07/06/2026
O piso que pode mudar a limpeza urbana
Um projeto aprovado pela Câmara colocou em debate a valorização de uma categoria que mantém as cidades funcionando todos os dias.
O PL 4146/2020 cria um piso salarial nacional de R$ 3.036 para profissionais da limpeza urbana, incluindo trabalhadores da varrição de ruas, coleta de resíduos, acondicionamento de materiais e encaminhamento para aterros ou unidades de reciclagem.
A proposta também prevê adicional de insalubridade de 40%, devido às condições de risco enfrentadas pela categoria no contato diário com resíduos, materiais descartados e ambientes que podem afetar a saúde.
Outro ponto previsto é a aposentadoria especial, quando a atividade expuser o trabalhador a condições prejudiciais à saúde ou à integridade física.
O texto ainda inclui a possibilidade de benefícios como vale-alimentação, cesta básica e plano de saúde, definidos por meio de convenções ou acordos coletivos.
A jornada prevista é de 6 horas diárias e 36 horas semanais, reconhecendo o desgaste físico de uma atividade que exige esforço intenso, exposição ao clima e deslocamentos longos pelas ruas.
Em muitas cidades, coletores percorrem vários quilômetros por dia acompanhando caminhões, levantando peso, atravessando vias e lidando com riscos invisíveis para boa parte da população.
A proposta ainda não virou lei. Agora, precisa ser analisada pelo Senado e, se aprovada, seguirá para sanção presidencial.
O debate também envolve impacto financeiro para os municípios, já que a Confederação Nacional dos Municípios estima custo anual bilionário caso o piso seja implementado.
Você acha que trabalhadores da limpeza urbana deveriam ter piso nacional e adicional maior pelas condições da profissão?