13/10/2026
A disputa judicial envolvendo o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, colocou o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva no centro de uma controvérsia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O caso também trouxe atenção para a trajetória do magistrado, sua chegada aos tribunais superiores e o processo que levou à sua nomeação.
Cueva tomou posse no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2011, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff (PT). Atualmente, integra o TSE e ocupa o cargo de corregedor-geral da Justiça Eleitoral, para o qual foi eleito em setembro de 2026 e empossado em 1º de outubro.
Como Cueva chegou ao STJ?
A entrada de Cueva no STJ ocorreu por uma vaga destinada à advocacia. Nesse processo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) participou da seleção dos nomes, Dilma Rousseff escolheu os indicados e o Senado Federal analisou e votou as indicações.
Em abril de 2011, Dilma anunciou a escolha de Cueva e de outros advogados para vagas no tribunal. Após a aprovação do Senado, o ministro tomou posse em junho daquele ano.
A nomeação durante o governo Dilma é um fato histórico, mas, isoladamente, não comprova alinhamento partidário ou favorecimento político.
Trajetória profissional antes da magistratura
Antes de chegar ao STJ, Cueva atuou em diferentes áreas do Direito. Sua trajetória inclui passagens como procurador do Estado de São Paulo, procurador da Fazenda Nacional, advogado na iniciativa privada e conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O ministro é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), tem mestrado pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e doutorado em Direito pela Universidade de Frankfurt, na Alemanha.
Como chegou à Corregedoria-Geral Eleitoral?
Cueva tomou posse como ministro substituto do TSE em fevereiro de 2024 e como ministro efetivo em dezembro de 2025. Em 29 de setembro de 2026, foi eleito corregedor-geral da Justiça Eleitoral, assumindo o cargo em 1º de outubro.
Entre as atribuições da função estão a fiscalização da regularidade dos serviços eleitorais e a orientação dos procedimentos das corregedorias regionais e dos cartórios eleitorais.
O que aconteceu no caso do “Exércit