10/08/2026
ADESIVO PARA ESPINHA FUNCIONA? SAIBA QUANDO VALE A PENA USAR
Os adesivos para espinhas conquistaram espaço nas prateleiras das farmácias e nas redes sociais. Disponíveis em versões transparentes, coloridas e até com formatos de estrela e coração, eles se tornaram populares de adolescentes e adultos. Mas será que esses produtos de fato ajudam a tratar a acne?
A resposta depende do tipo de lesão. Os adesivos mais comuns, feitos de hidrocoloide, podem acelerar a cicatrização e reduzir os sinais inflamatórios de algumas espinhas, mas não substituem o tratamento da acne nem funcionam em todos os casos. “Eles absorvem a secreção da espinha, mantêm o ambiente úmido e controlado, o que é o ideal para a cicatrização”, destaca a dermatologista Glauce Eiko, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Na prática, funcionam como uma barreira física que impede o atrito e a possibilidade de espremer, manipular ou contaminar a lesão. “Isso pode levar à infecção secundária e ao aparecimento de manchas”, acrescenta Eiko.
A indicação e a eficácia do adesivo variam conforme o estágio de evolução da espinha. O melhor resultado ocorre quando a lesão já apresenta uma pústula com ponto branco. “Nesse caso, o hidrocoloide entrega seu melhor resultado, já que consegue ‘sugar’ ativamente o pus e o exsudato, líquido que sai da lesão. Esse processo reduz o volume, o inchaço e a vermelhidão”, detalha a médica da SBD.
Os adesivos também são indicados quando a espinha já foi rompida. Nessa situação, funcionam como um curativo, preservando a umidade natural da pele, protegendo a região contra sujeira e radiação ultravioleta e favorecendo a cicatrização.
Já nas fases iniciais da inflamação, quando há apenas uma pápula sensível, sem ponto branco, o benefício é discreto. Nesse caso, o produto funciona principalmente como uma barreira para evitar que a pessoa manipule a lesão. Em espinhas internas, como cistos e nódulos profundos, e também nos comedões (cravos abertos ou fechados), eles não apresentam benefícios.
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