05/04/2026
Essa semana eu estava pensando na Seleção Argentina da última Copa e o como ela mudava o sistema tático durante a competição para ir se encaixando com os adversários. E pesquisei se isso também acontecia com as seleções campeãs das cinco Copas anteriores.
E tem casos como a Alemanha, que usou sempre o mesmo sistema, mas foi mudando alguns titulares durante a competição, inclusive com funções diferentes. O Mustafi de LD para o Lahm, o camisa 9 de Müller (um falso 9) para Klose (muito mais fixo)... Além de outras alterações forçadas. Ali tinha um modelo de jogo muito bem estabelecido, mas era preciso se adaptar também. No fim, a Alemanha ainda ganhou a Copa com um gol de reserva.
É parecido com a Espanha de 2010, que tem algumas variações de sistema, mas teve também de jogadores, sobretudo no ataque, onde não havia muita unanimidade e a troca servia para melhorar o encaixe com o adversário, e também por ninguém ir tão bem assim na função.
Até o Brasil de 2002 que ficou muito conhecido por jogar com 3 zagueiros usou uma linha de 4 nas quartas contra a Bélgica. A Itália em 2006 também variou, e a França de 2018 começou com um time que foi mudando até estabelecer o Matuidi como ME.
No fim mesmo seleções com um modelo de jogo muito bem definido, como Alemanha 2014 ou Espanha 2010, precisaram ajustar peças, funções e até estruturas ao longo da competição. Às vezes por necessidade, como lesões e suspensões, outras por leitura de jogo e adaptação ao adversário. Até decisões pontuais, como a mudança da Bélgica contra o Brasil em 2018, mostram o quanto o contexto pesa.
Ficar preso na ideia do "time ideal" antes de começar a competição, pode ser um limitador.
*Os sistemas foram definidos seguindo os dados do Sofascore. É claro que em alguns casos ele não funciona tão bem e o time não necessariamente utilizou aquele sistema. Porém o objetivo aqui é notar as variações e se o Sofascore detecta outro sistema, significa que existiu alteração.