15/10/2024
Olá AMIGAS! Hoje o meu papo é com as mulheres!
Chamativo esse POST né? Foi intencionalmente criado para você ler o que eu escrevi a respeito disso.
Está circulando nas redes sociais a seguinte frase: "homens, não namorem mulheres que têm filhos", tal postagem mostra aos homens os riscos de se relacionarem com essas mulheres pelo fato de que futuramente poderão ser obrigados a pagar pensão alimentícia p/ essas crianças, o que chamamos de maternidade/paternidade sócio afetiva.
Mas aí eu me pergunto: porque só os homens não devem namorar mulheres que têm filhos? Porque só eles devem ser avisados dos riscos que correm?
Para conter o machismo que impera em nossa sociedade, resolvi escrever este artigo:
Não é mais preciso gerar uma criança ou adotar legalmente – basta se envolver na vida dela, mostrar algum afeto, e pronto! Você pode se tornar, involuntariamente, a nova "responsável financeira" da criança. Um verdadeiro presente dos céus... ou dos tribunais!
Vamos encarar a verdade: a ideia de que as mulheres são "naturalmente" mais aptas a cuidar dos filhos, mesmo que esses filhos não sejam seus, ainda está presente na sociedade. Se o pai biológico não tem condições de sustentar a criança, por que não responsabilizar a nova parceira? Afinal, alguém tem que pagar, e que coincidência conveniente que a "escolhida" seja justamente a mulher. É a velha lógica de que a mulher deve ser a cuidadora, a protetora, aquela que arca com as consequências. Se o vínculo afetivo foi criado, por menor que seja, o argumento é que já existe um "compromisso". Mas será que essa regra é aplicada de forma justa para os homens na mesma situação?
Portanto, minhas amigas, fiquem atentas!!!!
Vivemos em uma época em que o amor e o afeto podem se transformar em obrigações financeiras, e parece que a responsabilidade sempre encontra uma forma de recair sobre as mulheres.
Quer ser uma figura presente na vida de uma criança? Que ótimo. Mas esteja preparada para as consequências jurídicas que, muitas vezes, parecem ser mais pesadas para aquelas que a sociedade insiste em colocar no papel de "cuidadoras naturais". Afinal, quando o assunto é responsabilidade financeira por filhos, o machismo encontra novas formas de se reinventar.