08/06/2026
💘 Cupid 💘(C.24)
— Filho... - ele disse pondo a mão em meu ombro.
— Não, não me chama assim... desculpa, eu só tô muito nervoso e assustado. Então minha vida toda foi dirigida por um bandido cruel e usurpador... que ódio!!! Eu odeio ser enganado.
— Eu sei que vai demorar um pouco pra se acostumar com a idéia de ter alguém como eu como seu pai, mas posso te dar um abraço? Se quiser, claro.
— Tudo bem.
Eu fui até ele meio tÃmido, afinal de contas, ele é o meu pai biológico e eu só descobri agora.
— Meu filho - ele chorava — A quanto tempo eu esperei por isso.
— Então esse é um abraço de pai? - perguntei com a voz falhada. — Isso é bom.
— Espero que se acostume com a ideia logo.
— Por isso eu me senti tão conectado com o senhor. Achei que fosse por causa da nosso desejo de sair daqui e derrubar a hipocrisia, mas é porque o senhor é meu pai, e eu puxei muito do senhor.
— Assim que te vi liderando tive a certeza que era você Tae.
— Com licença, desculpa interromper a conversa de vocês, mas a Jisoo encontrou um jeito de clarearmos o caminho lá embaixo. - disse Suho.
— Sério? Como? - perguntei.
— Seu celular Tae. Se usarmos a lanterna dele já é um grande passo, e além disso, o Hwan consegue fazer fogo esfregando algumas pedras. Só precisamos encontrar as que dê certo.
— No jardim Suho, podemos ver alguns galhos pra fazer de tocha.
— Isso, vocês são uma equipe e tanto.
— Então vamos cuidar por que ja ja eles mandam alguém pra nos vigiar. Reúnam tudo o que for preciso de forma silenciosa e cautelosa, mais tarde quando as luzes se apagarem, nós vamos ao banheiro onde eles não conseguem nos ver e vamos preparar tudo. Amanhã vai ter uma assembleia de preparo para os novos cupidos que foram escalados.
— OK.
~ Tae Off ~
~ Enquanto isso, na terra ~
— Sr. Namjoom, ele respondeu. - eu disse nervoso.
— Sério? O que ele disse? - ele perguntou aliviado.
— Ele disse que também é apaixonado por mim e que eu esperasse ele, porque o pai dele descobriu que nós andamos fazendo umas brincadeirinhas gostosas... é... deixa isso pra lá. E ele disse que prenderam ele no exÃlio, mas que já tá dando um jeito de sair de lá.
— Como assim brincadeirinhas gostosas? Vocês por um acaso transaram?
— Eu disse pra esquecer essa parte Sr.Namjoon - disse morrendo de vergonha — Mandaram ele pro exÃlio sem se quer ter passado o.tempo que eles dão pra realizar a missão. Como ele vai sair de lá sozinho? E se ele não conseguir, como vai sair de lá?
— Bom, sendo sincero, eu nunca ouvi sobre alguém que foi pra lá e saiu.
— Quê? Como vou ter ele de volta? E se ele tiver passando alguma dificuldade lá? E se estiverem fazendo coisas ruins com ele?
— Conhecendo o Tae, a essa hora ele já deve ter convencido a todos que estão lá a fazerem alguma rebelião. Ele não vai ficar de braços cruzados só esperando o tempo passar.
— É, do jeito que ele é atrevido, já deve ter colocado fogo em algum colchão lá. Mas mesmo assim, como vou dormir sabendo que ele tá lá preso e eu não posso fazer nada?
— Relaxa, o pai dele não vai deixar que aconteça alguma coisa de ruim com ele, muito menos minha irmã. Ela vai proteger o filho dela do jeito que puder.
— Espero que sim.
— Se quiser pode continuar aqui, minha esposa não liga.
— Muito obrigado, mas jamais vou incomodar vocês. Agora que eu sei onde ele tá, me sinto mais tranquilo, dentro do possÃvel.
— Tudo bem então. Mas qualquer coisa me avisa.
— Pode deixar. Até mais.
Me despedi deles e voltei pro meu Ap.
Agora que sei que ele está vivo, me sinto mais aliviado, mas sobre onde ele.tá... isso me deixou inquieto. Eu não sei o que acontece nesse lugar, se os exilados são maltratados, se passam por algum castigo, não sei. Mas só espero que ele volte logo. Não vejo a hora de dizer olhando nos olhos dele o quanto eu gosto dele.
Por favor Tae, volta logo neném.
~ Tae On ~
— Pronto, conseguimos pegar o suficiente. - disse Jisoo.
— Ótimo. Suho, o celular está ficando sem bateria, o que vamos fazer?
— Eu dou um jeito, mas a conexão que eu tinha conseguido acabou. Você não vai mais poder se conectar com o Jungkook.
— Tudo bem, precisamos focar aqui. Eu vou voltar pra ele assim que sair daqui.
— Suho, eu consigo hackear o sistema através desse celular?
— Provavelmente sim Sr. Juwon. Eu só preciso conectar ele a rede da central.
— Você consegue fazer isso?
— Com certeza.
— Ótimo, vai ser necessário pra desmascarar quem tá por trás disso.
Finalmente anoiteceu e colocamos o plano em ação.
Fomos ao banheiro onde eles não tinha acesso, pelo menos a privacidade é respeitada.
O Hwan e a Jisoo começaram a preparar as tochas enquanto eu e o Suho preparavamos uma forma de conseguir passar por todos os possÃveis guardas que vão estar por ai.
— Pronto, tudo finalizado Tae.
— Vocês são incrÃveis. Avisem aos outros que vamos sair assim que amanhecer, pra que todos estejam prontos.
— Tae, quando entrarmos na assembleia, o que vamos fazer?
— Ainda não sei Suho, mas contar toda a verdade que descobrir é uma delas.
— Estamos todos confiando em você, mas não se sinta pressionado,estamos juntos nessa.
— Obrigado Suho, sem você tudo isso não teria acontecido. Já pensou no que vai fazer quando tudo se resolver?
— Não, nem imaginava que teria a chance de sair daqui Tae. E não vou mentir, o que passava na minha cabeça não era legal.
— Ia virar estampa de camisa?
— Estampa de camisa? Como assim? - perguntou confuso.
— Na terra, em algums paÃses, eles costumam homenagear quem morre estampando a foto deles em camisas. É uma forma de ter eles sempre por perto.
— Ahh. Então seria isso mesmo. Quando eu soube que ia vim pra cá, foi como se minha vida toda tivesse sido inútil. Eu fiquei totalmente sem chão e minha única vontade foi sumir.
— Eu sinto muito amigo. Mas você vai ser livre, talvez continuar como cupido ou até mesmo voltar pra vida que vivia na terra.
— Você trouxe esperança pra nós Tae. Os dias aqui sempre pareciam cinzas e sem graça. Você com todos o seu caos trouxe um brilho diferente pra cá. Então, desde já, muito obrigado por isso. Você é muito mais que um rebelde, você é luz pra gente.
— Ah, que nada Suho. Só fiz o que fiz de melhor, causar confusão. - ri fraco, mas um pouco emocionado. Nunca tinha ouvido tais elogios antes. — A gente vai sair daqui e ser livre pra escolher qual caminho vamos seguir Suho. É uma questão de honra fazer isso acontecer.
— Eu acredito em você Tae!!
Me senti até mais revigorado e ancioso pra sair logo daqui.
As horas foram passando e finalmente estava tudo pronto, de um em um fomos entrando naquela passagem secreta, agora iluminada pelas tochas. Tinhamos que ser rápido pois a qualquer momentos os guardas viriam atrás de nós.
SeguÃamos apressados. Cinquenta cupidos exilados. Uma única passagem não tão larga, mas um sonho: ser livre.
— Espera, o que é aquilo? Que luz forte é essa? - perguntei confuso.
— Não pode ser... então é real! - disse meu pai com um semblante alegre, iluminado por aquela luz azul...
(...)