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OS MAPAS ESCOLARES ENGANARAM A NOSSA PERCEPÇÃOQuando olhamos para um mapa-múndi tradicional, é comum termos a impressão ...
27/05/2026

OS MAPAS ESCOLARES ENGANARAM A NOSSA PERCEPÇÃO

Quando olhamos para um mapa-múndi tradicional, é comum termos a impressão de que países e continentes próximos aos polos são gigantescos, enquanto as regiões centrais parecem menores. 🗺️

Isso acontece por causa das projeções cartográficas antigas, que precisavam esticar as bordas do desenho para ajudar na navegação marítima. 🧭

Na realidade, o continente africano tem uma extensão territorial imensa. Para ter uma boa ideia dessa proporção, seria possível encaixar as áreas dos Estados Unidos, da China, da Índia e de grande parte da Europa inteiras lá dentro, de uma só vez. 🌍

Compreender essas proporções reais é uma forma fascinante de ajustar a nossa visão e entender melhor a verdadeira escala do nosso planeta. 💡

REVOLTA DE MAJI MAJI — Quando 75 mil africanos acreditaram que água parava balaEm 1905, o sul da Tanzânia explodiu. Não ...
20/05/2026

REVOLTA DE MAJI MAJI — Quando 75 mil africanos acreditaram que água parava bala

Em 1905, o sul da Tanzânia explodiu. Não foi do nada, por 15 anos os alemães estavam transformando a região em uma fazenda de algodão. Havia trabalho forçado, chicote, estupro e confisco de terra.
Homens eram arrancados das roças pra trabalhar forçado, quem não batia a cota levava chicote. Mulheres eram obrigadas a plantar algodão, quebrando a divisão de trabalho que existia há séculos.

A revolta começou com um homem chamado Kinjikitile Ngwale, o líder espiritual dos Matumbi, que dizia que o deus Hongo apareceu pra ele num sonho e entregou água sagrada.
Essa água, “maji maji”, faria as balas alemãs virarem água ao tocar a pele. Mas tinha condição: as 20 etnias da região precisavam parar de se matar e lutar juntas.

Não foi sobre magia, foi sobre desespero. Quando um povo é esmagado, ele se agarra a qualquer coisa que dê esperança, mesmo que seja água.

O curandeiro Kinjikitile Ngwale disse que quem borrifasse a água no corpo ficaria imune às balas alemãs. Eles passaram a jogar água nos guerreiros.

Então, 75 mil guerreiros se levantaram, atacaram plantações, missões, ferrovias, jogando a água com milho e folhas, convencidos de que estavam imunes.

Diferente de outras revoltas, mulheres Maji Maji lutaram, carregaram suprimentos e mantiveram a rede de comunicação.
Quando os alemães queimavam as vilas, eram elas que mantinham as crianças vivas no mato.

Os alemães tinham metralhadoras Maxim. O massacre foi brutal, queimaram vilas e plantações pra causar fome.
300 mil a 400 mil mortos. Kinjikitile Ngwale foi preso pelos alemães em julho de 1905 e enforcado.
A lenda diz que antes de morrer ele disse “Vou morrer, mas a água vai continuar”, Isso virou combustível pra revolta se espalhar.

Os alemães acharam que era só superstição de selvagem, não entenderam que o mito era estratégia.
Unir 20 etnias que falavam línguas diferentes e tinham guerras entre si e funcionou por 8 meses.

O mito não parou a bala, o general alemão Gustav von Götzen aplicou a tática de terra arrasada. Queimou vilas, destruiu plantações, envenenou poços. A ideia era simples "sem comida, a resistência morre" Por isso 90% dos mortos foram de fome, não de bala.

Maji Maji fracassou militarmente, mas venceu politicamente. A Alemanha foi forçada a reduzir o trabalho forçado e mudar a política colonial por medo de outra revolta. Mais importante ainda, pela primeira vez na história, povos que se odiavam se viram como parte do mesmo povo.

O mito morreu, a ideia de unidade ficou. Julius Nyerere, o primeiro presidente da Tanzânia independente, chamou Maji Maji de “o primeiro grito da nação tanzaniana”.

“Maji” é água em suaíli. Mas pra Tanzânia virou código pra resistência e unidade.
Então sim, eles acreditaram que água parava bala.

Mas o que eles realmente fizeram foi usar um mito pra criar algo que não existia antes: uma identidade comum.

E isso os alemães nunca conseguiram matar.

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A Organização das Nações Unidas declarou o tráfico transatlântico de africanos escravizados como um dos crimes mais grav...
12/05/2026

A Organização das Nações Unidas declarou o tráfico transatlântico de africanos escravizados como um dos crimes mais graves contra a humanidade.

Milhões de africanos foram trazidos ao Brasil à força.

Vieram principalmente de regiões como Angola, Congo e Costa da Mina, atravessando o Atlântico em condições desumanas, dentro dos navios negreiros.

Milhões morreram no caminho.

Os que sobreviviam eram vendidos, separados de suas famílias e obrigados a trabalhar sob violência constante — nas lavouras, nas minas, nas cidades.

Esse não é um capítulo distante da história.

Você acredita em reparação histórica?

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👉 O que você pensa sobre isso?

Mas então responde uma coisa:👉 Se isso era apenas um “comércio voluntário”…por que a Europa precisou construir dezenas d...
08/05/2026

Mas então responde uma coisa:

👉 Se isso era apenas um “comércio voluntário”…

por que a Europa precisou construir dezenas de fortalezas militares armadas ao longo da costa africana?

Por que navios negreiros viviam em revolta?

Por que milhares preferiram morrer… do que viver escravizados?

Por que a Rainha Nzinga passou QUARENTA ANOS lutando contra os portugueses?

E por que os Igbo escolheram entrar no mar e tirar a própria vida… em vez de aceitar as correntes?

Porque a verdade é muito mais brutal do que te contaram.

A escravidão atlântica nunca foi apenas comércio.

Foi uma operação militar.

Foi invasão.
Foi desestabilização.
Foi chantagem econômica.
Foi violência organizada durante séculos.

Sim, alguns líderes africanos participaram.

Mas reduzir tudo para “africanos venderam africanos” apaga uma verdade essencial:

👉 A África nunca foi um país só.

Era — e continua sendo — um continente com milhares de povos, reinos, idiomas e nações diferentes.

Dizer “africanos venderam africanos” é como dizer:

👉 “Europeus venderam europeus” durante as guerras da Europa.

Não faz sentido.

Essa narrativa existe por um motivo:

Ela diminui a responsabilidade europeia.

Ela transforma um sistema global de terror em um simples “problema africano”.

E, acima de tudo…

Ela faz você parar de perguntar:

👉 Quem criou o sistema?
👉 Quem lucrou com ele?
👉 Quem armou, financiou e expandiu essa máquina durante 400 anos?

Porque no momento em que um povo oprimido começa a acreditar que foi o único culpado pela própria opressão…

o verdadeiro responsável desaparece da história.

Mas os registros históricos mostram outra coisa:

Mostram resistência.

Constante.
Violenta.
Corajosa.
E deliberadamente apagada.

A história da escravidão não é apenas sobre correntes.

É também sobre luta.

Sobre povos que resistiram até o último instante.

E talvez essa seja a parte que menos querem que você conheça.

💭 Então a verdadeira pergunta não é se alguns africanos participaram…

A verdadeira pergunta é:

👉 Por que você só aprendeu a versão que absolve o colonizador?

Se essa história precisa ser contada com honestidade, comenta: RESISTÊNCIA ✊🏿

01/05/2026

HEGEL E A ÁFRICA: UMA AVALIAÇÃO CRÍTICA DA REPRESENTAÇÃO AFRICANA NA FILOSOFIA DA HISTÓRIA

Como a visão hegeliana excluiu a África do processo histórico universal e seus impactos na construção do pensamento filosófico ocidental?

A obra " 𝗙𝗶𝗹𝗼𝘀𝗼𝗳𝗶𝗮 𝗱𝗮 𝗛𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮 " de 𝐆e𝐨r𝐠 𝐖i𝐥h𝐞l𝐦 𝐅r𝐢e𝐝r𝐢c𝐡 𝐇e𝐠e𝐥, um dos pilares do idealismo alemão, exerceu profunda influência no pensamento histórico e filosófico ocidental. Contudo, sua abordagem em relação à África é um dos pontos mais controversos e criticados da tradição hegeliana. Hegel declara, de forma categórica, que a África está fora da história, alegando que o continente não contribuiu para o desenvolvimento do espírito universal. Esta visão provocou reações intensas ao longo dos séculos, especialmente por parte de filósofos africanos e estudiosos da descolonização do saber.

𝗔 𝗙𝗶𝗹𝗼𝘀𝗼𝗳𝗶𝗮 𝗱𝗮 𝗛𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗛𝗲𝗴𝗲𝗹: 𝘂𝗺𝗮 𝘃𝗶𝘀𝗮̃𝗼 𝗲𝘂𝗿𝗼𝗰𝗲̂𝗻𝘁𝗿𝗶𝗰𝗮

Na sua obra " 𝑉𝘰𝑟𝘭𝑒𝘴𝑢𝘯𝑔𝘦𝑛 𝑢̈𝘣𝑒𝘳 𝘥𝑖𝘦 𝘗ℎ𝘪𝑙𝘰𝑠𝘰𝑝𝘩𝑖𝘦 𝘥𝑒𝘳 𝘎𝑒𝘴𝑐𝘩𝑖𝘤ℎ𝘵𝑒 " (1837), traduzida como "Lições sobre a Filosofia da História", Hegel apresenta a história como a progressiva realização da liberdade no mundo, conduzida pelo "espírito do mundo" (Weltgeist). Ele divide o mundo em quatro regiões históricas: o 𝗢𝗿𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲, a 𝗚𝗿𝗲́𝗰𝗶𝗮, o 𝗜𝗺𝗽𝗲́𝗿𝗶𝗼 𝗥𝗼𝗺𝗮𝗻𝗼 e a 𝗘𝘂𝗿𝗼𝗽𝗮 𝗚𝗲𝗿𝗺𝗮̂𝗻𝗶𝗰𝗮, que representaria o ápice da liberdade.

𝚂𝚎𝚐𝚞𝚗𝚍𝚘 𝙷𝚎𝚐𝚎𝚕:

"O que entendemos por África propriamente dita é o que se encontra a sul do deserto do Saara — essa África é o mundo do espírito ainda envolvido na inconsciência e na natureza [...] A África não faz parte da História do Mundo. Ela não tem movimento nem desenvolvimento a relatar."( 𝘏𝑒𝘨𝑒𝘭, 𝐹𝘪𝑙𝘰𝑠𝘰𝑓𝘪𝑎 𝑑𝘢 𝘏𝑖𝘴𝑡𝘰́𝑟𝘪𝑎, 𝘱. 152)”

Essa afirmação consolidou uma visão eurocêntrica e excludente, que influenciou gerações de pensadores europeus a considerarem o continente africano como um espaço pré-histórico, fora do tempo histórico legítimo.

𝗜𝗺𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗳𝗶𝗹𝗼𝘀𝗼́𝗳𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗲 𝗽𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗲𝘅𝗰𝗹𝘂𝘀𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗔́𝗳𝗿𝗶𝗰𝗮

A exclusão da África da história universal por Hegel teve consequências diretas na desvalorização das civilizações africanas e serviu como justificativa intelectual para o colonialismo europeu. Ao considerar os africanos como povos sem história, Hegel forneceu uma base "racional" para o argumento da "missão civilizadora", que serviu de pretexto para dominação, escravização e exploração dos africanos.

Além disso, essa concepção marginalizou profundamente as epistemologias africanas, desconsiderando os sistemas de pensamento, organização social e espiritualidade dos povos africanos como legítimos objetos filosóficos.
Filósofos africanos como Cheikh Anta Diop, V.Y. Mudimbe, Kwasi Wiredu e Paulin Hountondji reverteram essa narrativa ao demonstrar que a África possui sim uma história profunda, complexa e rica, com civilizações milenares como Kemet (Egito Antigo), Núbia, Império do Mali, Império Songhai, Reino do Congo, entre outros.

𝐶ℎ𝑒𝑖𝑘ℎ 𝐴𝑛𝑡𝑎 𝐷𝑖𝑜𝑝, 𝑝𝑜𝑟 𝑒𝑥𝑒𝑚𝑝𝑙𝑜, 𝑠𝑢𝑠𝑡𝑒𝑛𝑡𝑎 𝑞𝑢𝑒: “A história da África foi sistematicamente desfigurada, em parte sob influência de teses como as de Hegel, para legitimar a dominação colonial.”

Mudimbe, por sua vez, critica a "invenção da África" pelo Ocidente, ou seja, como o continente foi representado como o "Outro" da civilização e da razão, uma representação iniciada e sustentada por obras como a de Hegel.

𝗔 𝗻𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗼𝗻𝗶𝘇𝗮𝗿 𝗮 𝗳𝗶𝗹𝗼𝘀𝗼𝗳𝗶𝗮

Diante dessas críticas, torna-se urgente um processo de descolonização do pensamento filosófico, que implique não apenas revisar os clássicos europeus, mas também incorporar as filosofias africanas em pé de igualdade no debate global. Isso passa por reconhecer que as narrativas como as de Hegel não são neutras, mas carregadas de interesses ideológicos e políticas de exclusão.

A leitura hegeliana da África revela o quanto as tradições filosóficas ocidentais podem estar imersas em preconceitos históricos. Embora Hegel tenha contribuído significativamente para a filosofia moderna, sua visão da África deve ser criticamente reavaliada à luz de novas abordagens epistemológicas que respeitam a pluralidade histórica e cultural dos povos. A filosofia da história não pode mais ser contada apenas de um ponto de vista europeu é preciso reconhecer e valorizar a agência histórica da África e de seus povos.

𝗥𝗲𝗳𝗲𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀 𝗯𝗶𝗯𝗹𝗶𝗼𝗴𝗿𝗮́𝗳𝗶𝗰𝗮𝘀

• Hegel, G. W. F. Filosofia da História. Tradução de João Paulo Monteiro. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
• Diop, Cheikh Anta. Civilização ou Barbárie: Uma autêntica antropologia negra. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2010.
• Mudimbe, V.Y. A Invenção da África: Gnose, filosofia e a ordem do saber. Lisboa: Edições Afrontamento, 2006.
• Hountondji, Paulin. Saber Africano e Filosofia. São Paulo: Edições Loyola, 2002.
• Wiredu, Kwasi. A Companion to African Philosophy. Blackwell Publishing, 2004.
• Mbembe, Achille. Crítica da Razão Negra. São Paulo: N-1 Edições, 2014.

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27/04/2026

O que mais dói na miséria é a ignorância que ela tem de si mesma. Confrontados com a ausência de tudo, os homens abstêm-se do sonho, desarmando-se do desejo de serem outros. Existe no nada essa ilusão de plenitude que faz parar a vida e anoitecer as vozes.

Estas estórias desadormeceram em mim sempre a partir de qualquer coisa acontecida de verdade mas que me foi contada como se tivesse ocorrido na outra mar-gem do mundo. Na travessia dessa fronteira de sombra escutei vozes que vazaram o sol. Outras foram asas no meu voo de escrever. A umas e a outras dedico este desejo de contar e de inventar.

~Mia Couto

ELES CRIAM OS PROBLEMAS PARA VENDER A " SOLUÇÃO" 😳França 🇫🇷- A página França-Afrique Media escreveu o seguinte no Facebo...
27/04/2026

ELES CRIAM OS PROBLEMAS PARA VENDER A " SOLUÇÃO" 😳

França 🇫🇷- A página França-Afrique Media escreveu o seguinte no Facebook ontem:

“🔴 MALI 🇲🇱: Como em 2013, só a França pode ajudar o Mali a sair desta situação.
Assimi Goita deve pedir desculpas primeiro.”

Está mais do que provado o envolvimento da França com com os t_ erroristas que atacam Mali, tal nível de desrespeito nunca pode ser tolerado.

França está detrás destes at@ques que vitimaram o ministro da defesa Maliana.

A FORÇA DO HOMEM BRANCO PARA DESTRUIR A AFRIKA, VEM A PARTIR DESTAS DUAS PESSOAS NEGRAS.A PARTIR DO MOMENTO EM QUE, O HO...
19/04/2026

A FORÇA DO HOMEM BRANCO PARA DESTRUIR A AFRIKA, VEM A PARTIR DESTAS DUAS PESSOAS NEGRAS.

A PARTIR DO MOMENTO EM QUE, O HOMEM BRANCO HAVIA INVADIDO E DESTRUIU O HOMEM NEGRO, ATÉ AO MOMENTO O NEGRO NÃO SE ERGUEU E RESTAURAR A SUA CONSCIÊNCIA PARA MANTER A SUA CIVILIZAÇÃO.

O HOMEM BRANCO, SEMPRE USOU O PRÓPRIO NEGRO PARA DAR A CONTINUIDADE DA DESTRUIÇÃO MENTAL DA PRÓPRIA SUA RAÇA.

O CRISTIANISMO, NÃO É A NOSSA CIVILIZAÇÃO, NÃO É A NOSSA EDUCAÇÃO E NÃO É A NOSSA FREQUÊNCIA.

ESTES DOIS NOSSOS IRMÃOS, HOMEM E MULHER, ESTÃO AO SERVIÇO DOS BRANCOS PARA DAR A CONTINUIDADE DA ESCRAVATURA MODERNA.

ESTÃO A SERVIR CAFÉ QUENTE AOS SEUS IRMÃOS NEGROS PARA LHES QUEIMAR AS ALMAS.

A AFRIKA, NÃO A VANÇA POR CAUSA DESTES SENHORES MAUS, AO SERVIÇO DOS BRANCOS.

O HOMEM BRANCO, NUNCA ELE QUER O BEM DOS AFRIKANOS, ELE SE ESCONDEU POR DETRÁS DO HOMEM NEGRO A COMANDAR.

AFRIKA, LEVANTAI E SE ERGUE COMO A MONTANHA.

AFRIKANOS, RESSUSCITAI AS VOSSAS CONSCIÊNCIAS PARA MANTEREM O EQUILÍBRIO HUMANO, PARA QUE O MUNDO NOS RESPEITEM.

Nkakas Ngola

Ibrahim Traoré rompe com a UE: "O Ocidente não está em posição de nos dar lições"🇧🇫🇪🇺🇳🇪🇲🇱🚨O Presidente de Burkina Faso, ...
21/03/2026

Ibrahim Traoré rompe com a UE: "O Ocidente não está em posição de nos dar lições"🇧🇫🇪🇺🇳🇪🇲🇱🚨

O Presidente de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, reagiu às críticas da União Europeia após a aprovação, a 12 de março, de uma resolução do Parlamento Europeu que condena a detenção do ex-presidente do Níger, Mohamed Bazoum.

A resolução europeia pede a libertação imediata de Bazoum, detido desde o golpe militar de 2023, classificando a situação como uma violação dos direitos humanos e do Estado de direito .

Em resposta, Traoré, que atualmente lidera a Aliança dos Estados do Sahel — bloco formado por Burkina Faso, Mali e Níger — criticou o que considera “duplos padrões” por parte dos países europeus. Segundo o líder burquinabê, a Europa não demonstra a mesma postura em relação a outros conflitos internacionais, acusando-a de selecionar quais situações condenar.

Num comunicado, Traoré afirmou que a AES “não tem lições a receber, sobretudo de atores que deveriam concentrar-se em resolver as suas próprias crises internas”, sublinhando ainda que o bloco rejeita qualquer forma de ingerência externa.

O presidente acusou também a Europa de manter uma “mentalidade colonial”, alegando que há tentativas de influenciar os sistemas políticos africanos em benefício de antigos interesses coloniais.

A Aliança dos Estados do Sahel tem reforçado a cooperação militar e política entre os seus membros, incluindo operações conjuntas contra grupos armados na região, marcada por uma grave crise de segurança .

Traoré defendeu ainda que, apesar dos desafios enfrentados pelos países do Sahel, não tem havido condenações equivalentes por parte da Europa em relação aos ataques de grupos extremistas na região.

A posição do líder burquinabê reflete o crescente distanciamento entre os países da AES e parceiros ocidentais, num contexto de afirmação de soberania e reconfiguração de alianças no Sahel.

Bissau, 21 de março de 2026
Por DMG TV / Digital Mídia Global TV

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