19/11/2025
A mulher presa apontada como mandante do homicídio de Laís de Oliveira Gomes Pereira, que tinha 26 anos, foi transferida da Delegacia de Homicídios para o presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio, na tarde desta terça-feira (18). Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 21 anos, se entregou à polícia nesta segunda. No presídio, ela passará por audiência de custódia.
Mensagens interceptadas do celular dela mostraram que ela já havia falado com o marido sobre a intenção de cometer o crime mais de um mês antes da execução.
De acordo com o relatório do delegado Robinson Gomes que pediu a prisão temporária de Gabrielle, ela teria conversado com o marido no dia 29 de setembro deste ano:
"Te falar: queria matar demais a Laís. Deus me livre", disse em uma das mensagens.
No diálogo, seu marido, Lucas, responde que aquilo "nem vale a pena". Gabrielle responde com uma frase curta: "Vms ve” (Vamos ver)".
Segundo as investigações, Gabrielle teria ordenado a morte por ser obcecada em possuir a guarda da filha mais velha de Laís.
Para o Ministério Público e a Delegacia de Homicídios da Capital, não há dúvidas de que Gabrielle foi a mandante do crime, e a mensagem é um "indício inequívoco de intenção" :
"A execução, de forma premeditada (disparos de arma de fogo em plena via pública, sem subtração de bens e com a placa da moto coberta), aponta para um crime de mando.
Essa prova documental, aliada ao motivo passional, estabelece Gabrielle como mentora intelectual do assassinato", afirma a promotora Laíla Antonia Olinda de Magalhães
A Polícia Civil vai investigar se Gabrielle participava de uma quadrilha envolvida com estelionatos.
"A gente vai desmembrar essa investigação para investigar uma possível organização criminosa especializada no crime de estelionato", disse o delegado Robinson Gomes, responsável pela investigação, logo após Gabrielle se entregar na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na tarde de segunda-feira (17).
Gabrielle chegou à delegacia acompanhada de seu advogado, Diogo Macruz. Ela passou pelos jornalistas sem dar declarações. A defesa afirmou que a cliente nega ser a mandante.