Brasil de Fato Paraná

Brasil de Fato Paraná Brasil de Fato Paraná
Uma visão popular do Paraná, do Brasil e do Mundo!

Contatos:

Sede do Brasil de Fato em Curitiba: (41) 3205-5509
Assinaturas: +554199744-9446
E-mail: [email protected] / [email protected]

03/06/2026

As mudanças climáticas já fazem parte do cotidiano da população brasileira. Ondas de calor, enchentes, eventos extremos e o aumento das desigualdades socioambientais colocam novos desafios para cidades, governos e para a própria classe trabalhadora. Mas ao mesmo tempo em que os alertas da ciência se tornam mais urgentes, parlamentares da direita e empresários ameaçam a legislação ambiental. Como enfrentar estes desafios? Para responder estas e outras perguntas o Quarta Sindical desta semana receberá:

� Verônica Rodrigues, Educadora socioambiental.

� Letícia Camargo, Gestora Ambiental.

� Não perca. � Quarta-feira | (03/06) � 11h30

Em Curitiba, encontrar um aluguel que caiba no bolso deixou de ser apenas um desafio e se tornou, para muitos, uma reali...
02/06/2026

Em Curitiba, encontrar um aluguel que caiba no bolso deixou de ser apenas um desafio e se tornou, para muitos, uma realidade quase impossível.

Nos últimos anos, os preços dos aluguéis subiram rapidamente, sem que a renda da população acompanhasse esse movimento.

Esse descompasso se materializa nas dificuldades enfrentadas no dia a dia da população. Para conseguir pagar o aluguel, muitas famílias são empurradas para áreas cada vez mais distantes da cidade urbanizada e das centralidades.

Outras passam a dividir a moradia com mais pessoas ou adiam a saída da casa dos pais. Ao mesmo tempo, cresce o número de trabalhadores que comprometem uma parcela cada vez maior da renda para garantir um lugar para morar.

Segundo o último censo do IBGE, entre 2016 e 2022, a proporção de domicílios alugados na cidade cresceu de 21,9% para 26,5%, o que representa cerca de 99 mil pessoas a mais vivendo nessa condição.

Sem regulação adequada e sem a atuação do Estado, o aluguel deixa de ser uma alternativa e passa a ser mais um fator de exclusão. É nesse ponto que a intervenção pública se torna essencial, para garantir que o acesso à moradia não fique restrito apenas a quem pode pagar mais.

É justamente por isso que a crise da moradia não pode ser tratada como algo natural ou inevitável. Ela resulta de escolhas — econômicas, políticas e urbanísticas — que podem e devem ser debatidas.

Por
Giovanna Kapasi Tramujas e Madianita Nunes da Silva

Leia a coluna do Observatório das Metrópoles no Brasil de Fato Paraná

Ação entre 1º e 6 de junho atenderá terras indígenas, quilombolas e áreas da reforma agrária no Paraná.A iniciativa incl...
31/05/2026

Ação entre 1º e 6 de junho atenderá terras indígenas, quilombolas e áreas da reforma agrária no Paraná.

A iniciativa inclui semeadura aérea e distribuição de 30 toneladas de sementes de palmeira juçara para reflorestamento da Mata Atlântica em terras indígenas, quilombolas e assentamentos da reforma agrária, incluindo áreas atingidas por tornado em Rio Bonito do Iguaçu (PR).

Sob o lema “Semeando vida para enfrentar a crise ambiental”, a ação percorre dezenas de municípios paranaenses com programação de oficinas, plantio de mudas, recuperação de áreas degradadas e implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs).

“A Jornada da Natureza é a expressão do que já acontece nos territórios, e também impulsiona processos que envolvem as ações ambientais. A cada ano cresce, porque é um compromisso permanente das comunidades”, diz Camila Modena, do setor de produção, cooperação e meio ambiente do MST do PR.

Nas três primeiras edições, foram 25 toneladas de sementes lançadas por helicóptero e outras 10 toneladas plantadas e entregues em comunidades do estado.

A semeadura por helicóptero teve efetividade comprovada por pesquisadores dos Sistemas Agroflorestais, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), Ibama e Itaipu Binacional.

O monitoramento da equipe de pesquisa mostrou que nasceram entre 10 e 11 mil mudas por hectare, a partir da primeira semeadura, realizada em julho de 2023. O Estudo foi apresentado na terceira edição da Jornada.

Programação:
01/06: Terra Indígena Rio das Cobras – Nova Laranjeiras – Semeadura aérea de 2 toneladas de semente da palmeira juçara;
02/06: Comunidade Dom Tomás Balduíno – Quedas do Iguaçu – Semeadura aérea de 10 toneladas;
03/06: Comunidade Herdeiros da Terra de 1º de maio – Rio Bonito do Iguaçu + Atividades na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Laranjeiras do Sul (com presença da Min. das mulheres Márcia Lopes); semeadura aérea de 4 toneladas;
06/06: Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira/Comunidade João Surá – Adrianópolis – Semeadura aérea de 2 toneladas.

Leia no Brasil de Fato Paraná

Estado consolidou importante arranjo institucional de promoção da igualdade racial.O relatório de pesquisa da Associação...
30/05/2026

Estado consolidou importante arranjo institucional de promoção da igualdade racial.

O relatório de pesquisa da Associação Opará, em parceria com a Educafro, “A última fronteira das cotas raciais: os municípios”, busca inserir na agenda estratégica das instituições de Estado a universalização da reserva de vagas para pessoas negras nos concursos públicos e processos seletivos municipais.

Não se trata de uma inovação institucional recente. Desde 2002, municípios brasileiros já desenvolvem experiências pioneiras de promoção da igualdade racial no acesso ao serviço público local.

Do ponto de vista da coordenação estadual, o caso do Paraná merece destaque, com 82% dos municípios possuindo cotas raciais. O estado consolidou importante arranjo institucional de promoção da igualdade racial ao instituir o Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Fundeppir), criado pela Lei nº 17.726/2013 e regulamentado pelo Decreto nº 10.379/2025, estruturando mecanismo de financiamento “fundo a fundo” para fortalecimento das políticas públicas na área.

Além disso, o Paraná desenvolveu o projeto “Municípios Antirracistas – Selo Diversidade e Paraná Plural”, fruto de parceria entre o Ministério Público do Estado do Paraná, o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Consepir) e a Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná (Semipi). Entre os eixos centrais da iniciativa está justamente a promoção de cotas raciais em concursos públicos e processos seletivos municipais.]

Por
Edmilson Santos dos Santos é professor do Magistério Superior na Univasf. É Coordenador de Evidências da Associação Opará, atuando na área de políticas públicas de ações afirmativas.
Aloisio Nascimento é ex-presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Paraná.

*** Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil do Fato

Leia a coluna no Brasil de Fato Paraná

Após 28 anos e três condenações anuladas, novo júri mantém impune o ruralista que matou camponês.O Tribunal do Júri de C...
30/05/2026

Após 28 anos e três condenações anuladas, novo júri mantém impune o ruralista que matou camponês.

O Tribunal do Júri de Curitiba absolveu o ruralista e ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Marcos Prochet, da acusação de assassinato do trabalhador rural sem-terra Sebastião Camargo.

O julgamento foi concluído na madrugada desta sexta-feira (29), na capital paranaense.

Com um resultado apertado, o ruralista não foi responsabilizado pelo crime, ainda que sete testemunhas tenham reconhecido Prochet na cena do crime. Responsável pela acusação, o Ministério Público do Paraná relatou que deve avaliar se recorrerá da decisão.

A batalha por justiça já se arrasta por 28 anos desde o crime em 1998 e expõe duas realidades opostas. De um lado, a luta por justiça com permanente denúncia nacional e internacional contra a impunidade do latifúndio. Exemplo disso foi a manifestação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em 2009, que responsabilizou o Estado brasileiro pelo assassinato do trabalhador, criticando a lentidão e a incapacidade do sistema de justiça nacional em punir os envolvidos.

Por outro lado, o processo foi marcado por sucessivas estratégias processuais da defesa do ruralista, incluindo diversos pedidos de adiamento e uma série de recursos acolhidos pelo Judiciário que resultaram na anulação das condenações proferidas pelo Tribunal do Júri.

Leia no Brasil de Fato Paraná

Ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes afirmam que proibições ferem a liberdade de expressão.Duas decisões do Tribunal Re...
27/05/2026

Ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes afirmam que proibições ferem a liberdade de expressão.

Duas decisões do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que determinavam a remoção de conteúdos jornalísticos e políticos sobre a inelegibilidade do ex-procurador Deltan Dallagnol (Partido Novo) foram derrubadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mês de maio.

No final de abril, a desembargadora Gisele Lemke mandou excluir a reportagem sob pena de multa e proibiu a publicação de novos textos sobre o tema, além de condenar a jornalista ao pagamento de R$ 5 mil, com previsão de multa diária de mil reais caso a publicação permanecesse no ar.

Da mesma magistrada partiu ordem para que a deputada federal e candidata ao Senado pelo Paraná Gleisi Hoffmann (PT) removesse postagem de conteúdo sobre a reportagem de suas redes sociais.

Em sua decisão, Dino afirmou que “a reportagem objeto da ação originária limitou-se a relatar fatos em conformidade com certidão expedida pela Secretaria Judiciária do Tribunal Superior Eleitoral”.

As decisões do STF não definiram se Dallagnol pode ou não concorrer em 2026. A questão será resolvida apenas quando ele protocolar seu pedido de registro de candidatura junto à Justiça Eleitoral. O que o STF decidiu diz respeito ao direito de noticiar e comentar fatos públicos sobre a situação jurídica de um pré-candidato como exercício legítimo da liberdade de imprensa e de expressão, que não pode ser suprimido por decisão judicial sem prova de ilicitude manifesta do conteúdo.

Leia no Brasil de Fato Paraná

27/05/2026

A mobilização pelo fim da escala 6x1 entra em sua reta final e cresce a pressão sobre parlamentares de todo o País para que a pauta avance sem distorções, sem “jabutis” e sem retirada de direitos da classe trabalhadora.

Para debater os mecanismos de pressão, estratégias de comunicação e como está o andamento das negociações na Câmara Federal, além dos próximos passos da campanha, o Quarta Sindical desta semana receberá:

� Vicentinho, ex-presidente da CUT

� Paula Brandão, coordenadora da Secom CUT Brasil.

� Não perca. � Quarta-feira | (27/05) � 11h30

� Ao vivo pelo YouTube e Facebook da CUT Paraná.

Liminar aponta que demora histórica viola direitos constitucionais e aprofunda vulnerabilidades em Adrianópolis (PR).O t...
26/05/2026

Liminar aponta que demora histórica viola direitos constitucionais e aprofunda vulnerabilidades em Adrianópolis (PR).

O território reconhecido pelo Incra para a comunidade tem 6,4 mil hectares, dos quais cerca de 1 mil hectare é terra pública estadual. O Paraná, porém, nunca estruturou uma política própria para regularização de terras estaduais ocupadas por quilombos.

O Decreto estadual nº 3.534/2019 determinou a criação de um grupo de trabalho sobre questões quilombolas, mas o grupo jamais se reuniu. “No caso em apreço, há omissão tanto do ente federal quanto do ente estadual”, aponta o juiz na decisão.

A liderança quilombola Cassiane Aparecida de Matos acompanha essa luta desde a adolescência. “Cresci ouvindo meus pais e avós comentarem sobre a luta pela terra”, conta. Segundo ela, apesar das dificuldades, os avanços conquistados ao longo dos últimos anos ajudaram muitas famílias a permanecerem no território, como a conquista da escola dentro da comunidade.

Para Daniel Paulino, a morosidade não é apenas burocrática. Ela expressa uma forma de racismo institucional. “A ação civil pública é justamente o instrumento jurídico cabível para enfrentar a omissão do Estado diante da violação de direitos fundamentais coletivos”, afirma. “No caso das comunidades quilombolas, essa omissão tem relação direta com o racismo estrutural e institucional que historicamente impede a efetivação desses direitos.”

Ele lembra que o próprio território de João Surá foi impactado por projetos estatais implementados durante a ditadura militar. “O Estado reconhece o direito, cria políticas, estabelece metas, mas não executa. E, quando essa omissão dura décadas, é necessário que o Poder Judiciário atue para garantir direitos fundamentais.”

Na ação, a comunidade pede que a Justiça estabeleça prazos concretos para que União, Incra, Estado do Paraná e IAT concluam a regularização fundiária do território quilombola João Surá.

Leia no Brasil de Fato Paraná

24/05/2026

BdFPR nas ruas |
Aconteceu neste domingo (24), em diversas cidades do país, a mobilização nacional pelo fim da escala 6x1.

Em Curitiba, manifestantes se reuniram pela manhã na praça João Cândido e marcharam pela feira do Largo da Ordem.

Acompanhe as lutas populares no Brasil de Fato Paraná.

A farsa da redução de trabalho: emendas em PEC permitem jornada de 52 horas e mantêm a escala 6x1Duas emendas apresentad...
24/05/2026

A farsa da redução de trabalho: emendas em PEC permitem jornada de 52 horas e mantêm a escala 6x1

Duas emendas apresentadas à PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que debate a redução da jornada de trabalho, ameaçam enterrar o fim da escala 6x1 e, na prática, abrem caminho para que o trabalhador cumpra até 52 horas semanais. De autoria dos deputados Sérgio Turra (PP-RS) e Tião Medeiros (PP-PR), com apoio maciço da bancada do Partido Liberal e de outras legendas, as propostas substituem a proteção ao empregado por um pacote de benefícios patronais financiado com dinheiro público.

A emenda nº 1, de Sérgio Turra, autoriza acordos individuais entre patrão e empregado para fixar jornada acima do limite constitucional — o que, segundo críticos, expõe o trabalhador a pressões em negociações desiguais e torna inócua qualquer redução. Além disso, condiciona a jornada de 40 horas à aprovação de uma lei complementar que crie incentivos fiscais e financeiros às empresas; enquanto essa lei não sai, vale a carga atual de 44 horas. A organização da jornada ficaria submetida a esses acordos individuais, dando ao empregador o poder de definir a distribuição das horas, sem garantia real de descanso.

Já a emenda nº 2, de Tião Medeiros, cria uma transição de dez anos, válida apenas se uma lei complementar regulamentar as categorias em que a redução para 40 horas “possa comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas”, uma cláusula ampla que abre exceções suficientes para manter a exploração. As duas propostas não extinguem a escala 6x1; apenas a maquiam, garantindo mais lucro aos patrões e menos proteção a quem trabalha.

Endereço

Curitiba, PR

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Brasil de Fato Paraná posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Brasil de Fato Paraná:

Compartilhar