16/07/2025
Não escrevo esta carta esperando resposta, reconciliação ou promessas. Escrevo porque certas memórias merecem ser honradas, mesmo quando o tempo passa e os caminhos se separam. Escrevo para você, que foi — e de algum modo ainda é — uma parte fundamental da minha história.
O que vivemos não foi comum. Foi intenso, bonito, extraordinário. Havia verdade no nosso olhar, no toque, nas palavras silenciosas que diziam mais do que qualquer discurso. Nenhum de nós esqueceu isso. Eu sei. É daquelas coisas que marcam a pele por dentro, que moldam quem a gente é. Crescemos muito juntos.
Talvez mais do que imaginávamos ser possível. Você me ensinou tanto — sobre a vida, sobre mim mesmo, sobre amor. Nem tudo saiu como esperávamos. Houve erros, arrependimentos, silêncios mal interpretados, decisões difíceis. Mais mesmo com as falhas e tropeços, eu não trocaria o que tivemos. Em cada riso, em cada lágrima, havia algo genuíno. E isso é raro.
Sinto falta de você, às vezes. De algumas conversas, alguns domingos, de quem eu era quando estava ao seu lado. A vida seguiu
— como tinha que ser. Mas há dias em que seu nome me atravessa no meio de um pensamento ou na lembrança de uma música. Não dói mais, mas também não passou despercebido. Você foi especial. E sempre será. O que aconteceu entre nós deixou marcas que carrego com respeito. Pode ser que daqui a vinte, trinta anos, a vida nos surpreenda. Ou talvez não. Mas se for pra ser, será — do jeito certo, no tempo certo.
De coração aberto, deixo aqui minha gratidão pelo que fomos. Que você esteja bem. Que esteja em paz. Que a vida te sorria com a mesma intensidade com que um dia você me fez sorrir.
Com carinho e sinceridade