05/09/2026
Quando o NX Zero cravou seu nome na história do rap nacional....
Em novembro de 2010, a banda convidou quase trinta nomes do hip hop para reescrever o próprio repertório.
Projeto Paralelo saiu pela Universal no dia 24 daquele mês. Dez músicas da banda foram refeitas com um rapper dividindo o microfone com Di Ferrero, e outras quatro nasceram ali mesmo.
A maior parte foi registrada em São Paulo, mas chegou verso gravado em Nashville, em Los Angeles e em Londres.
A lista de convidados hoje parece improvável. Kurupt, da Death Row. Yo-Yo, uma das vozes femininas mais respeitadas do rap norte-americano. Freddie Gibbs, que naquele ano ainda estava no começo e depois chegaria a indicação ao Grammy.
Do lado brasileiro, Marcelo D2, Gabriel o Pensador, Negra Li, Rappin' Hood, Kamau, Xis, Túlio Dek. Mais Emicida, com uma mixtape só na bagagem, Flora Matos e Rincon Sapiência, que ainda levaria sete anos até emplacar Ponta de Lança.
Di Ferrero contou à Jovem Pan de onde vinha o título. Era um recado para o público entender que a banda não tinha trocado de gênero, apenas aberto uma porta ao lado.
Como cereja do bolo, Chorão gravou Cedo ou Tarde, música que havia um signif**ado gigante para ele e Gee Rocha, do NX, porque ambos haviam perdido o pai, e era essa a narrativa da letra, então Chorão foi na maior disposição e se mostrou um grande fã do grupo liderado por Di.
Foi um dos últimos atos de Alexandre Magno, que morreu em março de 2013, pouco mais de dois anos depois do lançamento.
O disco rendeu três singles e um DVD no ano seguinte.
Na época dividiu o público.
Hoje funciona como retrato de um momento em que rock e rap brasileiro ainda trabalhavam juntos sem estranhamento.
Arrasta pro lado e confere como foram os bastidores desse trabalho e depois deixe sua opinião nos comentários!
Já conhecia essa história? Ficou surpreso? Não foi Jay-Z, nem Linkin Park, foi NX Zero que decidiu arriscar tudo aqui no país, mesmo sendo o rosto de uma geração que era motivo de chacota...