12/06/2026
A Go Up Entertainment, produtora do Dark Horse, filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que gastou US$ 9,6 milhões nos Estados Unidos, o equivalente a R$ 54,2 milhões, para a produção do longa-metragem.
Além dos R$ 54,2 milhões declarados, a produtora diz em perícia que desembolsou R$ 20,9 milhões no Brasil, totalizando R$ 75 milhões. A titulo de comparação, o filme brasileiro “O Agente Secreto”, que concorreu ao Oscar, teve o custo total estimado em R$ 28 milhões.
Gravado no Brasil, o filme contou com atores americanos, como Jim Caviezel, que representou Bolsonaro. Dois estadunidenses também estão entre os roteiristas de Dark Horse – Cyrus Nowraseth e Mark Nowrasteh.
Os cineastas, que são pai e filho, trabalharam com o deputado federal Mario Frias (PL-SP) na elaboração do roteiro do filme. O parlamentar também atua como produtor executivo da película.
Os valores gastos nos Estados Unidos constam em perícia anexada pela Go Up a um processo em que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence à mesma dona da produtora de Dark Horse, é investigado por suspeita de desviar dinheiro de um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para financiar o filme. A empresária Karina Ferreira da Gama é a responsável pela produtora e pelo instituto.
A reportagem entrou em contato com a produtora, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.
Conforme revelado pelo Metrópoles, a Go Up declarou na perícia que a cinebiografia de Bolsonaro custou US$ 13,3 milhões, o equivalente a pouco mais de R$ 75 milhões.
Na declaração de gastos, a produtora informou que o orçamento inicial aprovado era US$ 16 milhões (R$ 89,7 milhões). O valor é R$ 44,8 milhões menor do que a quantia (R$ 134 milhões) que teria sido negociada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, em 2025, conforme revelado pelo site The Intercept Brasil.
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