15/04/2026
Empresa de Zona Azul contesta rescisão de contrato em Mairinque: 'Surpreendidos'
Concessionária afirma que rompimento foi unilateral e sem critério técnico; prefeitura alega falhas no serviço e inúmeras reclamações de moradores.
A concessionária responsável pelo sistema de estacionamento rotativo em Mairinque (SP), a Zona Azul, contestou nesta terça-feira (14) a decisão da prefeitura de rescindir o contrato de prestação de serviços. Em entrevista à TVM, os diretores da empresa, Tulio e Circeli, afirmaram que o rompimento ocorreu de forma unilateral e sem a apresentação de motivos técnicos claros.
De acordo com o diretor Circeli, a empresa possui um atestado de capacidade técnica fornecido pela própria prefeitura em novembro de 2024. "Fomos surpreendidos com essa rescisão unilateral e sem nenhum critério técnico específico para romper o contrato. A empresa vem cumprindo tudo o que é solicitado no edital", afirmou.
Além do imbróglio contratual, a direção denunciou um episódio ocorrido durante a fiscalização no centro da cidade. Segundo a empresa, uma colaboradora que operava o veículo de fiscalização foi abordada pela Guarda Civil Municipal (GCM), com apoio de diversas viaturas e a presença do subsecretário adjunto de Segurança Pública.
"A prefeitura fez a rescisão abordando nosso veículo na rua, agredindo verbalmente a nossa funcionária e autuando o veículo. Somos adultos, não somos bandidos", desabafou o diretor.
A empresa alega que a ação causou um constrangimento desnecessário à trabalhadora e que o veículo da concessionária chegou a ser multado na ocasião.
A concessionária aponta que um dos problemas enfrentados é a falta de efetividade na aplicação de multas por parte da administração municipal. Segundo a empresa, muitos usuários utilizam a Zona Azul sem pagar o ticket, mas a prefeitura não realiza a autuação necessária.
"O que a empresa percebe é que não está sendo feita a quantidade de multas que deveriam. A prefeitura deveria ter respondido às nossas contranotificações antes de realizar a rescisão", explicou Circeli.
A direção também afirmou que ofereceu um sistema de identificação de veículos furtados ou roubados à gestão pública, mas que não houve interesse por parte da prefeitura.
A Prefeitura de Mairinque oficializou a extinção do contrato por meio do Decreto nº 7.530, em 9 de abril de 2026. Em nota, a administração municipal informou que a decisão foi tomada após inúmeras reclamações da população e apontou má prestação dos serviços, visando garantir "mais eficiência e transparência" na mobilidade urbana.
A Secretaria de Segurança Pública foi procurada para comentar a abordagem ao veículo da empresa, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem.
Da redação.