07/08/2025
A gente teima em não se contentar com o fato de que apenas existimos, que apenas somos, assim como as estrelas. Sem porquês, sem explicações, sem justificativas. E nessa nossa teimosia, com uma dose de orgulho e arrogância, deixamos de viver os acasos da vida.
Temos medo de perder a versão de nós que acreditamos ser e nos falta coragem para ver o mundo, sentir e encontrar quem realmente somos. Vivemos no limiar dos “quases” e somos estilhaçados por nunca ser.
Romper esse limite pode fazer com que a nossa nave se desintegre, como acontece quando elas ultrapassam a velocidade da luz. Mas se pensarmos que somos luz na nossa vida, não faria sentido simplesmente ser? Romper esse limite não seria o acaso necessário para que nos tornássemos o que verdadeiramente somos?
Talvez seja a hora de romper.
De deixar o acaso simplesmente acontecer.
E, como dizia Tom, deixar o coração entender o que os olhos já não podem ver.
✍ Escrevendo no sobre acaso, inspirado em um texto de João Anzanello Carrascoza (07/08/25)