21/11/2025
A Ponte 12 de Setembro, conhecida como Ponte Giratória, está em obras desde 2023 e, segundo o prefeito João Campos, só não desabou porque a intervenção revelou falhas estruturais graves. Um dos cabos de aço da área protendida estava totalmente corroído, o que levou à paralisação completa do trânsito e à elaboração de um novo projeto.
A obra, que inicialmente custaria R$ 9,4 milhões, passou para R$ 14,3 milhões após nova licitação. O prefeito explicou que a ponte precisava de mais de 30 ensaios para avaliar a estabilidade, e que seguir com o tráfego poderia resultar em colapso semelhante ao ocorrido na ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que caiu em 2024.
Com 195 metros de extensão e ligação fundamental entre São José e o Recife, o equipamento deve ser reaberto em março de 2026. Até lá, o trânsito da região segue readequado.
Analise
As declarações de João Campos introduzem um elemento central no debate sobre infraestrutura urbana: o impacto acumulado de obras antigas que não receberam avaliações periódicas adequadas. A interdição completa da Ponte Giratória, embora impopular pela repercussão no trânsito, evidencia a prioridade dada ao risco estrutural e à revisão técnica de equipamentos estratégicos da cidade.
O aumento do orçamento, de R$ 9,4 milhões para R$ 14,3 milhões, reflete a complexidade da intervenção após a descoberta dos cabos corroídos. Esse tipo de situação é comum em estruturas construídas no século passado, especialmente quando elementos internos só podem ser inspecionados mediante abertura ou demolição parcial. O procedimento adotado pela prefeitura segue protocolos técnicos reconhecidos: interromper cargas, realizar ensaios e redesenhar a obra com base em laudos atualizados.
A referência ao desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira reforça a importância de antecipar falhas antes que o desgaste se torne irreversível. O caso citado, que resultou em mortes, serve como contraponto para justificar intervenções preventivas, mesmo quando geram transtornos imediatos. O discurso também opera como uma resposta à pressão popular por prazos mais curtos.
A previsão de reabertura para março de 2026 representa uma estratégia de longo prazo que prioriza a segurança e o restabelecimento definitivo da estrutura, evitando reparos superficiais. Em um contexto urbano denso como o do Centro do Recife, obras desse tipo têm repercussão social significativa, mas também demonstram a necessidade de planos contínuos de manutenção, fiscalização e auditoria técnica das grandes obras públicas.
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