01/11/2025
01/11 — Dia Mundial da Conscientização sobre o TDAH: um bom momento para falar com clareza sobre esse transtorno que afeta atenção, impulsividade e regulação do comportamento em crianças e adolescentes. O TDAH é um quadro neurobiológico — não é “falta de educação” nem resultado único de criação.
O que observar: perda de atenção em atividades que exigem foco; distração fácil; dificuldade em seguir instruções; inquietação excessiva; falar demais; agir por impulso. Em crianças pequenas os sinais podem ser sutis; em adolescentes, a desatenção costuma
prejudicar estudos e organização. Meninas muitas vezes apresentam sintomas menos hiperativos e passam despercebidas.
Diagnóstico: é clínico e multidimensional — depende de história detalhada, relatos da família e da escola, escalas padronizadas e avaliação de comorbidades (ansiedade, dificuldades de aprendizagem, sono, alterações neurológicas). Não existe um exame único
que “determine” TDAH; avaliar contexto é essencial para evitar rótulos indevidos.
Tratamento e acompanhamento: envolve abordagem multiprofissional. Intervenções psicoeducativas, terapia cognitivo-comportamental, treinamento parental e adaptações escolares costumam ser eficazes. Em muitos casos, quando indicado, a medicação
(estimulantes ou outros fármacos) combina-se a essas estratégias e melhora atenção e autorregulação — sempre com acompanhamento médico rigoroso e monitoramento de
efeitos.
Na escola: pequenas adaptações fazem grande diferença — dividir tarefas em etapas, instruções claras e curtas, reforço positivo, pausas para atividade física, assentos
preferenciais e provas em ambiente com menos distração. A parceria entre família e escola
é a chave do sucesso.
Desmistificando: açúcar, falta de limites ou “preguiça” não explicam o TDAH. Tampouco é
causado por vacinas. Evite tratamentos milagrosos; busque evidência e orientação
especializada.
Por que o diagnóstico precoce importa? Porque quanto antes entendermos o perfil da criança, mais rápido montamos estratégias que preservam autoestima, aprendizagem e relações sociais. O objetivo não é “consertar”, mas dar ferramentas para que a criança se organize, aprenda e floresça.