07/08/2026
GOIÂNIA JÁ TEVE LEÕES CRIADOS EM QUINTAIS, FAZENDAS E ATÉ EM UMA LOJA
Parece cena de filme, mas faz parte da história de Goiânia: nas décadas de 1970 e 1980, algumas famílias mantiveram leões como animais de estimação em casas, lotes, comércios e propriedades rurais da capital.
Segundo reportagem do site Mais Goiás, os felinos tinham nomes, conviviam com crianças e outros animais e, em alguns casos, eram tratados como cães de companhia ou de guarda. A prática não era comum. Exigia dinheiro para compra, alimentação, transporte e espaço, além de representar prestígio e excentricidade.
Um dos casos mais curiosos foi o de Juruna, que vivia em três lotes no Setor Aeroporto ao lado de um doberman. Conforme memórias de antigos moradores, ele chegou a ser transportado no porta-malas aberto de um carro. Em outra ocasião, entrou com o dono em uma agência bancária da Rua 3, no Centro, e caminhou até a mesa do gerente.
A matéria também cita Lyons, levado ainda filhote para uma fazenda próxima à capital. Quando cresceu, seu rugido teria assustado as vacas e afetado a produção de leite. Sem estrutura para mantê-lo, a família o transferiu para um circo.
A história mais grave envolve Guru. Mantido em uma loja de materiais de construção no Setor Leste Universitário, o leão escapou em julho de 1986. O episódio terminou com a morte de uma criança de 2 anos. Após ser capturado, Guru foi levado ao Zoológico de Goiânia.
Os casos revelam uma época de fiscalização e percepção dos riscos muito diferentes das atuais. Criado desde filhote, um leão pode ser amansado, mas não deixa de ser selvagem. Você já conhecia esse capítulo da história de Goiás?
Fonte: reportagem de Fernanda Cappellesso, publicada pelo Mais Goiás.