07/11/2025
Quando o alerta vira pânico: o caso do senhor que fugiu do ciclone
Um senhor de 67 anos, morador do bairro Sulmar, decidiu pegar a estrada após ouvir repetidas notícias sobre a aproximação de um ciclone no litoral catarinense. Movido pelo medo, ele dirigiu por horas até o oeste do estado — região que também enfrenta previsão de temporais, mas sem os ventos intensos esperados na faixa litorânea. A viagem foi feita às pressas e sem avisar familiares, deixando-os aflitos com seu desaparecimento repentino.
O episódio acende um alerta sobre os efeitos da cobertura midiática em situações de risco. Em tempos de mudanças climáticas e eventos extremos cada vez mais frequentes, a informação é essencial para a segurança da população. No entanto, quando o tom das reportagens se aproxima do sensacionalismo, o que deveria ser um alerta pode se transformar em pânico.
A imprensa tem papel fundamental na conscientização e na prevenção de desastres naturais. Mas também precisa refletir sobre a responsabilidade de comunicar com equilíbrio: informar sem alarmar, orientar sem assustar. De outro lado, cabe à população desenvolver uma escuta mais crítica — buscando fontes oficiais e evitando decisões precipitadas.
O caso do morador do Sulmar não é apenas uma história individual. É um lembrete de que, diante das forças da natureza, o medo é humano — mas a informação precisa ser humana e responsável.
E, acima de tudo, é um chamado à reflexão sobre a fé. Em meio à insegurança e às tempestades da vida, é importante lembrar que há algo maior que nos guia. Por mais que a tecnologia e a previsão do tempo nos alertem, há situações que fogem ao nosso controle. Confiar em Deus e manter a fé é essencial — afinal, é Ele quem sabe de todas as coisas.