19/11/2025
𝑶 𝒑𝒓𝒆𝒄̧𝒐 𝒅𝒐 𝒑𝒐𝒑𝒖𝒍𝒊𝒔𝒎𝒐 – 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒐 𝒅𝒊𝒔𝒄𝒖𝒓𝒔𝒐 𝒂𝒈𝒓𝒂𝒅𝒂, 𝒎𝒂𝒔 𝒂 𝒓𝒆𝒂𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒄𝒐𝒃𝒓𝒂
Na história política mundial, o discurso populista sempre teve força: fala diretamente ao povo, promete soluções rápidas, aponta inimigos claros e transmite a sensação de proteção. Mas quando não é sustentado por ações responsáveis e coerentes, acaba por destruir os próprios líderes que o usam como escudo.
Um exemplo marcante é o de Juan Domingo Perón, presidente da Argentina em três mandatos (1946–1955 e 1973–1974). Perón usou um discurso fortemente populista: prometeu justiça social, aumento de salários, nacionalizações e combate aos "inimigos do povo", como a elite e o imperialismo estrangeiro. Ele foi adorado pelas massas e especialmente pelos trabalhadores.
No curto prazo, suas medidas pareceram milagrosas. Mas a longo prazo, a economia argentina entrou em colapso: inflação crescente, falta de investimento externo, aumento da dívida pública e dependência estatal. O país, que no início do século XX era uma das economias mais promissoras do mundo, afundou-se em crises recorrentes.
Perón acabou expulso por um golpe militar em 1955, e embora tenha voltado ao poder brevemente em 1973, o seu legado ficou marcado por instabilidade e radicalismos. A Argentina, até hoje, sofre as consequências de políticas populistas que priorizam popularidade imediata em vez de reformas estruturais.
Quando a promessa supera a responsabilidade, o povo paga a fatura.