PodSim - Adriane Boff

PodSim - Adriane Boff O PodSim é o primeiro Pod Cast da Serra Catarinense feito por uma mulher.
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11/05/2026
CHIP REVERSEQuando o portão não fecha. Adriane Boff🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨Vi o portão.Do lado de cá da rua, uma casa. Do lado de lá, ...
24/04/2026

CHIP REVERSE

Quando o portão não fecha.

Adriane Boff

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Vi o portão.

Do lado de cá da rua, uma casa. Do lado de lá, outra. Uma criança morava em frente. Tinha o costume de atravessar, de visitar. Brincava com as crianças da casa do Rottweiler. Era rotina. Até deixar de ser.

Nesse dia, o tutor do cão estava em viagem. Quem cuidava dos filhos dele era a avó. Foi ela quem abriu o portão. A criança entrou. O Rottweiler estava solto no pátio.

Minutos. Só minutos entre o portão aberto e o grito.

O pai da vítima correu. Os vizinhos correram. A rua inteira correu sem saber pra onde. "A gente escutou o grito da vizinha e a gente foi tentar socorrer, ver o que que era. A gente não sabia de verdade o que que era, né? E quando a gente chegou lá..."

Quando a gente chegou lá, a criança já estava ferida. Socorreram. Prestaram apoio.

Tutor em viagem não viaja a responsabilidade. Cão solto não é enfeite de pátio. Avó que abre portão assume o que entra e o que ataca. Criança que visita não assina termo de risco.

Guardei o jaleco. Não guardei o protocolo: portão aberto com cachorro de grande porte solto é ocorrência anunciada. Não é fatalidade. É escolha.

Portão aberto é decisão. Portão fechado é proteção. Entre um e outro, cabe o susto que uma família inteira vai carregar.

Hoje Chapecó tem um endereço com marca de dente e de descuido. E tem um portão que, se fosse lei, só abria com responsabilidade do lado de dentro.

A criança não sobreviveu. O alerta f**a.

CHIP REVERSE Cesta de compras, crime no fundo.Adriane Boff, enfermeira – Lages🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨Fila de caixa. Supermercado che...
24/04/2026

CHIP REVERSE

Cesta de compras, crime no fundo.
Adriane Boff, enfermeira – Lages

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Fila de caixa. Supermercado cheio. Uma mulher espera para passar as compras. Atrás dela, um homem de setenta anos. Na mão, uma cestinha. Dentro da cestinha, um celular.

Ele abaixa a cestinha. Levanta a cestinha. Aproxima da saia dela. Repete. Achou que ninguém via. Ela viu.

Chamou a PM. A PM foi. Pediu o celular. Achou a vítima filmada ali, naquela mesma fila. Achou outras. Mesmo dia, mesmo modo, mesma cestinha.

Registro não autorizado de intimidade sexual. Nome técnico. Nome real: covardia com bateria carregada. Dá de seis meses a um ano de detenção, mais multa. Aumenta se divulgar, se compartilhar.

Ele foi pra delegacia. Vai responder. É crime. É parecido com importunação sexual. E não, não é "coisa de velho". É crime de gente grande que nunca cresceu.

Ouvi a delegada Eliane Chaves. Ela explica pra não deixar dúvida: importunação é pra denunciar na hora. Mulher não tem que medir roupa, tem que medir respeito.

Guardei o jaleco. Não guardei a paciência com cestinha de tarado. Fila de caixa é pra pagar arroz, não pra ser vitrine de criminoso.

Em Criciúma hoje, o preço mais caro não estava na prateleira. Estava no bolso de um homem de setenta anos que achou que impunidade cabe numa cestinha de compras.

23/04/2026

CHIP REVERSE

*MANCHETE COMPLETA: GAECO DEFLAGRA OPERAÇÃO "TERRA PROMETIDA" EM LAGES NA MANHÃ DESTA QUINTA-FEIRA (23/04/2026) E CUMPRE MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO PARA INVESTIGAR SUSPEITA DE CORRUPÇÃO EM DESAPROPRIAÇÃO DE TERRENO DE R$ 2,8 MILHÕES VIZINHO AO PRESÍDIO MASCULINO, VISANDO AMPLIAÇÃO DA UNIDADE; AÇÃO É DESDOBRAMENTO DA OPERAÇÃO CARNE FRACA DE 2025 QUE PRENDEU EX-DIRETOR DO PRESÍDIO, APÓS DIÁLOGOS IDENTIFICADOS ENTRE ELE E PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL SUGERIREM ACELERAÇÃO DO PAGAMENTO DA INDENIZAÇÃO EM TROCA DE VANTAGEM INDEVIDA COM PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA NO VALOR; POLÍCIA APREENDE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS E DOCUMENTOS PARA PERÍCIA.

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Terra Prometida não se paga em propina*

Adriane Boff – Lages, 23 de abril de 2026

Hoje ainda é 23 de abril. Dia de Tiradentes ( lembra do que te falei ),Lages amanheceu com geada no campo e operação na cidade.

O GAECO bateu à porta antes do primeiro mate. Operação Terra Prometida. Nome de Bíblia pra tratar de chão, muro e dinheiro público. Cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Tudo aqui em Lages, nesta manhã.

O caso: suspeita de corrupção na desapropriação de um terreno vizinho ao Presídio Masculino de Lages. A área serviria para ampliar a unidade. E serviu de atalho para a investigação.

Anota os números, que número não mente: R$ 2.800.000,00. Esse é o valor da indenização avaliada para o terreno.

Isto é desdobramento. A Operação Carne Fraca, deflagrada no ano passado, prendeu o então diretor do presídio. Foi naquela investigação que apareceram os diálogos. De um lado, o diretor. Do outro, o proprietário do terreno. As conversas, segundo as autoridades, sugeriam acelerar o pagamento da indenização. Em troca, havia promessa de vantagem indevida: uma participação financeira sobre o montante que o dono receberia do Estado.

Hoje o GAECO recolheu equipamentos eletrônicos e documentos. Vai tudo pra perícia. Celular conta história que boca tenta esconder.

Procurei a Secretaria de Justiça e Reintegração Social, que responde pelos presídios em Santa Catarina. Entrei em contato agora há pouco. Ainda não se manifestaram. Disseram que a posição deve sair nas próximas horas.

Enquanto isso, a cidade respira e desconfia. Porque em Lages a gente sabe: quando terra é prometida, tem que ver quem assina embaixo. E quanto custa a caneta.

Hoje ainda é 23 de abril. Tiradentes morreu pela república. Morreu porque o imposto pesava e o ouro sumia. Duzentos e trinta e quatro anos depois, a corda mudou de forma. Agora ela é feita de diálogo gravado, propina combinada e indenização apressada.

Guardei o jaleco por hora. Não guardei a obrigação de anotar. Enfermeira anota tudo: hora da medicação, hora da morte, hora em que a cidade é operada sem anestesia.

Seguimos acompanhando os desdobramentos desta operação deflagrada na manhã de hoje, aqui em Lages. Volto ao estúdio com vocês.

22/04/2026

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22/04/2026

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CHIP REVERSE🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨A cruz que sangrava luzPor Adriane BoffJá não é mais 21 de abril. É 22 de abril de 2026. O dia v...
22/04/2026

CHIP REVERSE

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A cruz que sangrava luz

Por Adriane Boff

Já não é mais 21 de abril. É 22 de abril de 2026. O dia virou, mas Lages não.

Existe uma geografia da impunidade. Em Lages, ela tem endereço: o alto do Morro da Cruz. De lá, a cruz ilumina a cidade. De lá, a capela vigia os telhados. De lá, durante anos, desceu um fio invisível que sugava a energia da casa de um homem que só queria o direito ao sossego.

Ele não é herói. É só um morador. Tinha uma chácara para o lazer, para plantar um pé de fruta, para fugir. Mas a fuga é um privilégio que a oligarquia lageana não concede. A conta de luz chegou. E doía. Doía porque era uma dor roubada, uma dor que não era dele.

Ele foi até a Prefeitura. Fez o que os manuais de cidadania mandam fazer. Bateu na porta. A porta não abriu. O silêncio também é uma forma de governo. É a mais antiga delas.

Então ele fez o que o Estado não fez: chamou um eletricista. Com dinheiro próprio, pagou para cortar o próprio furto. Naquela noite, a cruz se apagou. Pela primeira vez, talvez, ela foi honesta. Porque não existe fé sustentada por “gato”. O que existe é teatro.

A perícia veio depois para atestar o óbvio. A Justiça condenou o município a pagar R$ 10 mil por danos morais e R$ 1.432,00 por danos materiais. É o preço da luz. Mas não é o preço da vergonha. Essa continua sem cotação.

A nota da atual gestão é um espelho: “foi na gestão passada”, “estamos acompanhando”. É a frase que atravessa décadas em Lages como uma herança genética. Muda o sobrenome na placa da porta, mas o DNA do poder permanece. É o reino oligárquico, esse corpo que não morre, só troca de pele.

O Ministério Público virou UTI. Para lá vão todos os casos terminais de ética. O “gato” do Morro da Cruz é só mais um tubo enfiado na traqueia de uma cidade que não consegue respirar sem aparelho.

Eu, Adriane Boff, enfermeira, conheço os sinais. Quando a cruz brilha e a casa apaga, alguém está sangrando. Quando a capela reza e o morador paga, alguém está roubando Deus.

Hoje é 22 de abril. Amanhã será 23. E depois, 24. O calendário anda. Lages, não. Lages gira em torno do próprio umbigo, iluminada por uma energia que não lhe pertence.

O castigo não é a indenização. O castigo é acordar todo dia e descobrir que o milagre era furto. Que o ponto turístico era cena de crime. Que a luz que guia é a mesma que cega.

No Morro da Cruz, a cruz voltou a acender. Não sei com a energia de quem. Só sei que, em algum lugar, tem um homem que agora dorme com a luz apagada. E, pela primeira vez, em paz.

CHIP REVERSEA enfermeira  Adriane  Boff afirma que maus tratos nos presídios existem. Ela salienta que não está defenden...
21/04/2026

CHIP REVERSE

A enfermeira Adriane Boff afirma que maus tratos nos presídios existem. Ela salienta que não está defendendo criminosos. O que defende é uma privação de liberdade sustentável, de modo que o preso, ao retornar ao convívio social, esteja plenamente apto à convivência, livre de traumas que possam ser expressos de forma violenta e repetitiva na sociedade.

Segundo Adriane, os atores da segurança pública, sendo Estado, apenado e cidadão comum com seu direito de ir e vir, precisam entender que o encarceramento por si só já é punitivo. Dentro da unidade, o detento precisa se aprimorar em desenvolvimento humano, espiritual, profissional e social, mesmo com direitos impossibilitados de serem usufruídos em liberdade plena. Perde-se a liberdade, mas não se perde a dignidade.

Para ela, o modelo não pode ser apenas assistencial e cumprir normativas básicas e urgentes. É preciso pensar em futuro. A cidade de Lages terá um presídio com setecentos presidiários em breve, o que causará impacto no fenômeno da violência que as pessoas ainda não dimensionaram. Se cada detento for maltratado e não tiver como rever condutas e tomar novas decisões sobre convívio social, será a sociedade que absorverá esse impacto diretamente de forma negativa.

Adriane argumenta que o sistema não pode se resumir a hospedagem e encarceramento. Precisa ter funcionalidade e interessar a todos, não só a quem paga e recebe dentro das questões financeiras da segurança pública. Esse modelo tem que valer a pena principalmente para a sociedade, que além da sensação de segurança, precisa da garantia de que o homem, ao receber a liberdade, estará apto para conviver de maneira adequada sem oferecer risco.

Ela conclui que se houver tortura sistemática ou eventual, um caso apenas já é suficiente, porque o efeito é subjetivo. O dano impacta segurança pública, saúde pública e assistência pública. São problemas que demoram para ser resolvidos e que provavelmente levarão o detento a reincidir.

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As grades e o espelho

A enfermeira Adriane Boff não levantou a voz. Não precisava. Falava como quem já viu o depois. E o depois assusta mais que o agora.

Ela começou dizendo o óbvio que dói: maus tratos nos presídios existem. Parou um segundo, como quem espera o incômodo se acomodar na sala. Depois veio o corte: não estou defendendo criminoso. Estou defendendo futuro.

Para Adriane, a cadeia já é o castigo. O cadeado no portão, o nome trocado por número, o dia marcado por sirene. Tirar a liberdade é punir. Tirar a dignidade é multiplicar a dívida.

Ela desenha com palavras o que Lages vai receber em breve: setecentos homens num presídio novo. Setecentas histórias trancadas juntas. Setecentas contas que, cedo ou tarde, voltam para a rua. Se cada um deles for devolvido com mais raiva do que entrou, quem paga a segunda fatura somos nós, no ponto de ônibus, na esquina, na porta da escola.

Não é sobre hotel, ela diz. É sobre oficina. Oficina de gente. Lá dentro, o tempo tem que servir para costurar o humano, o espiritual, o profissional, o social. Mesmo sem chave na mão, o detento precisa sair com alguma coisa no bolso que não seja só o endereço da próxima cela.

Adriane fala de funcionalidade. Palavra fria para uma coisa quente: o sistema tem que funcionar para a cidade, não só para a planilha de gastos. Porque segurança não é só trancar. É garantir que, quando a tranca abrir, o homem que sai saiba atravessar a rua sem atropelar ninguém.

Ela lembra que tortura, sendo sistemática ou um caso só, deixa marca que não aparece no raio X. Aparece no jornal de amanhã, no boletim de ocorrência, na fila do posto de saúde. Um dano que escorre para a segurança, para a saúde, para a assistência. Um ciclo que se alimenta do próprio silêncio.

No fim, Adriane não pediu aplauso. Pediu conta. Pediu que a gente faça as pazes com uma ideia simples: cadeia não é depósito. É espelho. O que a gente enfia lá dentro, volta refletido na calçada.

E se a imagem que voltar for pior do que a que entrou, não adianta reclamar do reflexo.

Dois homens foram agredidos por moradores na região da Barra da Lagoa, em Florianópolis, após relatos de uma tentativa d...
26/03/2026

Dois homens foram agredidos por moradores na região da Barra da Lagoa, em Florianópolis, após relatos de uma tentativa de sequestro de crianças, em ocorrência registrada por volta de 22 de março de 2026.

Reação da População: A população local reagiu contra os supostos suspeitos de sequestro, resultando em agressões físicas antes da chegada das autoridades.
Investigação Policial: A Polícia Civil de Santa Catarina foi acionada para investigar o caso.
Contexto de Violência: Relatos de redes sociais indicam uma tensão na área com denúncias sobre outros possíveis sequestros na região.

Atenção: As informações são baseadas em relatórios preliminares de 23-24 de março de 2026, com os agressores sendo descritos por populares como suspeitos de sequestro na área da Barra da Lagoa, próximo à Lagoa da Conceição.

Por Enf Adriane Boff

Endereço

Vila Marisa
Lages, SC
88524600

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