05/12/2025
Delegado Charles de Oiapoque é alvo em ação da PF por ouro ilegal
A Polícia Federal deflagrou uma operação contra um esquema de contrabando de ouro e lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 4,5 milhões em joalherias no Amapá, levando ao afastamento do delegado Charles Corrêa e do agente Daniel Lima das Neves, ambos da Polícia Civil, suspeitos de envolvimento na rede criminosa.
A investigação aponta que o grupo atuava há pelo menos dois anos, extraindo ouro ilegalmente em áreas de difícil acesso no Amapá. O metal era transportado clandestinamente e posteriormente “esquentado” por meio de empresas do ramo, que emitiam notas fiscais frias para dar aparência legal ao produto. Segundo a PF, o esquema envolvia forte articulação entre garimpeiros, atravessadores e comerciantes.
Para ocultar a origem do ouro, a organização também recorria a depósitos bancários fracionados e ao uso de empresas de fachada, que serviam para mascarar a movimentação financeira. As operações do grupo teriam resultado em cerca de R$ 4,5 milhões em circulação no mercado de joias.
Entre os alvos está o delegado Charles Corrêa, lotado em Oiapoque. A PF não detalhou qual teria sido sua participação no esquema, mas solicitou à Justiça o seu afastamento, medida também estendida ao agente Daniel Lima das Neves, que atuava diretamente com o delegado. O objetivo é impedir que ambos interfiram no andamento das apurações.
Mandados de busca e outras medidas judiciais foram cumpridos para ampliar a identificação dos envolvidos. A investigação, conduzida sob sigilo, segue em andamento.