01/11/2025
Saiu da toca — mas só pra falar com quem não vota nele
Depois de um silêncio digno de testemunha que sabe demais, o prefeito de Campo Bom reapareceu. Não pra olhar no olho do povo daqui, claro. Preferiu um vídeo num jornal de fora — porque coragem pra enfrentar eleitor local parece que acabou junto com a campanha. Veio com aquele discurso elevado, cheio de palavras bonitas tentando transformar bronca do povo em “clamor exagerado”.
Chamou de oportunismo. Chamou de barulho. Prefeito, o nome disso é povo cansado de ser feito de bobo. Falar de fake news? Não precisa. Aqui o básico basta: mentira tem nome de mentira, com microfone ou sem. E sobre desrespeito... desrespeito é não prestar contas a quem paga o salário no fim do mês. Campo Bom pediu transparência e recebeu teatro gravado.
Bravo.
12%? 33%? A prefeitura lança a loteria do IPTU
A cidade só pediu o estudo. Só isso. Afinal, quem paga tem direito de ver a conta — menos em Campo Bom, onde transparência parece item opcional, tipo sedã com teto solar. A prefeitura diz que é 12%. O vereador do prefeito sobe no microfone e solta: 33%.
Trinta.
E.
Três.
Pelo jeito, aqui o aumento muda conforme o humor do narrador. Se nem quem governa se entende, como querem que o povo acredite? Chamar questionamento de “politicagem” é fácil. Difícil mesmo é explicar onde começa a matemática… e onde termina a malandragem.
Administração não é mágica — nem palanque eterno
Governar não é rodar vídeo com pose séria e palavra difícil. É cortar gasto, organizar conta e respeitar quem te colocou lá. Em casa, o povo aperta o cinto. Na prefeitura, parece que a filosofia é outra: estoura, empurra, inventa discurso, e quando o caldo entorna… culpa o povo por reclamar alto demais. A verdade dói, então toma: Quem grita não é oportunista. É cansado.Cansado de promessas. Cansado de teatro. Cansado de ser tratado como plateia — e não como dono da cidade. Porque política se faz com respeito. Politicagem se faz com vídeo e pose. E a pose, ultimamente, está mais alta que o IPTU.
🗞️ Coluna Política • José B. Pinheiro