30/04/2023
SINDICATO DA EDUCAÇÃO DE IBIRITÉ
Como o peleguismo destruiu a luta da categoria da educação em Ibirité
Historicamente, no estado de Minas Gerais, o SINDUTE é conhecido por suas lutas em prol da categoria. Mas em Ibirité o núcleo do sindicato afastou-se de suas bases e das pautas da categoria para alinhar-se com o Poder Executivo.
A expressão “pelego” para definir um sindicato vem da época de Getúlio Vargas, que transformou o movimento trabalhista, na base da corrupção, em apêndice da sua ditadura. Pode ser que as gerações de hoje não saibam com exatidão o que é “peleguismo”. O termo pelego foi utilizado, por analogia, para designar um líder sindical de confiança do governo que garantia o atrelamento da entidade ao Estado. Mais tarde esse termo passou a ser aplicado especificamente a líderes considerados traidores dos sindicatos.
A maior manifestação de “peleguismo” foi a nomeação em 2017 do coordenador do Sindute Ibirité para secretário Municipal de Educação de Ibirité e o abandono gradual das pautas da categoria: tais como o pagamento do FUNDEB, atualização das Progressões Salariais, Insalubridade, proliferação dos contratos precários, dentre outras.
Depois de dois anos em casa por causa da pandemia com os salários garantidos, do aumento de 33% do piso salarial do magistério realizado em 2022 (maior aumento do funcionalismo público) e de privilégios pessoais, o sindicato da educação de Ibirité se aproveita de um movimento nacional e da proximidade das eleições internas e municipais para deflagrar um movimento grevista local que paralisa parcialmente a educação em Ibirité, paralisam a educação, atrasam o ano letivo, prejudicam o aprendizado dos alunos e dificultam a vida das famílias.
Ponto da pauta é o aumento salarial que já é comparativamente mais alto do que o do funcionalismo local.
Vejamos os salários dos dirigentes sindicais da educação de Ibirité:
Salários de mar/23 somados no estado e no município
Edison Luis Lula de Oliveira Preto 7.033 + 7.658,00 =14.691
Adilson Dumont 9.135 + 4.058,21= 13.193
Joao Carlos Alves Areas 4.435 + 3.317,33 =7.752
Antonio Edesio Rodrigues 4.383 + 2.756,02 =7.139
Mônica Corrêa dos Santos 4.383 + 0,00 = 4.383
Fontes Portais de Transparência:
https://pmibirite.geosiap.net.br/pmibirite/websis/portal_transparencia/financeiro/contas_publicas/index.php?consulta=../lei_acesso/lai_remuneracoes
https://www.transparencia.mg.gov.br/estado-pessoal/remuneracao-dos-servidores
O afastamento das bases gerou um enfraquecimento do movimento e isso foi constatado na manifestação promovida diante do prédio da prefeitura de Ibirité que teve pouca adesão, mesmo contando com o transporte gratuito oferecido pelo sindicato aos manifestantes.
Não apenas os professores, mas todos os trabalhadores da educação merecem o respeito aos seus direitos e a garantia de equidade no recebimento dos salários, afinal todos faze a educação e isso só será possível a partir do momento que o sindicato firmar uma luta imparcial e afastada das esferas de poder.