25/07/2026
Senta aqui um instante.
Quero falar principalmente contigo, homem. Mas, se és mulher, f**a também. Isto diz respeito a todos nós.
Há uma vergonha que está a destruir muita gente: a vergonha de trabalhar.
Há quem queira parecer importante, mas não queira carregar peso. Há quem queira ser respeitado, mas ache que certos trabalhos diminuem a sua imagem.
Não deixes que o orgulho te ponha de barriga vazia.
Trabalha.
Se hoje o que apareceu foi uma obra, vai. Se foi um escritório, vai. Se foi vender, vende. Se foi limpar, limpa. O trabalho honesto nunca envergonhou ninguém.
Mas não trabalhes só com as mãos.
Trabalha também a tua mente.
Porque as mãos podem trazer dinheiro para casa. Mas uma mente bem construída deixa uma riqueza que o dinheiro nunca consegue comprar.
O esforço físico alimenta o presente.
O esforço mental alimenta as gerações.
Que os teus filhos herdem mais do que uma casa. Que herdem uma forma diferente de pensar. Que as pessoas que passarem pela tua vida encontrem em ti alguém que lhes deixou uma mentalidade melhor do que aquela com que chegaram.
No fim, o verdadeiro valor de um homem, e de qualquer pessoa não está apenas no dinheiro que conseguiu ganhar, mas na mentalidade que ajudou a construir.
Então trabalha. Sem vergonha.
Com humildade nas mãos.
E com fome de crescer na mente.
Porque quem une força para trabalhar e coragem para aprender raramente deixa apenas um salário como legado. Deixa um caminho.
E isto..? Isto não é motivação. É aviso.
— escritor, Vilão que Cura
Fotógrafo/Editor: Bonsomie création