃𝒐 𝑵𝒆𝒈𝒓𝒂 — 𝒐 𝒈𝒓𝒖𝒑𝒐 𝒔𝒆𝒄𝒓𝒆𝒕𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒄𝒆𝒏𝒅𝒆𝒖 𝒐 𝒑𝒂𝒗𝒊𝒐 𝒅𝒂 𝑷𝒓𝒊𝒎𝒆𝒊𝒓𝒂 𝑮𝒖𝒆𝒓𝒓𝒂 𝑴𝒖𝒏𝒅𝒊𝒂𝒍A história do mundo mudou radicalmente em 2...
19/11/2025

𝑨 𝑴𝒂̃𝒐 𝑵𝒆𝒈𝒓𝒂 — 𝒐 𝒈𝒓𝒖𝒑𝒐 𝒔𝒆𝒄𝒓𝒆𝒕𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒄𝒆𝒏𝒅𝒆𝒖 𝒐 𝒑𝒂𝒗𝒊𝒐 𝒅𝒂 𝑷𝒓𝒊𝒎𝒆𝒊𝒓𝒂 𝑮𝒖𝒆𝒓𝒓𝒂 𝑴𝒖𝒏𝒅𝒊𝒂𝒍

A história do mundo mudou radicalmente em 28 de junho de 1914. Nesse dia, em Sarajevo, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, foi assassinado a tiros junto com sua esposa. O autor do crime? Um jovem nacionalista sérvio de apenas 19 anos, chamado Gavrilo Princip. Mas por trás do seu gesto havia algo muito maior: uma organização clandestina conhecida como A Mão Negra — e foi ela que lançou a Europa e o mundo numa guerra sem precedentes.

A Mão Negra (Crna Ruka) era uma sociedade secreta fundada em 1911 por oficiais nacionalistas sérvios, com o objetivo de unificar todos os povos eslavos do sul que viviam sob domínio estrangeiro, especialmente sob o controle do Império Austro-Húngaro. Eles defendiam uma “Grande Sérvia”, independente e soberana, e estavam dispostos a usar violência, sabotagem e assassinato político para atingir seus fins.

Com raízes profundas dentro do exército sérvio, a Mão Negra operava nas sombras, treinando jovens extremistas, organizando atentados e conspirando contra potências imperiais. Foi ela quem treinou e armou os sete jovens que esperaram Francisco Ferdinando em Sarajevo. O plano parecia quase amador: tentativas falhadas, nervosismo, e até veneno vencido. Mas no fim, por ironia do destino e erro do motorista real, Gavrilo Princip teve a chance de disparar à queima-roupa.

O Império Austro-Húngaro acusou a Sérvia de estar por trás do atentado. A Rússia, aliada da Sérvia, reagiu. A Alemanha apoiou o império. A França e o Reino Unido entraram em defesa dos aliados. Em poucas semanas, o mundo mergulhava na Primeira Guerra Mundial.

A acção da Mão Negra expôs a fragilidade do equilíbrio geopolítico europeu. Bastou um atentado localizado nos Bálcãs para que os impérios mais poderosos do mundo caíssem uns sobre os outros como peças de dominó. A guerra durou quatro anos, deixou mais de 20 milhões de mortos, destruiu monarquias, alterou fronteiras e abriu caminho para o surgimento de regimes autoritários e para a Segunda Guerra Mundial.

Além disso, o colapso dos impérios austro-húngaro e otomano redesenhou o mapa da Europa e do Oriente Médio. O nacionalismo, como defendido pela Mão Negra, ganhou força — mas também mostrou como ideologias extremas, mesmo movidas por causas patrióticas, podem ter consequências devastadoras quando se transformam em violência organizada.

Gavrilo Princip morreu dois anos depois do atentado, doente, preso, e sem saber que seu gesto mudaria o século XX. A Mão Negra foi dissolvida e seus líderes perseguidos, mas o impacto da sua ação ecoa até hoje. Às vezes, não são os exércitos que começam as guerras, mas sim os segredos guardados por grupos invisíveis nas sombras.




No jogo Angola vs Nigéria, Lookman introduziu um comprimido na boca não falaste nada…🤔🤔🤔The Nigeria Football Federation
17/11/2025

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Leo Messi, traga só o dinheiro de volta…😭😭😭
17/11/2025

Leo Messi, traga só o dinheiro de volta…😭😭😭

14/11/2025

Trouxeram a seleção da Argentina de noite para não ver o cartão postal que é o Ngoma e o Sambizanga.😭😭😭

𝑪𝑶𝑴𝑼𝑵𝑰𝑪𝑨𝑫𝑶𝑶𝑩𝑺𝑬𝑹𝑽𝑨̂𝑵𝑪𝑰𝑨 𝑫𝑬 𝑻𝑶𝑳𝑬𝑹𝑨̂𝑵𝑪𝑰𝑨 𝑫𝑬 𝑷𝑶𝑵𝑻𝑶 𝑵𝑨 𝑷𝑹𝑶𝑽𝑰́𝑵𝑪𝑰𝑨 𝑫𝑬 𝑳𝑼𝑨𝑵𝑫𝑨 𝑵𝑶 𝑫𝑰𝑨 14 𝑫𝑬 𝑵𝑶𝑽𝑬𝑴𝑩𝑹𝑶O Governo Provincial de Luan...
13/11/2025

𝑪𝑶𝑴𝑼𝑵𝑰𝑪𝑨𝑫𝑶

𝑶𝑩𝑺𝑬𝑹𝑽𝑨̂𝑵𝑪𝑰𝑨 𝑫𝑬 𝑻𝑶𝑳𝑬𝑹𝑨̂𝑵𝑪𝑰𝑨 𝑫𝑬 𝑷𝑶𝑵𝑻𝑶 𝑵𝑨 𝑷𝑹𝑶𝑽𝑰́𝑵𝑪𝑰𝑨 𝑫𝑬 𝑳𝑼𝑨𝑵𝑫𝑨 𝑵𝑶 𝑫𝑰𝑨 14 𝑫𝑬 𝑵𝑶𝑽𝑬𝑴𝑩𝑹𝑶

O Governo Provincial de Luanda comunica ao público que, ao abrigo do n.º 3 do artigo 5.º da Lei n.º 10/11, de 16 de Fevereiro — Lei dos Feriados Nacionais, Locais e Datas de Celebração Nacional —, conjugado com o disposto na Lei n.º 15/16, de 12 de Setembro — Lei da Administração Local do Estado —, é decretada Tolerância de Ponto, com dispensa da actividade laboral pública e privada, no dia 14 de Novembro de 2025 (sexta-feira), a partir das 12h00 (meio-dia), em toda a extensão da Província de Luanda, nos termos do Despacho n.º 407/GAB.GPL/2025.

Estão excluídas desta medida as actividades laborais prestadas em regime de turnos, devendo, nestes casos, ser assegurado o normal funcionamento dos respectivos serviços essenciais.

A decisão surge na sequência da realização do acto central das celebrações do 50.º Aniversário da Independência Nacional, ocorrido na capital, evento que contou com a ampla participação de trabalhadores dos sectores público e privado, quer no desfile cívico, quer nas múltiplas tarefas organizativas associadas.

O Governo Provincial de Luanda reconhece o empenho, a dedicação e o esforço acrescido das equipas envolvidas nas celebrações, cuja execução das actividades programadas prossegue ainda nesta fase pós-evento, justificando, por isso, a adopção da presente medida.

GABINETE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO GOVERNO PROVINCIAL DE LUANDA, 13 DE NOVEMBRO DE 2025.

𝑨 𝑨𝑵𝑻𝑰𝑮𝑨 𝑩𝑨𝑩𝑰𝑳𝑶̂𝑵𝑰𝑨 𝑬 𝑨 𝑷𝑹𝑶𝑺𝑻𝑰𝑻𝑼𝑰𝑪̧𝑨̃𝑶 𝑺𝑨𝑮𝑹𝑨𝑫𝑨 — 𝑶 𝑹𝑰𝑻𝑼𝑨𝑳 𝑸𝑼𝑬 𝑻𝑶𝑫𝑨𝑺 𝑨𝑺 𝑴𝑼𝑳𝑯𝑬𝑹𝑬𝑺 𝑫𝑬𝑽𝑰𝑨𝑴 𝑪𝑼𝑴𝑷𝑹𝑰𝑹.Entre as muitas histórias...
12/11/2025

𝑨 𝑨𝑵𝑻𝑰𝑮𝑨 𝑩𝑨𝑩𝑰𝑳𝑶̂𝑵𝑰𝑨 𝑬 𝑨 𝑷𝑹𝑶𝑺𝑻𝑰𝑻𝑼𝑰𝑪̧𝑨̃𝑶 𝑺𝑨𝑮𝑹𝑨𝑫𝑨 — 𝑶 𝑹𝑰𝑻𝑼𝑨𝑳 𝑸𝑼𝑬 𝑻𝑶𝑫𝑨𝑺 𝑨𝑺 𝑴𝑼𝑳𝑯𝑬𝑹𝑬𝑺 𝑫𝑬𝑽𝑰𝑨𝑴 𝑪𝑼𝑴𝑷𝑹𝑰𝑹.

Entre as muitas histórias curiosas e controversas da Antiguidade, uma das mais debatidas é a da Babilônia, uma das civilizações mais ricas e influentes do mundo antigo, localizada onde hoje é o atual Iraque. Segundo o historiador grego Heródoto, autor do século V a.C., existia entre os babilônios um ritual religioso no qual toda mulher, ao menos uma vez na vida, era obrigada a oferecer o próprio corpo para um estranho, como parte de um culto sagrado.

Essa prática, conhecida como prostituição sagrada, teria ocorrido nos templos dedicados à deusa Ishtar, divindade do amor, da fertilidade e da guerra. De acordo com o relato de Heródoto, as mulheres iam até o templo, sentavam-se ao redor e aguardavam que um homem atirasse uma moeda sobre o seu colo. Ao aceitar, ela era obrigada a ir com ele, manter relações e, assim, cumprir o dever religioso. Só após essa experiência ela estaria “purificada” e livre para casar-se ou seguir sua vida normalmente.

Heródoto narra que, até mesmo mulheres ricas e nobres deviam participar, embora tivessem áreas separadas dentro do templo. A moeda lançada não podia ser recusada, pois acreditava-se que vinha diretamente da deusa. O valor não importava: o que valia era a oferenda.

Contudo, a veracidade literal do relato de Heródoto é questionada por muitos historiadores modernos. Alguns acreditam que ele pode ter exagerado ou mal interpretado costumes locais, talvez confundindo práticas de sacerdotisas especializadas em rituais com a população em geral. Ainda assim, há evidências arqueológicas e textos antigos que mostram que formas de “prostituição ritual” existiram de fato em certas regiões da Mesopotâmia.

Esse episódio revela não apenas os costumes religiosos extremos da Antiguidade, mas também como o s**o e a espiritualidade estavam entrelaçados de maneiras que hoje parecem inconcebíveis. Numa época em que a fé era o centro da vida, até o corpo podia tornar-se uma oferenda sagrada.

𝑸𝑼𝑨𝑵𝑫𝑶 𝑨 𝑼𝑹𝑰𝑵𝑨 𝑬𝑹𝑨 𝑺𝑨𝑩𝑨̃𝑶 - 𝑶 𝑰𝑵𝑺𝑶́𝑳𝑰𝑻𝑶 𝑯𝑨́𝑩𝑰𝑻𝑶 𝑫𝑬 𝑳𝑰𝑴𝑷𝑬𝒁𝑨 𝑵𝑨 𝑹𝑶𝑴𝑨 𝑨𝑵𝑻𝑰𝑮𝑨.Muito antes dos sabonetes perfumados, cremes c...
12/11/2025

𝑸𝑼𝑨𝑵𝑫𝑶 𝑨 𝑼𝑹𝑰𝑵𝑨 𝑬𝑹𝑨 𝑺𝑨𝑩𝑨̃𝑶 - 𝑶 𝑰𝑵𝑺𝑶́𝑳𝑰𝑻𝑶 𝑯𝑨́𝑩𝑰𝑻𝑶 𝑫𝑬 𝑳𝑰𝑴𝑷𝑬𝒁𝑨 𝑵𝑨 𝑹𝑶𝑴𝑨 𝑨𝑵𝑻𝑰𝑮𝑨.

Muito antes dos sabonetes perfumados, cremes corporais e detergentes modernos, os romanos da Antiguidade já tinham suas próprias soluções para a limpeza — e uma das mais surpreendentes era o uso de urina humana como produto de higiene e lavagem. Sim, a mesma substância que hoje tratamos como resíduo era, na Roma Antiga, uma matéria-prima valiosa e amplamente utilizada.

O segredo estava na composição química da urina. Quando armazenada por alguns dias, ela fermentava e liberava amônia — um composto altamente eficaz na remoção de gordura e sujeira. Os romanos, práticos como sempre, descobriram isso e passaram a usar a urina como detergente natural. Era usada tanto para lavar roupas como para branquear tecidos e, em alguns casos, até para higienizar os dentes ou clarear o sorriso.

As fullonicae, as lavanderias públicas de Roma, recebiam urina em grandes recipientes. Os escravos ou trabalhadores colocavam as roupas sujas nesses tanques cheios de urina fermentada e, com os pés, pisavam nelas repetidamente para ajudar no processo de limpeza. A mistura era depois enxaguada com água corrente. O cheiro, como se pode imaginar, não era agradável — mas o resultado, segundo os padrões da época, era eficaz.

E a prática não parava por aí. A urina era tão valorizada que, durante o reinado do imperador Vespasiano , no século I d.C., foi implementado um imposto sobre os coletores de urina. O objetivo era arrecadar fundos sobre a venda desse “produto de limpeza”. Quando criticado pela natureza do imposto, Vespasiano teria erguido uma moeda e dito: “Pecunia non olet” — “o dinheiro não cheira”, frase que até hoje é usada para indicar que não importa de onde vem o dinheiro, contanto que sirva ao propósito.

Este episódio, tão insólito quanto real, mostra o engenho dos romanos e também os limites (ou a falta deles) para a busca pela higiene na antiguidade. Um império que construiu aquedutos, termas, sistemas de esgoto e cidades grandiosas também usava urina como sabão — uma mistura curiosa de civilização avançada e soluções inusitadas.



O JULGAMENTO DO PAPA MORTO - O DIA EM QUE UM CADÁVER FOI LEVADO AO TRIBUNAL.A história da Igreja Católica tem momentos d...
12/11/2025

O JULGAMENTO DO PAPA MORTO - O DIA EM QUE UM CADÁVER FOI LEVADO AO TRIBUNAL.

A história da Igreja Católica tem momentos de fé, poder e influência, mas também episódios obscuros, quase inacreditáveis. Um dos mais bizarros aconteceu em Roma no ano 897, quando um papa já falecido foi retirado do túmulo, vestido com as vestes papais, sentado num trono... e julgado por um tribunal eclesiástico. Esse momento surreal ficou conhecido como o “Sínodo do Cadáver” (ou Synodus Horrenda, em latim) e é considerado um dos capítulos mais macabros da história da Igreja.

O morto em questão era Papa Formoso, que havia falecido nove meses antes. Seu sucessor, o Papa Estêvão VI, ordenou que o cadáver fosse desenterrado e levado até a Basílica de São João de Latrão, onde se realizaria o julgamento. O corpo, já em avançado estado de decomposição, foi vestido com os paramentos papais e colocado num trono para ser formalmente acusado.

Como Formoso estava morto, foi nomeado um diácono para "responder" por ele, como se o cadáver tivesse defesa. As acusações? Ter assumido o papado de forma irregular, ter violado leis canônicas e ter ambições políticas suspeitas. O tribunal, claro, o declarou culpado, anulou todas as suas decisões como papa e mandou amputar os três dedos que usava para abençoar. Em seguida, o corpo foi jogado no rio Tibre.

Esse ato grotesco chocou até mesmo os padrões violentos da política eclesiástica da época. Pouco tempo depois, o próprio Papa Estêvão VI, que promoveu o julgamento, foi deposto, preso e acabou sendo estrangulado na prisão. O corpo de Formoso foi recuperado do rio e sepultado novamente com honras.

Esse episódio absurdo expôs o nível de degradação política dentro da Igreja naquele período, com papas sendo manipulados por facções, reis e nobres romanos. A chamada “pornocracia”, como alguns historiadores denominam essa era, foi marcada por escândalos, corrupção e lutas pelo poder.

Hoje, o Sínodo do Cadáver parece quase uma lenda medieval, mas está bem documentado e mostra até que ponto a obsessão por vingança e domínio político pode ultrapassar todos os limites — inclusive os da vida e da morte.


O IMPERADOR ROMANO QUE FEZ DO SEU CAVALO... UM SENADOR!A história da Roma Antiga está cheia de episódios marcantes, bata...
11/11/2025

O IMPERADOR ROMANO QUE FEZ DO SEU CAVALO... UM SENADOR!

A história da Roma Antiga está cheia de episódios marcantes, batalhas épicas, conquistas grandiosas e figuras lendárias. Mas entre todos os imperadores que governaram o império, poucos foram tão excêntricos e controversos quanto Calígula, que reinou de 37 a 41 d.C. E um dos episódios mais curiosos do seu governo foi a promoção do seu cavalo favorito a uma posição política: o título de senador romano.

Calígula, cujo nome verdadeiro era Caius Julius Caesar Germanicus, assumiu o trono jovem e inicialmente foi bem-recebido. Porém, com o tempo, o seu comportamento começou a tornar-se cada vez mais imprevisível, excêntrico e até cruel. Muitos historiadores acreditam que ele sofria de distúrbios mentais, possivelmente agravados por traumas familiares e uma doença grave que o afetou no início do seu reinado.

Entre suas várias extravagâncias, Calígula tinha uma afeição especial por seu cavalo de corrida chamado Incitatus. O animal vivia em condições absurdamente luxuosas: tinha um estábulo de mármore, uma manjedoura de marfim, mantas de púrpura e até joias. Mas o auge da obsessão veio quando Calígula decidiu que Incitatus merecia um cargo político. Segundo relatos históricos (como os de Suetônio), ele nomeou o cavalo senador, e há quem diga que planeava torná-lo cônsul, o cargo mais alto da magistratura romana.

Alguns estudiosos acreditam que essa atitude era uma forma sarcástica de Calígula ridicularizar o Senador, mostrando que até um animal poderia desempenhar o papel daqueles que ele considerava inúteis. Outros veem apenas um gesto de loucura ou excentricidade extrema. Seja como for, o gesto ficou marcado na história como um dos maiores absurdos políticos da Antiguidade.

Hoje, essa história serve como metáfora em muitas conversas políticas, quando se quer ilustrar decisões absurdas ou cargos dados a quem não tem competência. Afinal, quando um império poderoso como Roma vê um cavalo ocupar lugar no Senado, não é o animal que está fora do lugar — mas sim todo o sistema que o permitiu.

O luxo malcheiroso da realeza: os reis franceses que evitavam o banhoQuando se pensa na nobreza francesa dos séculos pas...
11/11/2025

O luxo malcheiroso da realeza: os reis franceses que evitavam o banho

Quando se pensa na nobreza francesa dos séculos passados, logo se imagina riqueza, palácios deslumbrantes, festas extravagantes e roupas impecáveis. No entanto, por trás de toda essa p***a, existia um hábito pouco conhecido e bastante surpreendente: muitos reis e membros da corte simplesmente evitavam tomar banho. O mais famoso exemplo disso é o Rei Luís XIV, o “Rei Sol”, que teria tomado apenas dois banhos completos em toda a sua vida. E não era uma excentricidade pessoal. Tratava-se de uma crença enraizada na medicina e nos costumes da época.

Nos séculos XVII e XVIII, acreditava-se que a água abria os poros do corpo, tornando-o vulnerável à entrada de doenças. Por isso, banhar-se era visto com desconfiança, principalmente entre os mais ricos. A limpeza excessiva era considerada arriscada, e muitos viam o banho como uma prática desnecessária ou mesmo perigosa. Assim, em vez de água e sabão, a aristocracia recorria a camadas de maquiagem, talcos perfumados e roupas limpas trocadas com frequência.

O Palácio de Versalhes, símbolo do absolutismo francês, era um exemplo disso. Luxuoso em aparência, mas com condições de higiene questionáveis. Era comum que os nobres se aliviassem atrás de cortinas ou em cantos dos jardins, e os corredores do palácio eram frequentemente tomados por um cheiro forte de urina, m**o, suor e perfume. A própria estrutura do palácio contava com poucos sanitários funcionais, o que agravava a situação.

Diante desse cenário, o uso de perfume tornou-se uma prática essencial. Não era apenas um luxo, mas uma necessidade. O perfume francês, hoje sinónimo de elegância, nasceu como uma resposta ao problema da falta de banho. A cidade de Grasse, por exemplo, floresceu nesse período como o principal centro de produção de fragrâncias da Europa. Os perfumes eram produzidos com a missão de mascarar odores fortes e duravam por horas, muitas vezes aplicados diretamente sobre a pele suja.

Enquanto isso, outras culturas, consideradas “menos civilizadas” pela Europa da época, mantinham hábitos de higiene muito mais avançados. Povos árabes, africanos e asiáticos tomavam banhos diários, usavam óleos naturais e praticavam rituais de purificação corporal que combinavam limpeza com espiritualidade. Uma clara inversão dos estereótipos de avanço e atraso.

Curiosamente, até hoje os perfumes franceses são conhecidos pela sua intensidade e longevidade. Essa característica é, na verdade, uma herança direta de um tempo em que eles precisavam competir com o cheiro forte dos corpos mal lavados da elite europeia. Luís XIV talvez tenha sido o rei mais poderoso da França, símbolo de glória e esplendor, mas também é lembrado por fugir da água como se fosse veneno. E embora sua imagem brilhe nos livros de história, o seu aroma — à época — provavelmente não deixava saudades.

OS ANTIGOS PERSAS DECIDIAM BÊBADOS… E CONFIRMAVAM SÓBRIOS.Segundo o historiador grego Heródoto, durante o Império Aquemê...
11/11/2025

OS ANTIGOS PERSAS DECIDIAM BÊBADOS… E CONFIRMAVAM SÓBRIOS.

Segundo o historiador grego Heródoto, durante o Império Aquemênida (cerca de 550 a.C. – 330 a.C.), os persas tinham o hábito de tomar decisões sérias duas vezes: primeiro embriagados, depois em plena sobriedade.

A ideia era simples:
➡️ O álcool libertava os impulsos, a criatividade e a coragem — permitia que ideias fluíssem sem medo ou censura.
➡️ A sobriedade, por outro lado, trazia o crivo da lógica e da razão — filtrava os excessos e analisava a viabilidade.

Se uma proposta fosse aprovada tanto no calor do vinho como na frieza do juízo, era considerada sábia e equilibrada. Se falhasse em algum dos dois momentos, era rejeitada.
Assim, conseguiam avaliar os assuntos sob duas perspectivas humanas fundamentais: a emoção e a razão.

Esse método, embora hoje pareça estranho, mostra que nem todos os hábitos antigos eram irracionais. Eles sabiam que o ser humano pensa de forma diferente em estados distintos, e usavam isso a favor da tomada de decisões.

Aliás, na cultura persa da época, o vinho não era apenas recreativo — era símbolo de civilização, convivência e filosofia. Os banquetes eram espaços de debate, não apenas de festa.

Agora… trazendo para os nossos dias… Aqui no nosso país, pelas caras dos nossos governantes, parece que também consomem muitas “bebidas espirituosas”
Mas, diferente dos persas, tanto bêbados como sóbrios… tomam péssimas decisões!




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