05/10/2025
A Bengala Verde, o Braille e o Chimarrão de Xandinho DV no Parque
A manhã abre-se para Xandinho DV, cujo caminho é traçado pela fiel Bengala Verde. O parque é o destino, o refúgio onde a baixa visão cede lugar à sensação. Na mochila, o livro de Braille aguarda, mas primeiro, o ritual que o conecta à tradição: o Chimarrão.
Ele acomoda-se no banco, e o som da água quente sobre a erva-mate é a primeira melodia do seu dia. O amargo do mate purifica e centra a mente. Só depois, com os dedos ágeis, Xandinho desliza sobre os pontos em relevo, aprendendo em Braille as novas palavras e mundos.
Não é o que se vê, mas o que se sente que define a experiência. Entre um gole e um momento de aprendizado tátil, ele integra-se ao ambiente: o calor da cuia na mão, o cheiro da terra e a história que se desenha clara na sua imaginação. A Bengala Verde repousa, uma sentinela do momento perfeito entre o conhecimento e a cultura do aprendizados neste novo mundo.