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Em andamento: 💞 Crushology 💞

Fiquem a vontade para lerem as Fics que já foram concluídas. 💗

(No total são 14 fanfics concluídas)
(3)

🚫 Amor Proibido 🚫  (C.5)~ De manhã ~ Acordei cedo, tomei meu banho, comi rápido e corri pro Salão, hoje o dia estava che...
10/08/2026

🚫 Amor Proibido 🚫 (C.5)

~ De manhã ~

Acordei cedo, tomei meu banho, comi rápido e corri pro Salão, hoje o dia estava cheio.

— Bom dia meu amor. Vou querer o mesmo de sempre. - disse Sophia.

— Oi, bom dia. Pode sentar. - respondi indiferente.

— Aconteceu alguma coisa?

— Não, porque?

— Não me chamou de amor, não me deu um beijinho.

— Ah, não é nada, só tenho que correr, hoje o dia aqui tá cheio.

— Hum. Ficou chateado por aquela noite? Olha, eu tinha um evento cedo, precisava descansar e...

— E é claro que não podia perder seu tempo com o seu noivo desesperado do outro lado da linha. Tudo bem Sophia, isso não vai mais se repetir.

— Viu, você sempre guarda as coisas, por isso f**a assim, tendo essas crises bobas.

— Bobas? Você é a única pessoa no mundo que já me viu nesse estado e ainda tem coragem de dizer que é bobagem?

— Não quis dizer isso amor, me desculpa.

— Tudo bem Sophia. Talvez o Gyu tenha mesmo razão, esse relacionamento não vai dar certo. Eu nunca sou a dua prioridade, mas sempre te coloco como a minha. Não acha isso injusto?

— Isso não é verdade, de todos os salões da cidade, é aqui que eu venho e atraio meus seguidores, te trazendo renda. Isso não conta?

— Você só pensa no material. E quanto aos meus sentimentos? Eu me dou por completo a você, mas nada parece ser o suficiente. Você me ama mesmo?

— Soobin, assim você me mágoa. Como pode duvidar do meu amor? Eu já te dei indícios disso? Hein? Me responde. - ela dizia brava.

— Sinceramente... muitas vezes. Por isso tô te questionando agora, eu não queria apenas te acusar sem ter alguma prova, e nesses anos de relacionamento, parando pra pensar, eu sempre fui muito ingênuo. Mas quero ouvir de você. Você me ama mesmo? Vamos passar a vida juntos ou vai me largar no momento em que eu não for mais suficiente?

— Eu vou embora. Quando essa onda de dúvida passar, me liga e conversamos.

Eu fiquei um pouco aliviado por colocar tudo isso pra fora, mas também me senti culpado, ela é minha noiva, se ela não gostasse mesmo de mim, com certeza já teria me deixado. Uma mulher linda como ela, famosa na cidade, modelo bem recomendada, jamais f**aria com um simples cabeleireiro como eu né?

Enfim, o dia seguiu agitado e como minha mãe não estava mais em condições de atender por muito tempo, tive que me virar em mil pra dar conta de atender a todas.

[Oi... meu horário ainda tá de pé né? 😨]

[Claro, é daqui a pouco inclusive.]

[Eita, é mesmo. Vou me ajeitar aqui e chego ai. Até daqui a pouco.]

[Tá certo]

Segui com os últimos atendimentos antes dele chegar e fui arrumar o salão, afinal não é todo dia que um Idol de kpop aparece assim.

— Oi, cheguei. - disse ele da porta, todo coberto.

— Oi, Jongseong? - perguntei sem o reconhecer.

— Sou eu mesmo. É difícil sair sem ser reconhecido.

— Imagino. Então pode sentar, vou lavar seu cabelo.

— Espera, sei que é o meu horário e provavelmente eu sou o último cliente do dia né?

— Isso mesmo.

— Mas antes de começar, vamos comer um pouco, assim você me conta o que quiser contar. Você mal deve ter comido.

— É verdade Jongseong, mas já tô acostumado.
— O que? Acostumado a f**ar com fome? Isso nem tem lógica. Vem, vamos sentar e comer primeiro, eu que preparei algumas coisas.

— E você tem tempo pra cozinhar? Achei que com. agenda ocupadíssima de vocês, mal teriam tempo pra alguma coisa.

— Nossa agenda é corrida mesmo. Mas somos seres humanos né, precisamos de um tempinho livre, mesmo ele quase nunca existindo, principalmente em época de turnê.

— Só de te ouvir falar, já me sinto sufocado. Então vou fechar o salão, assim. ninguém aparece de última hora.

— Tá certo.

Nós sentamos e comemos o que ele trouxe. Eu realmente estava morrendo de fome porque acabei não tendo tempo pra parar e comer, e ele cozinha super bem, fiquei impressionado.

— Caramba Soobin, consegui sentir um pouco do que tem passado. Eu sinto muito pela sua mãe.

— O pior de tudo é saber que ela tá sofrendo, mas prefere fingir que tá tudo bem pra não preocupar a gente. E ver que ela já está se despedindo-se da gente, só piora tudo. Eu não queria perder ela. - meus olhos já estavam cheios de lágrimas prontas pra caírem a qualquer momento.

— É realmente uma situação complicada e nada do que eu diga seria capaz de confortar.

— Tudo bem, não queria te colocar nisso.

— Mas fico feliz que tenha me contado, afinal você nem me conhece.

— Eu só confio no meu amigo Beomgyu, a gente se conhece desde criança e ele me entende como ninguém. Mas com você me senti a vontade. Talvez essa seja a única vez que vamos nos ver assim né.

— Porque? Pode ser que possamos voltar ou talvez você vai até a gente. A vida é imprevisível Soobin. Talvez nosso destino esteja até traçado e a gente não sabe. - ele disse sorrindo.

— C-como assim destino traçado?, Isso é coisa de vida amorosa Jongseong e eu sou muito feliz com minha noiva.

— Não se trata apenas de relacionamento Soobin, você e seu amigo, vocês já estavam destinados a serem melhores amigos e vocês não tem atração um pelo outro, mas se sentem como irmãos. Então, sei lá, quem sabe vamos estar mais perto um do outro, existem várias ocasiões.

— Entendi. Já que terminamos, vamos começar, já tá meio tarde.

— Eita, nem tinha visto a hora passar.

— Pois é.

Até que foi um momento legal, mas essa última parte que ele falou, mexeu comigo. Porque pra mim, destinos traçados se tratam de relacionamentos amorosos.
Mas enfim, me concentrei no meu trabalho e uma hora depois finalizei.

— Caramba Soobin, seu trabalho é impecável. Nunca senti mei cabelo tão bem tratado como tô sentindo agora. Você é incrível cara. - ele disse me abraçando.

E esse abraço durou alguns minutos, parece até que ele não queria me soltar...

— Agradeço pelos elogios, mas só fiz o meu trabalho. - disse desfazendo o abraço.

— Um excelente trabalho. - disse sorrindo enquanto. bagunçava meu cabelo.

— Jonsegong, posso te pedir um favor? Se não puder fazer, tá tudo bem.

— Claro, mas vamos combinar uma coisa antes, pode me chamar de Jay mesmo, Jongseong é muito grande, e geralmente alguém só me chama assim se for da dar alguma bronca.

— Ah... tudo bem então Jay.

— Mas diga, o que você quer?

— É que meu amigo, é super fã de vocês e foi ele que me obrigou a ir no show. Poderia deixar um autógrafo pra ele e talvez uma mensagem de video, ele f**aria super feliz. - disse sem jeito.

— Claro, depois do que fez por mim, faço qualquer coisa por você.

E assim ele fez.
Ele deixou o autógrafo e um video super fofo pra ele.

O Jay é realmente um Idol super gente boa e gostei de conhecer um pouco dele hoje.

🚫 Amor Proibido 🚫 (C.4)(...)— Eu mesmo Soobin. Como você tá? - ele perguntava com um ar de preocupado. — Então você é um...
07/08/2026

🚫 Amor Proibido 🚫 (C.4)

(...)

— Eu mesmo Soobin. Como você tá? - ele perguntava com um ar de preocupado.

— Então você é um idol?

— Sou sim. Achei que conhecesse a gente.

— Ah não, não me leve a mal, mas só tô aqui por meu amigo ali me obrigou a vim.

— Hum... e quanto a você, tá melhor?

— Dentro do possível.

— Tempo encerrado. - disse um dos seguranças.

— Vem pro nosso show? Posso tentar conseguir algum lugar legal pra você e seu amigo.

— Ele f**aria muito feliz.

— Aqui seu autógrafo e esse - ele começou a sussurrar — esse é meu intagram particular, me manda uma mensagem lá, eu quero muito conversar com você.

— Não sabia que idols podiam conta.

— Na teoria não, mas são contas privadas né, mas me manda mensagem lá Soobin.

— Se meu amigo ali souber que eu recebi o insta de ums dos favoritos dele, ele vai surtar.

— Por isso tem que ser em segredo Soobin. Só tô te dando, porque quero conversar com você.

— Mas pra quê? Eu nem sou fã de vocês.

— Mas isso não importa, só quero saber de você, como está, se precisa de algo. Coisas assim.

— Eu tô muito bem, não precisa se preocupar. Agora vou indo.

— Aproveita bem o show. - ele sorriu.

Que cara doido.
Então foi ele quem me ajudou ontem? Se o Beomgyu souber disso, ele surtaria de mil formas diferentes.
Mas porque ele me deu o insta pessoal dele? Idols não podem ter simplesmente contas particulares. O Beomgyu me disse que isso é proibido. Será que é mesmo verdade?

Pra desencargo de consciência fui pesquisar, até achei, mas é tudo tão secreto. O nome não é o dele, é privado e tem no máximo quatro publicações e aparentemente ele segue poucas pessoas. Será que são os outros membros e familiares?

— Vem Bin, os portões já vão se abrir. A batalha pela grade se inicia agora.

— Batalha pela grade? Mas achei que f**aríamos nas cadeiras Gyu.

— Bom, até poderíamos, mas ver eles pelos telões não tem graça, vamos f**ar nem em frente deles. - ele. dizia animado.

— E f**ar espremido? Não sei se tô afim não amigo.

— Bora cara, a experiência é melhor.

— Ah Gyu, o que eu não faço por você né?

E assim corremos feito loucos pra conseguir pegar um bom lugar ma grade e por pura sorte conseguimos.

Se passou alguns minutos e deu início a abertura do show e confesso que os meninos são realmente bons e cada música que eles iam apresentando, melhor f**ava.

Em um certo momento, os meninos estavam conversando com o público e a câmera começou a mostrar alguns fãs com cartazes e tal e de repente, parou bem na minha frente, tipo, bem na minha frente mesmo e quando me vi naquele telão enorme... minha vontade era sumir de tanta vergonha.

— Uou, ele tá vermelho. - disse um deles, acho que o líder.

— Aproveita pra sorrir e acenar Soobin. - disse Gyu.

— Para Gyu, eu tô morrendo de vergonha. - sussurrei sem mexer muito os lábios.

— Olha ele. - disse Jay acenando pra mim com um sorriso enorme no rosto.

Em seguida a câmera saiu.

— Que sorta a sua Soobin, foi notado pelos os meninos.

— Eu nem conheço eles amigo, era pra você ter sido notado, não eu.

— Relaxa, mês que vem eles vão fazer outro show em Seul, tô me organizando pra ir.

— Mesmo assim, era pra você ter sido notado, você que é fã.

— Tá tudo bem. Viu o sorrisão do Jay? Como ele é perfeito amigo. Se o Sunghoon não fosse meu bias, o Jay seria com certeza.

— Legal. - disse ainda envergonhado.

O resto do show foi incrível. A energia dos meninos era realmente contagiante.

— Cara, esse foi o melhor show da minha vida. - ele dizia rouco, de tanto gritar.

— Quando chegar em casa vai cuidar dessa garganta amigo.

— Tá Soobin, minha mãe. Vamos. embora.

E assim fomos, ele foi pra casa dele e eu pra minha.

Eu estava bem cansado. Tomei um banho, vesti meu pijama e fui pra cozinha.

— E ai filho, como foi o show? - perguntou ela sorridente.

— É, o Gyu tinha razão, o grupo é realmente bom mãe.

— Que bom filho, próximo show faço questão de pagar seu ingresso. Quero que seja feliz curtindo o que deixa feliz filho.

— Mãe, a senhora tá bem mesmo?

— Eu? Claro filho, melhor do que nunca. - ela voltou a sorrir.

— As vezes, tenho a impressão que a senhora está se despedindo de mim. Em tudo o que a senhora fala, eu não quero te perder mãe, eu não tô pronto. - minha voz já estava embargada e as lágrimas prontas pra sair.

— Meu filho, não quero que pense assim. Todos nós um dia vamos partir, e pode ser que o meu dia esteja chegando. Não podemos lutar contra o curso natural da vida. Eu te criei com todo o amor e carinho, mas também com força pra que se torne um homem forte. Ainda que eu não esteja mais aqui fisicamente, eu sempre vou estar olhando pra você e cuidando de você. Eu te amo mais que tudo, só que sendo sincera, o tratamento não tem feito efeito e não sei até quando vou aguentar, mas isso não importa, vamos viver o presente juntos, deixa que o futuro siga seu caminho. Tudo bem?

— Mas mãe...

— Eu sei que é assustador Binnie, eu também tô com medo, mas já tentamos de tudo e nada resolveu. Eu só quero viver feliz com você e seu pai, aproveitar cada momento juntos. Então por favor, não fique triste, seja forte meu amor, eu tô sendo forte por vocês. Tudo bem?

— Sim senhora, eu vou tentar mãe. Eu te amo mais que tudo.

Depois dessa conversa sincera eu fui me deitar.

Mas minha curiosidade falou mais alto. Voltei a acessar o Instagram e decidi mandar uma solicitação pro Jongseong, como era privado tinha que esperar ele aceitar. Mas não demorou um segundo e ele já tinha aceitado.

[Oi, achei que nunca ia me seguir] - em instantes uma mensagem dele.

[Ah, vai que era um perfil fake...]

[Se eu mesmo te dei, como seria fake?]

[É, é verdade 😅]

[E ai, como Vc tá? Conseguiu chegar bem em casa?]

[Sim, tô melhor sim. Assim que Vc saiu eu fui embora. Obrigado por se preocupar comigo e ter parado pra mr ajudar, eu estava tão perdido tendo aquela crise horrível.]

[Eu voltei lá uns minutos depois. Fiquei com receio de ainda estar lá.. Mal consegui dormir a noite, de tão preocupado que eu fiquei.]

[Sério? Desculpa ter te incomodado tanto assim 😶]

[Que nada, eu teria feito isso por qualquer outra pessoa. Mas, posso saber o que te levou aquele viaduto? Se quiser contar, claro. 👉👈]

[ Bom, é meio complicado falar assim sabe, por mensagem.]

[ Quer que eu vá te encontrar em algum lugar? Ainda tô pela cidade. Não tô sendo fofoqueiro ou curioso, só queria entender e vê se posso ajudar em alguma coisa.]

[Me encontrar? Tá doido? Porque Vc faria isso? Sua agenda deve ser tão ocupada.]

[Por um milagre, meu dia amanhã está totalmente livre. Os meninos vão conhecer um pouco mais a cidade e eu posso ir te encontrar.]

[Jamais ocuparia seu dia livre Jongseong. E amanhã vou tá muito ocupado no. salão da minha mãe. Então não vai ser possível.]

[Ótimo, preciso lavar e hidratar bem meus cabelos. Marca um horário pra mim e me manda o endereço. Tô indo dormir, amanhã vejo sua mensagem com o endereço e o horário. Tchauuuu ✌]

Ele é maluco? Só pode. Ele realmente saiu e não me respondeu mais.
Mas acho que mais maluco que ele, sou eu, porque eu mandei, marquei pra noite ma hora que já não teria mais nenhuma cliente, pra não ter alvoroço.

Acabei dormindo.

🚫 Amor Proibido 🚫 (C.3)(...)Eu estava tão imerso naquele momento, que mal ouvia nada. — Ei, precisa de ajuda? - o tal ca...
05/08/2026

🚫 Amor Proibido 🚫 (C.3)

(...)

Eu estava tão imerso naquele momento, que mal ouvia nada.

— Ei, precisa de ajuda? - o tal cara insistia.

— Hãm?... Eu só... - por mais que eu tentasse falar, o choro não permitia.

— Calma, tenta respirar um pouco. Você mora muito longe daqui?

Apenas balancei a cabeça dizendo que não.

— É... então entra no carro, vou te levar pra casa. Você quer?

— N-não, não quero ir pra casa agora.

— Mas você tá ensopado cara, vai acabar f**ando doente se continuar nesse temporal.

Eu não tinha forças pra nada. Eu continuava ali sentado abraçando meus joelhos.

— Vamos Jay, temos que ir. - disse o motorista.

— Calma Sr. Jeong, não posso simplesmente deixar ele aqui assim. Como é seu nome?

— Soobin... Choi Soobin.

— Prazer Soobin, me chamo Park Jongseong. Eu vou f**ar aqui com você, te fazendo companhia. - ele disse se sentando ao meu lado segurando um guarda-chuva.

Eu não via o rosto dele, era escuro e ele usava uma máscara. A única coisa que conseguia ver eram seus olhos.

— Vem cá — Ele me puxou pra um abraço ladino — Você precisa respirar fundo, não precisa ser depressa, apenas inspira e expira, até que seus batimentos venham se acalmando aos poucos. - ele dizia mansamente.

E aos poucos minha respiração foi voltando ao normal e meu coração ia parando de doer.

— Tá melhor Soobin?

— Sim, obrigado por me ajudar.

— Não precisa agradecer. Você quer ir pra casa agora?

— Não precisa me deixar, eu consigo ir só. Mesmo assim, muito obrigado.

— Tem certeza? Não tenho pressa pra voltar pro hotel.

— Sr. Jay, os outros já estão perguntando por você. - disse o motorista.

— Não se preocupe moço, é melhor você ir, antes que quem te espera fique chateado.

—A essas horas já estão dormindo. Eu vou indo então. Você está bem mesmo?

— Eu vou f**ar, não se preocupe. Muito obrigado, de verdade.

— Não tem de quê. Ah, tá sabendo que amanhã vai ter uma sessão de autógrafos de um grupo de k-pop que vai fazer um show aqui?

— Tô sim, meu amigo vai me obrigar a ir com ele.

— Que bom então, eu também vou estar lá. Talvez nos vemos lá.

— Mas eu nem vi seu rosto, como vou te reconhecer?

— Não se preocupe, seu rosto está bem guardado aqui. - apontou ora sua cabeça. — Vou indo então, se cuida Soobin.

— Tá, valeu.

Ele entrou no carro e foi embora.
Alguns segundos depois, me levantei e fui caminhando pra casa.
Eu estava melhor, mas sabia que quando chegasse em casa, tudo poderia desmoronar.

Decidi não ir agora.
Fui pra uma loja de conveniência que f**a aberta 24 horas.
Precisava conversar com alguém, então liguei pra Sophia.

— Amor?

— Soobin? O que quer a essa hora?

— Eu tô aqui na loja de conveniência, tô precisando conversar. Você pode vim ou eu posso ir até você?

— Ai Soobin, a essa hora quer conversar? Já vai dar uma da manhã, eu já estava dormindo poxa.

— Mas é que eu preciso conversar, e como você é minha noiva, achei que iria querer me ouvir.

— Preciso dormir meu sono da beleza bem. Amanhã quando for no salão, a gente conversa quando estiver fazendo meu cabelo tá?! Beijos e até mais. - ela desligou.

Como assim?
Ela simplesmente me ignorou e desligou na minha cara.

Estava pensativo quando recebi uma mensagem do Gyu.

~ Amigo, posso ir dormir na sua casa? Tô entediado.

~ Oi Gyu, eu não tô em casa, tô aqui na conveniência.

~ Fazendo? Tá comendo e não me chamou seu safado? 😡

~ Se eu tivesse pelo menos vontade de comer... 😔

~ Espera uns segundos, eu já chego ai.

E realmente ele. chegou.

— E ai amigo, o que aconteceu? Senti pela mensagem que tá uma barra ai.

— Obrigado por vim amigo, eu já estava prestes a desmoronar de novo.

— O que aconteceu? Brigou com aquela bruxa? Ops... sua. noiva querida.

— Não Gyu. Não fala assim dela.

— Força do hábito. Mas me conta, o que te deixou assim, tão caidinho?

Eu expliquei toda a situação pra ele, mas não dei muito detalhe do cara que me ajudou.

— Aquela vaca prefiriu f**ar dormindo do que vim te escutar? Nossa cara que ódio desse menina escrota. — Ele respirou fundo — Mas ela não é o assunto aqui. Amigo, sinto muito por tudo o que tem passado. Não consigo imaginar o quão dolorido deve estar sendo.

— Pois é. Eu sinto que aos poucos elas vai se despedindo. Beomgyu, eu não tô preparado pra ver ela partir. - foi inevitável, as lágrimas voltaram a cair.

— Oh meu amigo, vem cá. - ele me puxou pra um abraço e ficou fazendo carinho nas minhas costas.

— O tratamento não tá funcionando, mas ela não tem coragem de me dizer Gyu. Eu tô desesperado amigo e não posso fazer nada pra ajudar ela. - eu dizia aos prantos.

— E eu nem sei o que dizer Bin. Só lamento muito por isso, eu amo tanto a tia, ela sempre me tratou como se fosse um filho dela. Pensar nessa probabilidade... nossa...

F**amos ali tentando consolar um ai outro. Até que eu dormi no ombro dele.

~ 3h da manhã ~

— Bin, já tá tarde. Vamos pra sua casa, vou te fazer companhia.

— Tudo bem Gyu, vamos. Já tinha avisado meus pais que estaria aqui com você.

Fomos pra minha casa e adormecemos.

~ De manhã ~

— Bom dia meninos! O café já tá na mesa. - disse ela.

— Bom dia mãe. Já estamos indo.

— O café tá quentinho. — ela sorria — Hoje tem a sessão de autógrafos não é Gyu?

— É sim senhora.

— Você vai né filho?

— Ah mãe, eu não queria não, nem conheço esses caras.

— Ah não amigo, você disse que ia. Vai ser bom pra sua mente, se distraí um pouco.

— Tá tendo algum problema filho? Pelo jeito que o Gyu falou...

— Não mãe, ele só quer que eu vá mesmo. Mas prefiro f**ar aqui com a senhora.

— Nada disso filho, quero que viva sua vida, e outra, o Gyu não pode andar por ai só.

— Como se ele fosse uma criança mãe. Mas tudo bem, eu vou.

— Vai mesmo, já comprei sua entrada. Vamos ter direito a levar alguma coisa pra eles autografarem na mesa e ainda vamos ganhar outros brindes autografados. Tô muito animado, o Enhypen é um grupo perfeito. Eu sei que vai gostar deles, das músicas, dos meninos.

— Tá Gyu. Enche essa boca com comida.

O dia acabou passando bem rápido e logo estávamos a caminho do evento de autógrafos.

— Ainda nem acredito que vou ver eles de pertinho.

— Que bom né.

— Ah Bin, ajeita essa cara de bunda. Você é lindo demais pra f**ar assim.

— Vou f**ar sorrindo então. Tá bom assim? - perguntei forçando sorriso.

— Credo, f**a do jeito que tava mesmo.

Parando pra ouvir as músicas que tocavam, tenho que admitir que são realmente boas.
Enquanto a fila ia andando, o Gyu f**ava mais nervoso e animado.

E assim fomos seguindo, a fila consistia em ir sentado frente a frente com os idols por um certo tempo, quando acabava com um ia passando para o outro. Não conversei muito com eles, porque eu não tinha o que falar. Até que cheguei no último.

— E ai, como você está?

Eu reconhecia aqueles olhos.

— Jongseong? É você?

(...)

🚫 Amor Proibido 🚫 (C.2)— Mãe? A senhora está bem? - perguntei ao vê-la parada com as mãos no balcão. — Eu tô sim filho. ...
03/08/2026

🚫 Amor Proibido 🚫 (C.2)

— Mãe? A senhora está bem? - perguntei ao vê-la parada com as mãos no balcão.

— Eu tô sim filho. Foi só uma tontura repentina.

— Então senta aqui. - puxei a cadeira pra ela . — A senhora tomou seus remédios?

— Tomei sim. Foi só um mal estar, deve ser por conta da quimioterapia.

— Ah mãe, eu não sei mais o que fazer. Parece que nada resolve, a senhora não tem melhorado em nada.

— As vezes é assim mesmo filho. Só temos que estar preparados pra qualquer coisa. - ela dizia com seu semblante sereno.

— Eu não tô preparado pra nada mãe. Não quero perder a senhora.

— Independente de qualquer coisa que aconteça filho, não quero que deixe de viver sua vida. Quero que faça o que ama, se não for continuar com o salão, procure fazer algo que goste. Se for da sua vontade case com a Sophia, se não quiser mais, tudo bem, termine. Mas não deixe que nada tire sua alegria e sua vontade de viver. Quero que brilhe onde quer que vá e eu sempre vou estar te apoiando.

— Para mãe, parece que a senhora já tá se despedindo de mim.

Minha voz já estava embargada.
Uma dor no peito me aflingia. Eu não tô preparado pra perder ela...

— Porque tá chorando Choi Soobin? Já disse que isso é coisa de mulherzinha. - disse meu pai ao entrar.

— Não tô chorando pai. - eu disse limpando os olhos rapidamente.

— Para amor, alguma coisa deve ter caído no olho dele. Vá lavar seu rosto querido. - ela disse.

— Já não basta passar o dia fazendo cabelo de mulher e agora f**a chorando. Eu criei um filho macho, não um fracote.

— Mas eu gosto de ajudar minha mãe, não vejo nada demais nisso, eu continuo sendo homem pai.

— Tá me respondendo? Quer apanhar Soobin? - ele questionou já bravo.

— Não, me desculpa pai.

— Vá pro sei quarto filho.

— Mas a senhora está bem?

— Estou sim filho, não se preocupe.

— Ok.

Subi pro meu meu quarto e me deitei.

Meu pai sempre foi assim, mente fechada. Pra ele, chorar, usar rosa, mexer no cabelo ou escutar músicas de cantoras femininas são coisas que g**s fazem. Eu não posso fazer nada disso sem que ele tenha um infarto.

Eu sou um ser humano e chorar faz parte. Imagina se ele souber que tenho tido crises de ansiedade? Ele me bateria pra virar homem de verdade. Eu amo meu pai, mas tem coisas que são possíveis de aceitar.

A tarde voltei ao salão.

— Oi meu amor, tá disponível pra dar um trato no meu cabelo? — Perguntou Sophia me abraçando.

— Vou só terminar o dela e faço o seu.

— Ah não vida. Eu preciso que faça agora, vou fazer umas fotos.

— Mas é que agora não dá amor, ela também tem um compromisso importante daqui a pouco. É só o tempo de terminar aqui e ela sair.

— Achei que ia ser sempre a sua prioridade. - disse fazendo cara de triste.

— Sophia, você sabe que é. Mas ela é cliente, ela pagou.

— Então tá jogando na minha cara que eu não pago? Por isso não sou a prioridade aqui?

— Não é isso, eu só tô tentado dizer...

— Quanto é? Se o problema é esse, eu pago.

— O rosto da cidade fazendo barraco no salão do meu amigo gato e gostoso? Que decepção Princesa Sophia. - disse Beomgyu ao entrar.

— Lá vem o insuportável.. - ela revirou os olhos.

— Não comecem vocês dois. Sophia, fala baixo por favor.

— Ela não consegue manter a elegância dela quando entender que ela não é o centro do universo e nem da vida de ninguém amigo.

— Cala a sua boca, seu imundo. - ela disse brava.

— Mas acabei de tomar banho, tô cheirosinho. - ele riu debochando.

— Já chega. Desculpa senhora Wong, eu já termino o seu.

— Tudo bem meu querido. Esses jovens de hoje são assim mesmo. - ela riu.

— Eu vou embora. Já que eu não sou sua prioridade em coisas simples assim, será que vou ser se realmente casarmos? - ela disse indo.

— Não se preocupa, ninguém quer que vocês casem.

— Beomgyu! Tá maluco cara? Sophia, espera amor...

— O que é Soobin? Então é verdade, ninguém quer que a gente case?

— O Beomgyu só falou isso pra te irritar. Sabe que as vezes ele não mede as palavras.

— Não importa, você sempre f**a do lado dele. - ela dizia com a voz de choro.

— Não é isso. O Gyu fala sem pensar as vezes, mas ele é meu melhor amigo. Meu único amigo praticamente. Não é que eu fique do lado dele, mas é que eu o conheço bem.

— E a mim, não conhece? A gente namora a três anos e estamos noivos a dois meses Soobin, em todo esse tempo você sempre ficou do lado dele. Parece até que sentge alguma coisa por ele. Se você é bi ou até mesmo gay, me diz e a gente encerra tudo aqui.

— Olha o que tá falando. Alguma vez eu te dei algum motivo pra desconfiar do que sinto por você?

— Não. Mas é que...

— Então, não tem mais, eu te amo Sophia e vou csar com você porque é você quem eu quero. Sobre o salão, a prioridade sempre vai ser as clientes, porque é do salão que tiramos um boa parte da grana pro tratamento da minha mãe. Eu só quero que entenda isso.

— Me desculpa então, prometo não fazer mais isso.

— Tudo bem. Se quiser voltar mais tarde, faço o que quiser. - eu sorri.

— Eu amo seu sorriso. Mais tarde eu volto então.

— Te espero. Até mais.

Nos despedimos com um beijo e voltei pro salão.

— Gyu, eu te amo amigo, de verdade. Mas já tá na hora de aceitar que eu vou casar com a Sophia e que talvez esteja errado sobre ela.

— Quanto a isso, a vida é sua e você sabe o que faz. Mas que ela não é mulher pra você, isso eu não tenho dúvidas.

— Continua com essa desconfiança. Eu sou feliz. com ela amigo. Só queria que me apoiasse.

— Tudo bem, desde que não estejamos juntos no mesmo lugar, prometo não ofender ela. - ele riu.

Os dias foram passando e tudo corria bem entre mim e a Sophia, já estávamos começando os preparativos pro nosso casamento.

Em contrapartida, minha mãe continuava piorando.

O show que o Beomgyu me obrigou a ir com ele estava chegando. A sessão de autógrafos vai ser no sábado.

Minha vida estava um misto de sentimentos e acontecimentos.
Eu não iria focar em nada sobre o casamento, mas minha mãe insistiu que eu começasse.

Era sexta a noite e eu estava voltando do salão após atender a última cliente.

— Eu não sei se aguento tudo isso por muito tempo amor. - ela dizia chorando. Pela primeira vez não a vi sorrindo.

— Eu sei que tá dificil meu bem, mas vamos crer que esse tratamento vai dar certo.

— Já foram tantos... só quero que prometa cuidar do Soobin com todo amor e carinho. Eu sei que sua criação foi cruel, mas nosso menino não merece passar pelo o que passou.

— Eu sei disso. Eu vou cuidar dele sim amor, não se preocupe.

— Quando eu partir, quero que seja uma força pra ele e o incentive a seguir os sonhos dele. Seja relacionado a vida profissional ou ao amor, não conteste as escolhas dele, apenas o aceite como ele quiser ser e o que quiser fazer.

— Não se preocupe com isso.

Ouvir toda essa conversa me atingiu de forma triste e pesada. Ver minha mãe chorado e não sorrindo, só me fez ver que talvez, ela já estivesse partindo.

Minha única reação foi correr pra bem longe pra que eles não ouvissem meu choro.

Era uma sexta-feira chuvosa, estava tendo uma crise de ansiedade forte.
Corri o mais rápido que consegui. Parei no viaduto da cidade, que não f**ava tão longe e ali eu desababei.

A chuva caindo, as gotas se misturando com minhas lágrimas. Carros passando. Minha respiração falhando. Um dor no peito, tão sufocante. Estava encolhido abraçado aos meus joelhos.

Estava totalmente desesperado que nem percebi alguém parando ao meu lado.

— Oi cara, tá tudo bem com você? Precisa de ajuda? - um cara vestido com um sobretudo preto perguntou.

(...)

🚫 Amor Proibido 🚫 (C.1)— Mãe... mãe... me responde por favor. Não me deixa aqui sozinho. - eu dizia em lágrimas.(...)Sou...
30/07/2026

🚫 Amor Proibido 🚫 (C.1)

— Mãe... mãe... me responde por favor. Não me deixa aqui sozinho. - eu dizia em lágrimas.

(...)

Sou o Choi Soobin e moro em uma cidade pequena no interior da Coreia, junto com minha mãe e meu pai. Bom, agora só com o meu pai. Mas antes de contar o que houve com minha mãe, vamos ao início de tudo...

— Filho, escova o cabelo da Sra. Jude pra mim. Preciso descansar um pouco. - ele dizia docemente.

— Claro mãe. Bom dia Sra. Jude, tudo bem? - perguntei com um sorriso mo rosto.

— Soobin meu querido, melhor agora com esse sorrisão seu.

— Fico feliz que esteja bem.

— Por isso venho aqui, sempre sou tratada muito bem.

— Nosso objetivo é esse, deixar nossos clientes satisfeitos em tudo.

Entre o barulho do secador e de conversas fiadas, logo terminei o cabelo dela e fui finalizar outro.
E assim é a nossa rotina diária.

Mas desde que minha mãe adoeceu, tudo tem f**ado mais difícil. As vezes ela mal consegue f**ar em pé e eu tenho que tomar de conta do salão.
Ela descobriu um câncer maligno no estômago e desde então ela mal tem trabalhado. Devido aos remédios e aos tratamentos, ela f**a muito fraca e cansada.

Eu só queria que ele f**asse curada logo, não pra voltar a trabalhar, mas porque eu não quero perdê-la. Esse medo me assombra todos os dias a as vezes eu tenho crises de ansiedade fortes que tenho que lidar sozinho, pra não preocupar mais ela.

Assim que deu a hora do almoço, eu Fechei o salão e corri pra casa, que f**a ao fundos do salão.

— Mãe, a senhora está melhor? - perguntei preocupado.

— Estou sim filho, eu já consigo voltar pro salão.

— De jeito nenhum! A senhora vai descansar aqui. Não tem muitas clientes agendadas pra agora a tarde, as que tem eu dou conta.

— Não vai f**ar sobrecarregado?

— Eu sou filho da senhora mãe. Eu aprendi as melhores técnicas. Apenas descansa. Cadê o pai?

— Já deve estar chegando.

Meu pai é mecânico e queria que eu seguisse o mesmo caminho que ele, mas eu aprendi a mexer com cabelo só observando minha mãe e via o quanto de amor ela colocava, então não deu outra, aqui estou.

Ele diz que isso é coisa de mulher e que homem de verdade trabalha sujando as mãos. Uma mentalidade típica de homens que foram criados c brutalidade.

— Cheguei e tô com fome. - ele disse ao entrar.

— Seu almoço está dentro do microondas pai.

— Tá. E sua mãe, como ela está?

— Agora está melhor. Mas pai, eu sinto que ultimamente ela só piora.

— Esses remédios caros não servem pra nada mesmo. Cuida dela até eu voltar da oficina.

— Pode deixar pai.

Ele quer dar uma de durão, nmas eu sei que ele f**a tão preocupado quanto eu.
As horas se passaram e eu tive que voltar pro salão, como hoje é segunda, o movimento não é lá essas coisas. Atendi quatro clientes e fiquei pelo salão esperando mais alguém aparecer.

— Oi amor, tem algum horário disponível? - perguntou minha noiva Sophia.

— Claro amor. Sente-se.

— Tenho tanta sorte em ter você bebê. Desde quando começamos a namorar nunca mais tive que pagar o salão.

— Aqui você é cliente vip.

— Que sorte a minha - ela riu — E quanto ao casamento? F**amos noivos semana passada e você não comentou sobre nada.

— Desculpa amor, mas é que com o estado da minha mãe, não tenho tido cabeça pra nada.

— Como ela está? Os remédios tem feito algum efeito?

— Cada vez ela tá mais debilitada. Ela mal consegue trabalhar porque não consegue f**ar em. pé por muito tempo.

— Sério amor? Eu achei que ela estivesse melhorando.

— Era o que eu mais queria. Sinceramente... eu tenho medo que o pior aconteça. - disse cabisbaixo.

— Calma Bin, não vamos pensar nisso. Temos que ser positivos sempre.

— Eu sei, mas é que tudo só tem piorado.

— Vamos deixar isso de lado tá?! Eu preciso ir a um evento hoje, fui escalada pra desfilar.

— Claro, tinha esquecido que minha noiva é a modelo mais popular da nossa cidade.

— Exatamente, tenho que está impecável.

Depois de algumas horas terminei.

— Finalizado.

— Amor... tá lindo.

— Que bom que gostou. - eu sorria.

— Primo, cheguei - disse Beomgyu animado — Ah, você tá ai. - disse perdendo o brilho.

— Olá Beomgyu.

— Olá sua feia.

— Ah meu amor, eu fui escolhida pra ser o rosto da cidade, acha mesmo que me chamar de feia me atinge?

— Por isso que nossa cidade é tão feia, com ruas esburacadas, paredes sem reboco em alguns alguns lugares...

— Tá bom Beomgyu, já chega. - eu disse.

— Deixa ele amor. Deve ser inveja porque você namora comigo e não com ele.

— No dia que eu tiver inveja de você minha querida, pode chamar o hospício pra mim e com direito a camisa de força. E outra, o Soobin é um gostoso mesmo, essa bundão dele deixa qual quer um louco mesmo. Mas pra sua sorte, ele é hétero e é o meu melhor amigo. A gente é praticamente irmão, sua bobona. - ele dizia debochadamente.

— Já chega vocês dois. Quando vão aprender a ter respeito um com o outro?

— Talvez, quando se separar dela. Ela é uma otária mimada que só você suporta amigo.

— E você não passa do amiguinho gay de um bonitão.

— Chega Sophia, falar dele assim não.

— Ué, e ele pode falar assim comigo?

— Também não. Mas não aceito que fale dele assim, ser gay não faz dele algo ruim ou inferior a ninguém.

— Valeu amigo.

— Pra mim chega. Eu vou embora. Amanhã você me procura.

— Espera amor. - eu disse tentando segurá-la.

— Deixa ela amigo. Não sei como alguém tão legal e gente boa como você está noivo d alguém fútil e mimada como ela.

— Para amigo, você só fala isso porque nunca se deu a oportunidade de conhecer ela melhor. Você simplesmente olhou pra ela e a detestou.

— Lógico, meu radar de gente ruim não falha Soobin e você sabe disso.

— É, eu sei.

— O James do fundamental. A Karlee do curso de inglês. O Jin das aulas de jiu-jitsu... enfim, todos eram completamente babacas e escrotos, e você achava que eles eram seus amigos.

— Isso é verdade. O que seria de mim sem o meu radar de gente ruim — Eu sorri — e eu te amo demais. Mas é sério, a Sophia é diferente, eu tenho certeza disso amigo.

— Se você diz.

— F**a tranquilo. O que você veio fazer aqui mesmo?

— Daqui a uns dois meses, o meu grupo favorito vem fazer um mini show especial aqui. Você sabe que artistas gigantes nunca puseram os pés nesse fim de mundo que a gente mora. Então é uma oportunidade única pra ver eles de pertinho sem ter que ir lá pra Seul ou outro lugar.

— E?

— Quero que venha comigo. Eles vão fazer uma tarde de autógrafo um dia antes.

— Ah, sei não. Eu nem conheço eles.

— Mas vai conhecer. Por favor. Vamos?

— Sei não. Prefiro f**ar com minha mãe Gyu.

— Nada disso, vá se divertir Binnie, não quero que deixe de viver por minha causa, eu estou bem. - disse minha mãe entrando.

— Viu, a tia quer que você vá.

— Você se aproveita das situações seu safado. Tá, eu vou.

— Ótimo. Já comprei os ingressos do show e da tarde de autógrafos.

— Não, não vou sentar lá e fingir que conheço ele Gyu. Isso é totalmente errado.

— Eu vou te mandar um material especial sobre eles, estuda até lá.

— Vai embora.

— Só vou porque tenho que ir na padaria ora minha mãe. Se não f**aria aqui admirando essa sua bunda enorme. - ele riu e saiu.

— Id**ta.

O Beomgyu sempre arranca os sorrisos mais sinceros de mim, esse bobão. Mesmo em momentos tão escuros, ele sempre ilumina tudo com esse jeito babaca dele que eu amo.

Endereço

Kpop
Fortaleza, CE

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