29/08/2026
Antigo Centro Administrativo, na Avenida Brasil.
Há 53 anos, Anápolis era incluída na relação dos municípios considerados de interesse da Segurança Nacional, retirando o direito da população local de eleger o prefeito através do voto.
De imediato, o Decreto-Lei nº 1.248, de 28 de agosto de 1973, assinado pelo presidente Emílio Garrastazu Médici, cassou o prefeito José Batista Júnior, que havia sido eleito pelo voto popular e estava no mandato há sete meses.
As razões para inclusão de Anápolis nessa lista foram elencadas em reunião do Conselho de Segurança Nacional, datada de 27 de julho. A posição estratégica da cidade, com suas rodovias e ferrovias, e sua proximidade de Brasília, assim como o fato de sediar uma base da FAB, foram preponderantes.
Mas também teve motivos de ordem política. O militar que assina o documento, general João Baptista Figueiredo (que viria a ser presidente da República), escreve que Anápolis se enquadrava em critério do Ministério da Justiça que determinava como área de Segurança Nacional os municípios que “se caracterizem por graves tumultos eleitorais”.
O Decreto-Lei nº 1.248 durou 11 anos, 7 meses e 4 dias. O texto foi revogado em 1º de abril de 1985, por meio da Lei nº 7.303, que determinava à Justiça Eleitoral o agendamento de eleição para escolha do prefeito e vice de Anápolis no prazo máximo de seis meses. Adhemar Santillo seria eleito para um mandato que começou em 1º de janeiro de 1986.
Prefeitos nomeados no período em que Anápolis era considerada área de interesse da segurança nacional:
Irapuan Costa Júnior — 1973–1974
Eurípedes Barsanulfo Junqueira — 1974–1975
Jamel Cecílio — 1975–1978
Lincoln Gomes de Almeida — 1978–1979
Decil de Sá Abreu — 1979–1980
Wolney Martins de Araújo — 1980–15 de maio de 1982
Fernão Ivan José Rodrigues — 17 de maio a 4 de junho de 1982
Olímpio Ferreira Sobrinho — 1982–1983