ALMA De POETA

ALMA De POETA Ser poeta não é apenas rimar palavras ou expressar sentimentos soltos; é lapidar a linguagem, dar alma à forma e fazer do poema um espelho da verdade profunda.

A obra que nasce sem esse cuidado pode soar vazia, artificial, sem a marca do artista ....

Brasil de Fronteiras ImensasPoeta MbraIBrasil de caminhos largos,de horizontes sem igual,guarda em suas fronteirasum con...
10/06/2026

Brasil de Fronteiras Imensas
Poeta Mbra

I
Brasil de caminhos largos,
de horizontes sem igual,
guarda em suas fronteiras
um contorno colossal.
São léguas de história viva
em extensão continental.
II
Do Norte coberto de florestas
ao Sul dos campos sem fim,
cada marco na fronteira
traz um pedaço de jardim.
A natureza desenhando
o que Deus traçou assim.
III
São milhares de quilômetros
de encontro entre nações,
onde rios fazem pontes
e aproximam corações.
Terras que dividem mapas,
mas compartilham emoções.
IV
Ali passam mercadorias,
costumes e tradições,
vozes de muitos idiomas,
sonhos e aspirações.
A fronteira é mais que linha,
é união entre irmãos.
V
Atrás apenas de gigantes
como Rússia e China estão,
ergue-se o Brasil imenso
na extensão de seu chão.
Um continente vestido
com as cores da sua mão.
VI
Com a Bolívia se estende
a mais longa ligação,
estradas, rios e veredas
cortam a vasta região.
A geografia escrevendo
sua própria composição.
VII
Na Amazônia verdejante,
na serra ou no pantanal,
a fronteira se transforma
num espetáculo natural.
Cada paisagem revela
um retrato nacional.
VIII
E há quem nem imagine
um detalhe singular:
a França toca o Brasil
por um território além-mar.
A Guiana Francesa lembra
como o mundo pode ligar.
IX
Mas não são só quilômetros
que engrandecem a nação;
são as histórias humanas
que florescem no sertão.
Povos que fazem da fronteira
um lugar de construção.
X
Brasil de fronteiras vastas,
de destino promissor,
que transforma a diversidade
em motivo de valor.
Teu mapa é grande por fora,
mas teu povo é ainda maior.

Curitiba e o AmanhãPoeta MbraICuritiba ergueu seus caminhosCom traços de visão e razão,Plantou jardins entre os espinhos...
09/06/2026

Curitiba e o Amanhã
Poeta Mbra

I
Curitiba ergueu seus caminhos
Com traços de visão e razão,
Plantou jardins entre os espinhos
E fez do sonho uma construção.
II
Nas ruas largas da memória,
Há exemplos que o tempo guardou,
Páginas vivas de uma história
Que o planejamento escreveu.
III
Mas nenhuma obra é definitiva,
Nenhum destino está concluído;
A cidade que se mantém viva
Renova o passo já percorrido.
IV
A mobilidade desafia
O ritmo intenso da população,
Pedindo novas travessias
Para unir bairros e coração.
V
Os trilhos do futuro chamam,
As vias buscam integração;
Enquanto os ônibus reclamam
Mais espaço para a circulação.
VI
O desenvolvimento bate à porta
Com promessas e interrogações;
Toda escolha que se comporta
Molda futuras gerações.
VII
Empregos, ciência e inovação
Precisam florescer sem demora;
Para que cada cidadão
Encontre seu lugar na aurora.
VIII
E a região metropolitana,
Que cresce além dos limites seus,
Compartilha a rotina humana
Dos mesmos sonhos e anseios.
IX
Por isso o debate é necessário,
Não como disputa sem razão,
Mas como um exercício solidário
De construir uma direção.
X
Que Curitiba siga adiante,
Sem esquecer de onde partiu;
Fazendo do futuro uma constante
Que honre tudo o que já construiu.

O Manto e a EsperançaINo país que desperta em bandeiras ao vento,Já se ouve distante o rumor da canção;A Copa se aproxim...
03/06/2026

O Manto e a Esperança

I
No país que desperta em bandeiras ao vento,
Já se ouve distante o rumor da canção;
A Copa se aproxima em seu grande momento,
E o sonho renasce em cada coração.
II
O manto amarelo resplandece na rua,
Como um sol de esperança a brilhar sem igual;
Sob o céu das cidades, sua história flutua,
Trazendo a memória de um povo imortal.
III
Cada fio tecido carrega uma jornada,
De craques, de lutas, de glórias sem fim;
É a voz de uma pátria por todos cantada,
Que floresce em verde, amarelo e carmim.
IV
Nas praças e campos se espalha a alegria,
Entre amigos reunidos em torno da paixão;
A bola é linguagem, é verso, é poesia,
Que aproxima os caminhos da mesma nação.
V
Há crianças sonhando com grandes conquistas,
Imitando seus ídolos no chão do quintal;
Desenhando no tempo as mais belas revistas
Da esperança que vence qualquer vendaval.
VI
O mundo se encontra em gramados distantes,
Mas o Brasil já se faz presente também;
Pois carrega em seu peito milhões de semblantes,
Que acreditam na força que o futebol tem.
VII
Quando o hino ecoar sob as luzes da arena,
Muitos olhos brilharão em silenciosa emoção;
Cada nota será uma lembrança serena
Das raízes profundas desta imensa nação.
VIII
Não é apenas um jogo que move a torcida,
Mas histórias humanas que o tempo guardou;
É a fé de um povo na longa partida,
Que tropeça, levanta e jamais se entregou.
IX
Que a Copa encontre o Brasil confiante,
Com coragem, respeito e espírito fraterno;
Que o esporte inspire um futuro adiante,
Onde a paz seja um sonho constante e eterno.
X
E quando a jornada enfim começar,
Com a bola correndo sob o céu multicor,
O manto do Brasil voltará a lembrar
Que um povo unido é mais forte no amor.

Poeta Mbra 🇧🇷⚽🌎

Vida em VersosImplacável e Inexplicavelmente PoesiaIImplacável, chega a poesiasem bater em nenhuma porta,invade o peito ...
28/05/2026

Vida em Versos
Implacável e Inexplicavelmente Poesia

I
Implacável, chega a poesia
sem bater em nenhuma porta,
invade o peito distraído
quando a esperança já parece morta.
Faz do silêncio uma canção,
da lágrima um rio de memória,
e escreve nas pedras do tempo
fragmentos vivos de história.
II
Inexplicavelmente nasce
nos desertos da solidão,
como flor que desafia o inverno
dentro do humano coração.
Ninguém entende seu caminho,
nem o peso de sua passagem,
mas ela transforma cicatrizes
em sinais de coragem.
III
Há poesia no homem cansado
que retorna antes do amanhecer,
há versos no olhar abatido
de quem ainda insiste em viver.
Ela repousa nos detalhes
que o mundo não quer enxergar,
pois até na dor escondida
há um universo a pulsar.
IV
Implacável contra as máscaras,
a poesia desnuda a vaidade,
derruba os tronos do orgulho
e confronta a falsa verdade.
Não aceita o brilho vazio
nem promessas de ocasião,
pois conhece os subterrâneos
que existem no coração.
V
Inexplicavelmente eterna,
atravessa séculos e gerações,
sobrevive aos impérios humanos
e às mais severas prisões.
Quando tudo parece perdido
e o horizonte escureceu,
surge um verso inesperado
como resposta do céu.
VI
A poesia anda descalça
pelas ruas da existência,
carregando nos olhos antigos
os sinais da resistência.
Conversa com os esquecidos,
abraça os que vivem sós,
e transforma em eternidade
o eco breve da voz.
VII
Implacável como o tempo,
ela não teme a ferida,
entra nos campos da alma
e revolve a terra da vida.
Arranca raízes antigas,
quebra correntes do ser,
para que novos caminhos
possam enfim florescer.
VIII
Inexplicavelmente bela,
mesmo quando fala da dor,
faz do caos uma melodia
e do espinho nasce a flor.
Tem perfume de saudade,
tem gosto de eternidade,
e repousa como orvalho
sobre a face da verdade.
IX
Há poemas escondidos
nos gestos mais pequeninos,
na mãe que vence o cansaço,
nos velhos e seus destinos.
No homem que perde tudo
e ainda reparte o pão,
pois a poesia verdadeira
habita na compaixão.
X
Implacável e inexplicável,
assim a poesia permanece:
ferindo o orgulho do homem
e salvando quem amanhece.
Porque enquanto houver silêncio,
memória, sonho e emoção,
haverá versos eternos
respirando no coração.

Poeta -Mbra
Marcos Aurélio Brasileiro

Canto XXVIII – Brasil das Mil HistóriasIntrodução em prosaO Brasil é feito de caminhos cruzados, vozes antigas e sonhos ...
21/05/2026

Canto XXVIII – Brasil das Mil Histórias

Introdução em prosa
O Brasil é feito de caminhos cruzados, vozes antigas e sonhos ainda em construção.
Há um país que nasce todos os dias nas esquinas, nas roças, nos rios e nas cidades inquietas.
Um Brasil de muitos rostos e de um só coração coletivo.
Entre feridas e recomeços, permanece vivo o desejo de conquistar a dignidade da vida.
E assim segue a nação: entre terra, céu e mar, carregando milhares de histórias dentro de um mesmo lar.

I
Brasillllll de cantos abertos,
De bandeiras ao vento no ar,
De destinos ainda incertos,
Mas com vontade de caminhar.
Milhares de histórias erguidas,
Em cada rosto popular,
São sementes de muitas vidas
Num só lar a pulsar.
II
Brasil das estradas compridas,
Dos sertões de poeira e calor,
Das avenidas consumidas
Pelo grito do trabalhador.
Entre concreto e natureza,
Entre o suor e o luar,
Ainda floresce a beleza
De quem insiste em sonhar.
III
Brasil das águas correntes,
Dos rios de imensidão,
Das matas sobreviventes
Guardadas no coração.
Entre terra, céu e mar,
A pátria segue a cantar,
Mesmo quando o sofrimento
Tenta sua voz calar.
IV
Brasil de muitas raças,
Misturadas no mesmo chão,
De lágrimas e esperanças
Na palma da mesma mão.
Há um povo que se levanta
Quando o medo vem ficar,
Pois a alma brasileira
Não nasceu pra se entregar.
V
Brasil das casas simples,
Do café sobre a mesa,
Das mães firmes e incríveis
Que sustentam a pobreza.
Mesmo sem quase nada,
Fazem o amor prosperar,
Transformando a madrugada
Em coragem de lutar.
VI
Brasil das antigas esquinas,
Dos poetas do interior,
Das canções repentinas
Que falam de fé e dor.
Cada verso dessa terra
Tem memória popular,
Como um tambor que não erra
O compasso de existir e amar.
VII
Brasil de futuro inquieto,
Que tropeça ao caminhar,
Mas guarda no peito aberto
A vontade de melhorar.
Nem toda sombra domina
A luz que insiste em voltar,
Pois há esperança viva
Em cada novo despertar.
VIII
Brasil dos jovens sonhando
Uma vida de dignidade,
Dos velhos ainda esperando
Mais justiça e liberdade.
Há promessas esquecidas
Nas paredes do lugar,
Mas existem mãos unidas
Querendo reconstruir o lar.
IX
Brasil de fé resistente,
Que ajoelha sem fugir,
E mesmo diante da corrente
Continua a prosseguir.
Entre cruzes e vitórias,
O povo aprende a suportar,
Pois milhares de histórias
Ainda vão recomeçar.
X
Brasillllll de eternos caminhos,
De vida a conquistar,
Mesmo entre espinhos
Ainda escolhe semear.
E enquanto houver esperança
Debaixo deste céu sem fim,
O Brasil será lembrança
E futuro dentro de mim.

— Poeta Mbra

A poesia não apenas desperta,ela ilumina o tempoe dá sentido à existência.
20/05/2026

A poesia não apenas desperta,
ela ilumina o tempo
e dá sentido à existência.

13/05/2026

RECONSTRUÇÃO
Manifesto Poético
Poeta Mbra

Eu não escrevo apenas poemas.
Escrevo reconstruções.
Cada verso nasceu
de uma parte da alma
que precisou sobreviver
às ruínas invisíveis
da caminhada humana.
Ao longo dos anos,
a poesia me conduziu
por estradas profundas,
onde o coração precisou
encarar dores antigas,
silêncios difíceis
e verdades que doíam
antes mesmo de serem ditas.
Houve versos para os ciclos.
Versos para despedidas.
Versos para noites longas
em que a esperança parecia distante.
Mas até nos desertos
a poesia permaneceu viva,
como água escondida
debaixo da terra seca.
Houve propósito
na reconstrução da identidade.
Porque existem batalhas
que não acontecem no corpo,
mas dentro da mente,
onde muitos perdem o próprio nome
tentando sobreviver
às expectativas do mundo.
A poesia também reacendeu sonhos
que o tempo tentou apagar.
Sonhos esquecidos.
Sonhos feridos.
Sonhos desacreditados
pelos dias difíceis.
E mesmo assim,
a esperança voltou a respirar.
Com o passar das estações,
entendi que escrever
era mais do que criar beleza.
Era servir.
Era alcançar vidas.
Era transformar lágrimas
em linguagem
e dores em aprendizado.
A poesia no coração
tocou feridas emocionais,
traumas escondidos,
rejeições silenciosas,
culpas acumuladas
e cicatrizes que muitos carregavam
sem jamais conseguir explicar
ao restante do mundo.
E no meio desse oceano da vida,
aprendi que versos também curam.
Que palavras sinceras
podem reconstruir pontes,
restaurar interiores
e devolver sentido
a quem já havia perdido
a vontade de continuar.
Também houve propósito
para fortalecer a fé
e ensinar a Palavra
com amor, simplicidade e verdade.
Porque nem toda pregação
vem dos púlpitos;
algumas nascem silenciosamente
dentro da poesia.
Hoje, compreendo minha caminhada:
a poesia nunca foi fuga.
Foi travessia.
Foi processo.
Foi reconstrução.
E enquanto houver vida,
haverá versos sustentando
os planos do meu coração.

— Poeta Mbra

Vida em Versos — O Sol de Cada DiaPor Poeta MbraA vida em poesiasTem o seu sol de cada dia,Na estrada das melodias,No co...
12/05/2026

Vida em Versos — O Sol de Cada Dia
Por Poeta Mbra

A vida em poesias
Tem o seu sol de cada dia,
Na estrada das melodias,
No coração da harmonia,
Florescendo em sintonia.
Cada manhã traz um verso
Escrito no tempo disperso,
Entre sonhos e memórias,
Entre perdas e vitórias,
Num céu de destinos diversos.
Há poemas nas esquinas,
Nas dores e nas rotinas,
No silêncio das partidas,
Nas esperanças erguidas,
E nas almas peregrinas.
O vento também recita
Uma canção infinita,
Que atravessa o pensamento
E transforma o sofrimento
Numa esperança bendita.
A palavra é semente
No campo da alma da gente,
Que germina lentamente
E floresce docemente
No coração consciente.
A vida guarda segredos
Entre coragens e medos,
Mas a poesia ilumina
A noite triste e ferina
Dos sentimentos mais quedos.
Cada poema nascido
Carrega um mundo escondido,
Um universo de emoções,
De amores e inquietações,
Num verso amadurecido.
Há um sol em cada canto
Mesmo depois do quebranto,
Pois quem escreve esperança
Faz da dor uma aliança
E do pranto faz encanto.
Assim segue a travessia
Da palavra em harmonia,
No versar da consciência,
Na beleza da existência
E na luz da poesia.
A vida em versos floresce
Quando o coração aquece,
E o poeta, dia após dia,
Descobre na poesia
O sol que nunca desaparece.

— Poeta Mbra

Mãe — Amor IncondicionalPor Poeta MbraIMãe é chama acesa na noite fria,É abrigo em tempos de aflição,É quem transforma d...
09/05/2026

Mãe — Amor Incondicional
Por Poeta Mbra

I
Mãe é chama acesa na noite fria,
É abrigo em tempos de aflição,
É quem transforma dor em poesia
E costura esperança no coração.
II
Seu amor não conhece despedida,
Nem se curva ao peso da solidão,
Carrega os filhos por toda a vida
Mesmo quando já lhe soltam a mão.
III
Há no olhar de uma mãe cansada
Uma força difícil de explicar,
Pois mesmo ferida e machucada
Ela encontra motivos pra amar.
IV
Mãe é jardim depois da tempestade,
É rio manso correndo no sertão,
É presença bordada de bondade
Dentro da alma e da recordação.
V
Quando o mundo se fecha em tristeza
E o caminho parece sem direção,
Surge a mãe com sua delicadeza
Reerguendo os pedaços do coração.
VI
Ela guarda silenciosamente
As lágrimas que ninguém percebeu,
E continua seguindo em frente
Mesmo esquecendo um pouco do “eu”.
VII
Mãe é oração feita baixinho,
É joelho dobrado ao amanhecer,
Pedindo a Deus que guarde o caminho
Dos filhos que viu crescer.
VIII
Seu abraço parece morada,
Onde a alma aprende a descansar,
E até a dor mais desesperada
Perde a força quando ela vem abraçar.
IX
O tempo passa, o cabelo embranquece,
Mas seu amor jamais envelheceu,
Porque mãe nunca esquece
Aquilo que o coração escolheu.
X
E quando a vida parecer escura,
Sem respostas, sem luz e sem cor,
Lembre-se: mãe é ternura,
É o mais próximo da eternidade em amor.

Endereço

Curitiba, PR

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