28/08/2026
As novas regras do CFM e da Anvisa deixam claro que a IA no diagnóstico atua como suporte à decisão clínica, não substituindo o médico. A responsabilidade final permanece com o profissional, que deve validar o diagnóstico, acompanhar a segurança do paciente e documentar o uso da ferramenta. Entre as exigências estão a validação clínica do software, clareza sobre como o AI influencia a decisão, registro de versão do algoritmo e obtenção de consentimento informado que explique a participação da IA. Questões de LGPD ganham importância: dados usados para treinar ou aprimorar IA precisam de proteção adequada e acordos de processamento entre clínica e fornecedor. Para consultórios, isso implica revisar contratos, políticas de governança de dados e SOPs, treinar equipes para supervisão humana e manter trilhas de auditoria das decisões. Há oportunidade de usar IA para triagem e apoio à decisão, desde que haja governança, ética e qualidade. Implementação prática requer um plano: mapear ferramentas, atualizar consentimentos, governar dados, ajustar fluxos de atendimento e medir desempenho com métricas claras.