Apagados da História

Apagados da História A história de personagens esquecidos no tempo que nunca te contaram. Nesse perfil você encontra: Mulheres Apagadas, Heróis Silenciados e Curiosidades Reais.

27/08/2026

Em 1926, Gertrude Ederle (1905-2003) tornou-se a primeira mulher a atravessar o Canal da Mancha.
E não parou por aí: ela completou o percurso em 14 horas e 31 minutos, quebrando o recorde de todos os homens que haviam conseguido antes.
Na tentativa anterior, ela havia sido retirada da água contra a própria vontade, mesmo insistindo que ainda podia continuar.
Anos depois, após perder grande parte da audição, dedicou sua vida a ensinar crianças surdas a nadar.
Histórias como essa mostram que alguns dos maiores feitos da humanidade quase desapareceram da memória.

25/08/2026

A Libras não surgiu de um único momento, mas sua história mudou completamente quando um educador francês chamado Ernest Huet chegou ao Brasil em 1855.
Com o apoio de Dom Pedro II, ele ajudou a fundar o Imperial Instituto de Surdos-Mudos, hoje conhecido como INES.
Foi nesse ambiente que os sinais usados por pessoas surdas no Brasil passaram a conviver com a Língua de Sinais Francesa, dando origem, ao longo do tempo, à Libras que conhecemos hoje.
Mesmo tendo um papel decisivo na história da comunidade surda brasileira, Ernest Huet quase nunca é lembrado.

Em agosto de 1945, Tsutomu Yamaguchi viveu algo que parecia impossível.Ele sobreviveu à bomba atômica de Hiroshima. Com ...
24/08/2026

Em agosto de 1945, Tsutomu Yamaguchi viveu algo que parecia impossível.

Ele sobreviveu à bomba atômica de Hiroshima. Com queimaduras e os tímpanos lesionados, conseguiu voltar para sua cidade natal, Nagasaki.
Três dias depois, quando relatava o que havia visto aos colegas de trabalho, um novo clarão tomou conta do céu: a segunda bomba havia sido lançada.

Décadas depois, Yamaguchi transformou sua sobrevivência em uma missão. Em vez de guardar silêncio, tornou-se uma das vozes mais importantes do Japão contra as armas nucleares.
Em 2009, foi oficialmente reconhecido pelo governo japonês como sobrevivente das duas bombas atômicas.

Sua história nos faz lembrar que, mesmo após uma tragédia que matou mais de 200 mil pessoas, alguns sobreviventes dedicaram a vida para que aquilo nunca mais se repetisse.

Você já conhecia a história de Tsutomu Yamaguchi? Conte nos comentários e salve este post para não esquecer

23/08/2026

Em 1962, Mary de Aguiar Silva entrou para a história ao se tornar a primeira mulher negra a exercer a magistratura no Brasil.
Nascida em Salvador, em 1925, ela desafiou as barreiras de uma época em que poucas mulheres chegavam ao ensino superior. Formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia, construiu uma carreira de mais de três décadas no Judiciário baiano e deixou um legado que ultrapassou seu tempo.
Em 2018, recebeu a Medalha do Mérito Judiciário da Bahia. Anos depois, seu nome passou a batizar os Prêmios Mary de Aguiar Silva, criados pelo Conselho Nacional de Justiça para reconhecer magistradas nas áreas de Direitos Humanos e Direitos Sociais.
Histórias como a dela mostram que alguns caminhos só existem porque alguém teve coragem de abri-los primeiro.

22/08/2026

Após perder a visão e a audição ainda bebê, Helen Keller superou todas as expectativas e tornou-se a primeira pessoa surdocega conhecida a conquistar um diploma universitário.
Mas ela não parou, escreveu livros, deu palestras em dezenas de países e dedicou décadas à defesa dos direitos das pessoas com deficiência.
Também apoiou o voto feminino, os direitos dos trabalhadores e recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade em 1964.

Uma vida que começou em silêncio… e terminou mudando a história.

18/08/2026

Em 1678, uma mulher entrou para a história da Universidade de Pádua.

Elena Lucrezia Cornaro Piscopia queria ser doutora em Teologia, mas o título lhe foi negado por ser mulher. Ela acabou defendendo suas teses em Filosofia e se tornou a primeira mulher a receber um doutorado de uma universidade.

E havia uma dimensão pouco conhecida em sua vida: Elena era profundamente religiosa. Aos 19 anos, tornou-se oblata beneditina, uma leiga que se vincula espiritualmente a uma ordem religiosa, sem se tornar freira.

Morreu aos 38 anos, mas seu nome permaneceu ligado a um feito que, durante séculos, pareceu impossível para uma mulher.

Uma história de conhecimento, fé e uma barreira que ela atravessou sem sequer receber o título que originalmente desejava.

16/08/2026

Essa é a história da aviadora brasileira Da Rogato.
Em 1951, essa brasileira atravessou as três Américas sozinha, percorrendo mais de 51 mil quilômetros em um pequeno avião, numa época em que não existia GPS.
Ela chegou ao Círculo Polar Ártico, enfrentou os Andes e, em 1952, pousou em El Alto, na Bolívia, a mais de 4 mil metros de altitude.
Anos depois, encarou outro desafio: mais de 25 mil quilômetros de voo pelo Brasil, incluindo a Amazônia, usando recursos de navegação muito mais simples do que os que hoje consideramos indispensáveis.
E isso ainda não era tudo.
Ada realizou 105 saltos de paraquedas e também levou seu pequeno avião até a Terra do Fogo.
Uma mulher. Um avião minúsculo. Distâncias gigantescas.
E, mesmo assim, o nome Ada Rogato quase desapareceu da nossa memória.
É por histórias como essa que existe o Apagados da História.
Porque algumas das histórias mais incríveis não são as que mais conhecemos são justamente as que alguém esqueceu de contar.

13/08/2026

Albert Bruce Sabin (1906-1993) foi um pesquisador e virologista que desenvolveu a vacina oral contra a poliomielite, feita com vírus vivos atenuados, que podia ser administrada em gotas.

A poliomielite é uma doença viral altamente contagiosa. Entre os sintomas podem ocorrer febre, cansaço, dor de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço e dores nos membros.
Nos casos graves, o vírus pode atingir o sistema nervoso e causar paralisia irreversível, inclusive dos músculos responsáveis pela respiração, podendo levar à morte.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a poliomielite e foi fundamental para reduzir drasticamente a circulação do vírus no mundo.

Aquela pequena gota ajudou a mudar a história da medicina. Vacine-se e mantenha a vacinação das crianças em dia.
Cada criança protegida importa.

*Em 2024, o Brasil adotou a vacina injetável para a prevenção da poliomielite. A vacina é ofertada de forma gratuita no SUS

11/08/2026

As Bruxas da Noite foram um dos mais impressionantes grupos militares da Segunda Guerra Mundial.

Jovens, muitas com apenas 17 a 22 anos, elas integravam o 588º Regimento de Bombardeiros Noturnos, uma unidade totalmente feminina da União Soviética.

Pilotando os frágeis Polikarpov Po-2, aviões de madeira e lona, realizavam ataques noturnos contra posições, depósitos e instalações alemãs. Desligavam o motor próximo ao alvo e planavam em silêncio, deixando apenas o característico “sussurro” no céu antes de lançar as bombas.

Foram cerca de 24 mil missões de combate. 261 mulheres serviram na unidade, 32 morreram em serviço.
23 receberam o título de He***na da União Soviética, sendo elas: Raisa Aronova, Vera Belik, Marina Chechneva, Rufina Gasheva, Polina Gelman, Antonina Khudyakova, Larisa Rozanova, Tatiana Makarova, Natalya Meklin, Yevdokiya Nikulina, Yevdokiya Nosa, Zoya Parfenova, Yevdokiya Pasko, Nadezhda Popova, Nina Raspopova, Yevgeniya Rudneva, Yekaterina Ryabova, Olga Sanfirova, Irina Sebrova, Mariya Smirnova, Maguba Syrtlanova, Nina Ulyanenko e Yevgeniya Zhigulenko.

O que começou como um avião considerado ultrapassado acabou se transformando em uma das armas mais temidas da guerra noturna.

Elas eram as Bruxas da Noite e transformaram madeira e lona em uma lenda.



Você já conhecia as "Bruxas da noite"?

Endereço

João Pessoa, PB

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