Alzheimer - Minha mãe tem - ANA'S

Alzheimer - Minha mãe tem - ANA'S Acolhemos familiares e cuidadores com pessoas com Alzheimer. Compartilhamos informações, experiências reais, orientação e apoio para quem enfrenta essa jornada.

Minha experiência vem dos cuidados que tive com minha mãe. Me chamo Ana Heloisa Arnaut, minha mãe se chama Anna Izabel Arnaut, nasceu em Pedralva em 01/04/1921. Faleceu dia 05/07/2015 com 94 anos. Sou filha única e sempre fomos muito unidas. No ano de 2003 a vida nos reservou uma triste surpresa, minha mãe foi diagnosticada com uma demência e seu nome era Alzheimer. Desde então, larguei minha vida para me dedicar aos cuidados daquela que, durante toda a sua vida dedicou-se a mim. Minha mãe sempre teve um humor invejável que sempre alegrava a todos a sua volta. Super cativante e sempre com um sorriso no rosto. Foi professora, secretária do prefeito em Caxambu. Casou e se Divorciou. Adorava trabalhos manuais, fazia trico e crochê como ninguém. Adorava escrever poesias, trovas, fazer palavras cruzadas. Tinha uma memoria ótima, decorava e recitava poesias bem longas. Mas, no meio do caminho tinha o Alzheimer. Com o tempo, minha mãe foi esquecendo-se de muita coisa, exceto de mim. Nos cuidados, em nossas brincadeiras e, até mesmo quando ela estava um pouco brava, tenho certeza que nunca se esqueceu de mim. Criei uma página no facebook onde postava fotos, vídeos e dicas sobre a Doença de Alzheimer, em pouco tempo o número de visualizações, compartilhamentos e pessoas me procurando cresceu absurdamente. Ficamos conhecidas por um vídeo que gravei conversando com minha mãe e, a partir daí, decidi ajudar outras pessoas compartilhando experiências. Algumas pessoas se juntaram a mim como colaboradoras para me ajudar nesta tarefa. Mãe estava piorando...

Cuidei-a e amei-a muito todos os dias de nossa vida juntas e, depois que ela foi morar com nosso Pai Mair como já tinha prometido a ela irei honrar tudo o que ela me ensinou e também dividir tudo que aprendi durante esses 13 anos de luta com a DA. Este site tem a intenção de desmistificar a doença, trazer informação sobre o assunto, como cuidar com amor e prazer. Mostrar como alguns momentos podem ser além de dolorosos, muito divertidos. Teremos informações jurídicas, mensagens de apoio, colaboradores da área disciplinar (Psicólogos, Fonoaudiólogos, Nutricionistas, Fisioterapeutas, Terapeutas ocupacionais entre outros). Daremos dicas através de vídeos, jogos e outras coisas, tudo relacionado a DA. Sejam bem vindos a nossa página, e espero que estejam preparados para aprender um pouco mais a cada dia. Questionem. Divirtam-se. Chorem. Vivam esses momentos conosco! Ofereço essa página a todas as famílias que convivem com essa doença, assumindo o papel de pais de seus pais. Abraço afetuoso a todos.

O QUE ME ORGANIZOU ENQUANTO CUIDEI DA MINHA MÃEQuando minha mãe ainda estava aqui, aprendi que sem rotina a gente se per...
23/08/2026

O QUE ME ORGANIZOU ENQUANTO CUIDEI DA MINHA MÃE
Quando minha mãe ainda estava aqui, aprendi que sem rotina a gente se perde. A organização virou a nossa segurança.
Essas 4 agendas foram o que mais me ajudaram na época. Deixo aqui como modelos explicativos, do jeito que eu usava, para você adaptar à sua realidade.
1. Agenda de Alimentação Semanal: Eu anotava o que ela comia em cada refeição - café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Me ajudava a garantir hidratação, variedade e a perceber quando o apetite mudava.
2. Agenda de Medicações: Anotava horário e nome conforme a prescrição. Evitava esquecimento e facilitava muito na troca de turno com outro cuidador. Tudo sempre conferido com a equipe de saúde dela.
3. Agenda de Tarefa Semanal: Era o nosso norte do dia. Hora de acordar, remédios, 15 min de sol, atividade cognitiva, almoço, descanso, atividade física, TV, banho, café da tarde, música, jantar, ceia, remédios, dormir. Para ela, a previsibilidade trazia calma e diminuía a agitação do fim do dia.
4. Anotações de Saúde: Meu diário mais importante. Eu registrava assim: comeu bem, ingeriu pouca água, mais sonolenta, pressão 11/7, temperatura 36,2, oxigenação 97, urina clara, fezes ressecadas. Levava nas consultas e o médico conseguia enxergar padrões que no dia a dia eu não via.
Minha mãe já partiu, mas o que ficou desse cuidado é o que quero deixar para quem cuida hoje. Não precisa ser perfeito. Precisa ser simples, visível e compartilhado com quem divide o cuidado com você.
Se esses modelos te ajudarem, salva e compartilha.

A ANGÚSTIA DE TER PERDIDO NÃO SUPERA A ALEGRIA DE TER UM DIA POSSUÍDO.— Santo AgostinhoO Alzheimer faz isso com a gente:...
23/08/2026

A ANGÚSTIA DE TER PERDIDO NÃO SUPERA A ALEGRIA DE TER UM DIA POSSUÍDO.
— Santo Agostinho

O Alzheimer faz isso com a gente: todos os dias, leva embora, aos poucos, alguma coisa de quem amamos. Uma lembrança, uma palavra, uma habilidade, um jeito de ser… e nós vamos aprendendo a conviver com essas pequenas perdas.

Mas existe algo que precisamos compreender: o Alzheimer é uma doença que não mata. Ele provoca alterações progressivas no cérebro, afetando as células nervosas e comprometendo funções essenciais. Muitas vezes, porém, no atestado de óbito aparece a causa imediata da morte — como uma pneumonia ou outra complicação — e não necessariamente o Alzheimer como causa básica.

Ainda existe muito estigma em torno da demência. Muitas famílias têm vergonha, escondem o diagnóstico ou evitam falar sobre a doença. E o silêncio só fortalece o preconceito.

Precisamos desmistificar o Alzheimer.

Falar sobre a doença é uma forma de cuidar. Buscar o diagnóstico, conhecer os tratamentos disponíveis, procurar orientação e garantir suporte para a pessoa com Alzheimer e para quem cuida dela são atitudes fundamentais.

Nós, familiares e cuidadores, também temos um papel importante nessa mudança: aceitar a realidade da doença não significa desistir. Significa compreender para poder cuidar melhor.

Nosso foco — junto com profissionais, instituições e governos — deve ser combater o preconceito, ampliar o conhecimento, garantir diagnóstico e acesso ao cuidado e lembrar que ninguém deve enfrentar o Alzheimer sozinho.

Que possamos falar mais sobre Alzheimer, com informação, respeito e humanidade. 💜

Pensem nisso. E ajudem a quebrar esse tabu: compartilhem, comentem e levem essa informação adiante.

As alucinações e os delírios acontecem mais frequentemente durante a noite e exigem uma adaptação na vida de toda a gent...
23/08/2026

As alucinações e os delírios acontecem mais frequentemente durante a noite e exigem uma adaptação na vida de toda a gente em casa.

Caso Edith:

Edith vivia num lar e tinha uma história de demência leve até que um surto de pneumonia a levou a ser internada num hospital. Quando ela teve alta e regressou ao lar, veio com um declínio cognitivo acentuado.

Todas as manhãs, a cuidadora perguntava como ela tinha passado a noite enquanto realizava as tarefas de cuidados pessoais no seu quarto. Em resposta, Edith chorava e abanava a cabeça. Ela estava exausta por não conseguir dormir.

Edith tinha alucinações visuais, auditivas e pensamentos delirantes. Todas as manhãs referia com detalhe que um homem tinha estado sentado à sua janela durante a noite. O homem era jovem, tinha cerca de 20 e poucos anos e queria que ela o deixasse entrar no quarto.

Ela pedia-lhe para a deixar sozinha e ele ameaçava contar a toda a gente que a tinha visto nua se não o deixasse entrar... Edith gritava desesperadamente.

Durante o dia, mesmo depois de confortada, Edith acreditava que o homem continuava lá e descrevia detalhes elaborados sobre a vida do homem. Os cuidadores não conseguiam encontrar uma explicação sobre como é que ela “sabia” desses detalhes.

Várias tentativas falhadas de resolver as alucinações e delírios:

Foi inútil tentar desmontar as alucinações e delírios de Edith utilizando o raciocínio e a lógica.

Foi-lhe dito que era improvável se não impossível a presença desse homem dadas as condições climatéricas e a acessibilidade à sua janela e, embora ela inicialmente concordasse, a realidade acabava por ser substituída pelo delírio.

O pessoal do lar fez tudo para transmitir segurança a Edith.

Instalou-se uma grade e cortinas opacas na janela. As luzes do quarto passaram a ficar acesas à noite e para que não se ouvisse a voz do homem, a televisão ligada ou música. Foi colocada uma luz de presença perto da sua cama.

Mas todas estas estratégias tornaram-se impotentes contra a voz do homem que ameaçava contar a todos que ela era "suja", "promíscua" e "feia".

O médico de Edith prescreveu uma série de medicamentos para tentar parar as alucinações mas ela era muito sensível a mudanças na medicação e teve reacções adversas aos psicotrópicos, antidepressivos e comprimidos para dormir.

Edith foi finalmente diagnosticada com demência com corpos de Lewy.

Certos medicamentos ajudam alguns doentes a ter menos alucinações e delírios provocados por algumas formas de demência no entanto, é comum a intolerância medicamentosa na demência com corpos de Lewy, o que significava desafios adicionais para Edith.

O cérebro de Edith está constantemente em actividade e não tem um “desligar”. O seu corpo está longos períodos de tempo sem descansar e ela está pelo menos 50% do tempo numa outra realidade.

Enquanto o nosso mundo está bem regulamentado, « o mundo de Edith é caótico e perturbador.

O melhor que se pode fazer em situações como como a de Edith é implementar actividades para manter a mente ocupada na realidade e esperar que ela acabe por participar nessas actividades.

5 sugestões para controlar alucinações na demência:

1. Mantenha o seu ambiente seguro. Alguém como Edith está em risco de comportamentos erráticos. Tenha em atenção o acesso a saídas e escadas.

2.Contrariar pode ser altamente ineficaz e levar ao aumento da ansiedade. Você não tem que "ver também" a alucinação, mas é necessário concordar com o conteúdo emocional.

3. Em situações de alucinações, os cuidadores devem procurar distrair o doente com actividades que necessitam de habilidades motoras: jogar à bola, dar um passeio, colocar post-its na parede, dançar ...

4. Animais de estimação são uma das melhores maneiras de proporcionar conforto a alguém que está ansioso. Um cão ou um gato podem fazer maravilhas na redução da ansiedade e de pensamentos delirantes.

5. Contacto e acessibilidade. Muitas vezes um simples contacto emocional ajuda o doente a sentir-se seguro por algum tempo, permitindo que tenha algum descanso.

Fonte: “A Place For Mom”
O Cuidador Informal

Aqui está um texto pronto para você postar, Ana, juntando a sua vivência com o que a Dra. Fernanda explica nas fotos:**C...
23/08/2026

Aqui está um texto pronto para você postar, Ana, juntando a sua vivência com o que a Dra. Fernanda explica nas fotos:

**Crédito: inspiração no post da Dra Fernanda Cocolichio**



**Depilação no idoso com demência - É mesmo necessária?**

Eu não depilava minha mãe.

Ela ficava muito inquieta, se mexia o tempo todo e eu morria de medo de machucá-la, de cortá-la. Para quem cuida, só de pensar na lâmina já dá um aperto no coração.

Nas pernas, às vezes eu conseguia. Conversando com ela, com calma, dizia que estava passando hidratante. E assim, devagarinho, eu conseguia raspar um pouquinho. Era mais um momento de carinho do que de estética.

Nas partes íntimas, eu só aparava um pouco no comprimento, para não machucar por causa da fralda. Nunca depilei. O ginecologista dela mesmo me disse que era bom deixar, porque o pelo ajuda na proteção.

E foi lendo o post da Dra. Fernanda que tudo fez ainda mais sentido.

O idoso com demência não compreende a realidade como nós. Mexer na região íntima pode parecer para ele um desrespeito, uma invasão de privacidade e até mesmo uma agressão. Além disso, a depilação pode machucar, causar pequenos cortes que viram porta de entrada para infecções de pele, principalmente para quem usa fraldas.

Vamos ser sinceras? Nesse momento, a depilação é muito mais importante para nós, cuidadoras, do que para eles.

A gente se cobra tanto para deixar tudo “perfeitinho”, mas eles precisam mesmo é de conforto, segurança e dignidade.

Se os pelos pubianos estiverem atrapalhando muito a higiene local, a orientação é apenas diminuir de tamanho eventualmente, aparando com muito cuidado e nunca fazer uma depilação completa.

Relaxa. Você não está sendo descuidada por não depilar. Você está protegendo.

Você também passou por essa dúvida?

Com carinho,
Ana Heloisa

cuidarcomamor

PESSOAS IDOSAS E MEDICAMENTOS: 10 DICAS IMPORTANTES 💊💜O uso correto dos medicamentos é fundamental para a segurança da p...
22/08/2026

PESSOAS IDOSAS E MEDICAMENTOS: 10 DICAS IMPORTANTES 💊💜

O uso correto dos medicamentos é fundamental para a segurança da pessoa idosa. Alguns cuidados simples podem evitar esquecimentos, trocas, doses incorretas e até acidentes.

1. Incentive a autonomia
Se a pessoa idosa ainda tem condições de administrar seus próprios medicamentos, incentive que continue fazendo isso. O cuidador deve permanecer na supervisão, conferindo se os medicamentos estão sendo tomados corretamente.

2. Observe as limitações
Se houver problemas de memória, confusão ou dificuldade importante para enxergar, o cuidador deverá assumir a administração dos medicamentos, garantindo que sejam tomados nos horários e nas doses corretas.

3. Registre cada medicamento administrado
Quando houver mais de um cuidador, é importante manter uma agenda ou planilha. Anote diariamente o horário e o medicamento administrado. Assim, todos saberão o que já foi dado e evita-se a repetição de doses.

4. Separe os medicamentos de cada pessoa
Quando um casal de idosos ou outras pessoas da mesma casa usam medicamentos contínuos, mantenha os remédios separados e identificados. Isso ajuda a evitar trocas e confusões.

5. Cuide do armazenamento
Verifique sempre a validade dos medicamentos. Mantenha-os em local adequado, protegido de sol, calor e umidade, e fora do alcance de crianças e de pessoas com Alzheimer ou outras demências que possam utilizá-los sem supervisão.

6. Não dê medicamentos por conta própria
Nunca ofereça um medicamento sem orientação de um profissional de saúde. Mantenha uma lista atualizada com o nome do medicamento, dose, horário e duração do tratamento. Não acrescente, suspenda ou substitua medicamentos por conta própria.

7. Leve os medicamentos às consultas
Nas consultas, leve as receitas mais recentes e, sempre que possível, os medicamentos que a pessoa idosa utiliza. Isso ajuda o médico a revisar o tratamento e evitar duplicidades ou combinações inadequadas. Nunca aumente ou diminua uma dose sem orientação profissional.

8. Se não entendeu, pergunte novamente
Não tenha vergonha de pedir ao médico que explique novamente a receita ou a forma correta de administrar o medicamento. A orientação precisa ser clara para que o cuidador consiga realizar o tratamento com segurança.

9. Fique atento aos efeitos inesperados
Se a pessoa idosa apresentar uma reação ou mudança após iniciar um medicamento, avise o médico ou outro profissional de saúde responsável. Anote o que aconteceu, quando começou e quais medicamentos foram utilizados. Em caso de reação grave ou emergência, procure atendimento imediatamente.

10. Não suspenda o medicamento por conta própria
Mesmo que você suspeite que determinado medicamento esteja causando um efeito indesejado, não interrompa nem volte a administrar o remédio sem orientação profissional, especialmente quando se trata de medicamentos de uso contínuo. Entre em contato com o médico para saber o que fazer.

💜 Cuidar dos medicamentos também é uma forma de cuidar da pessoa. Organização, atenção e informação fazem toda a diferença para um tratamento mais seguro.

Se este conteúdo pode ajudar outro cuidador, compartilhe, curta e deixe seu comentário. Sua experiência também pode ajudar alguém! 💜


Alzheimer- Minha mãe tem - Ana's
Alzheimer - Minha mãe tem - ANA'S

📋 AGENDAS DE ORGANIZAÇÃO: UMA GRANDE ALIADA NO CUIDADOCuidar de uma pessoa com Alzheimer exige organização, principalmen...
22/08/2026

📋 AGENDAS DE ORGANIZAÇÃO: UMA GRANDE ALIADA NO CUIDADO

Cuidar de uma pessoa com Alzheimer exige organização, principalmente quando mais de uma pessoa participa dos cuidados. Uma agenda bem estruturada ajuda a manter uma rotina e evita que informações importantes se percam.

Não precisa ser algo complicado. O importante é registrar aquilo que realmente faz diferença no dia a dia.

📝 AGENDA DE SAÚDE
Anote informações como alimentação, ingestão de líquidos, sono, evacuação, urina, sinais vitais e qualquer mudança percebida no comportamento ou no estado geral.

Por exemplo:
“Comeu bem, bebeu pouca água, ficou mais sonolenta, pressão 11/7, temperatura 36,2 °C, oxigenação 97%, urina amarelo-clara e evacuação ressecada.”

Essas anotações podem ajudar muito quando for necessário conversar com o médico e também permitem perceber mudanças ao longo dos dias.

🕐 AGENDA DA ROTINA
Organize os horários das atividades: acordar, café da manhã, banho, banho de sol, atividades cognitivas, refeições, descanso e outras tarefas.

Uma rotina previsível pode trazer mais segurança para a pessoa com Alzheimer e também facilitar bastante o trabalho do cuidador.

💊 AGENDA DE MEDICAÇÕES
Registre os horários e os medicamentos conforme a prescrição médica. Isso ajuda o cuidador e também quem eventualmente precisar substituí-lo, reduzindo o risco de esquecimentos ou duplicidade de doses.

🍽️ AGENDA DE ALIMENTAÇÃO
Organize os horários das refeições e o que será oferecido. Quando houver necessidades específicas, dificuldades para engolir ou outras condições de saúde, o cardápio deve ser orientado por um profissional habilitado, como nutricionista e/ou fonoaudiólogo, conforme o caso.

💜 Uma agenda pode parecer uma coisa simples, mas no cuidado ela faz uma diferença enorme. Ela ajuda a manter a rotina, facilita a comunicação entre os cuidadores e permite acompanhar pequenas mudanças que podem ser importantes.

E você, já utiliza algum tipo de agenda ou caderno para organizar os cuidados do seu familiar? Compartilhe sua experiência nos comentários. Pode ajudar outra família! 💜

Se este conteúdo foi útil para você, curta, compartilhe e deixe seu comentário.

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USE O CALENDÁRIO PARA AJUDAR NA ORIENTAÇÃO 🗓️💜Para a pessoa com Alzheimer, a passagem do tempo pode ficar confusa. Dias,...
21/08/2026

USE O CALENDÁRIO PARA AJUDAR NA ORIENTAÇÃO 🗓️💜

Para a pessoa com Alzheimer, a passagem do tempo pode ficar confusa. Dias, semanas, compromissos e até mesmo o que aconteceu ontem podem se misturar. Por isso, um calendário grande e visível pode ser um excelente recurso para ajudar na orientação.

Escolha um calendário com números grandes e espaço para escrever. Deixe-o em um local fácil de enxergar e, sempre que possível, anote nele consultas médicas, aniversários, passeios, visitas e outros compromissos importantes.

☀️ Pela manhã, converse com a pessoa sobre o dia em que estão. Pergunte, por exemplo:
“Hoje é que dia?”
Se ela não souber, não transforme isso em uma cobrança. Mostre o calendário e ajude-a a localizar a data.

🌙 À noite, vocês podem marcar juntos o dia que terminou. Riscar ou fazer um X sobre a data pode ajudar a perceber que aquele dia já passou e que agora começa outro.

Não espere que ela aprenda de uma hora para outra. O objetivo não é testar a memória, mas criar referências que facilitem a orientação e tragam mais segurança.

E lembre-se: quando a pessoa não consegue responder, não significa que não esteja tentando. O Alzheimer altera a capacidade de se orientar no tempo. Cabe a nós oferecer pistas, paciência e acolhimento. 💜

Pequenos recursos do dia a dia podem fazer uma grande diferença na rotina.

Você usa calendário para ajudar seu familiar com Alzheimer a se orientar? Conte nos comentários. E, se este conteúdo puder ajudar outra família, compartilhe. 💜

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QUANDO O HUMOR MUDA, OLHE TAMBÉM PARA VOCÊ 💜Saibam de uma coisa: a pessoa com Alzheimer, em qualquer estágio da doença, ...
21/08/2026

QUANDO O HUMOR MUDA, OLHE TAMBÉM PARA VOCÊ 💜

Saibam de uma coisa: a pessoa com Alzheimer, em qualquer estágio da doença, pode ser muito sensível ao ambiente e às emoções de quem está ao seu lado.

Digo isso por experiência própria.

Se você se aproxima dela nervosa, irritada, impaciente ou muito preocupada, ela pode perceber essa mudança e reagir também. Às vezes, uma agitação ou até uma atitude agressiva pode ser uma reação ao que está acontecendo ao redor.

É a velha ideia de ação e reação.

Por isso, quando perceber uma mudança repentina de humor, tente voltar um pouco no tempo e pensar:

O que aconteceu antes disso?

Será que alguém fez algum comentário na frente dela?
Será que ela se sentiu magoada, contrariada ou desrespeitada?
Será que estava cansada, sobrecarregada ou sendo estimulada demais?

A pessoa com Alzheimer muitas vezes não consegue explicar o que está sentindo. Pode não encontrar as palavras para dizer que ficou triste ou ofendida. E então demonstra isso através do choro, da irritação ou da agitação.

Também é importante observar como nós reagimos. Se respondemos com irritação, podemos aumentar ainda mais aquela reação.

Procure diminuir os estímulos, falar com calma, demonstrar carinho e tentar entender o que ela está querendo comunicar através daquele comportamento.

Nem sempre existe uma causa óbvia. Mas observar o que aconteceu antes do episódio pode ajudar muito a descobrir os gatilhos e encontrar maneiras melhores de lidar com eles.

💜 Antes de perguntar “por que ela está assim?”, tente perguntar: “o que aconteceu antes dela ficar assim?”

Na foto, de 2009, em Caxambu, no Hotel Bragança. Ela estava de mal comigo porque eu tinha saído para fazer compras e não a levei. Uma situação simples para nós, mas que para ela teve um significado muito maior.

Se esse texto fez você pensar em alguma situação que já viveu, compartilhe, curta e deixe seu comentário. Pode ajudar outro cuidador a enxergar o comportamento do familiar de uma maneira diferente. 💜

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Já falei aqui sobre hidratação, mas como ela é muito importante, vale reforçar.A desidratação pode contribuir para press...
21/08/2026

Já falei aqui sobre hidratação, mas como ela é muito importante, vale reforçar.

A desidratação pode contribuir para pressão baixa, prisão de ventre, urina escura e em pouca quantidade, acúmulo de secreções e maior risco de complicações. Por isso, oferecer líquidos ao longo do dia é fundamental.

A quantidade necessária varia de pessoa para pessoa. Um cálculo bastante usado é de cerca de 35 ml por quilo de peso ao dia. Por exemplo, uma pessoa de 70 kg teria uma referência de aproximadamente 2.450 ml. Mas isso não significa que todos os idosos devam beber essa quantidade: idade, doenças, alimentação e outras condições precisam ser consideradas. Quem tem restrição de líquidos prescrita pelo médico deve segui-la rigorosamente.

E não precisa ser somente água. Água, chás, sucos, vitaminas e outros líquidos também contribuem para a hidratação.

Uma coisa que aprendi com minha mãe: quando eu oferecia o copo cheio, ela olhava e dizia: “Mas isso tudo?” 😄 Quando passei a oferecer pequenas quantidades várias vezes ao dia, ela aceitava melhor.

💧 Algumas estratégias que podem ajudar:

* Ofereça pequenas quantidades várias vezes ao dia.
* Se ela não quiser água pura, experimente dar sabor com um pouco de suco.
* Nunca ofereça líquidos com a pessoa deitada. Ela deve estar sentada ou bem posicionada.
* Em caso de disfagia, não engrossar líquidos por conta própria. A consistência adequada deve ser orientada por fonoaudiólogo ou nutricionista.
* Nas fases mais avançadas, podem ser necessários líquidos com consistência modificada, conforme orientação profissional.

A hidratação adequada ajuda o organismo a funcionar melhor e pode prevenir muitos desconfortos e complicações.

Cuidar também é lembrar de oferecer água. 💜

Se este conteúdo pode ajudar outra família, compartilhe, curta e deixe seu comentário. Sua experiência também pode ajudar alguém!

Foto: Parque das águas em Caxambu.


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