09/04/2026
Trabalhar com o público exige paciência, mas trabalhar com a saúde de crianças exige, acima de tudo, humanidade. O Blog da Raquel Lima recebeu uma denúncia grave e revoltante vinda de uma família que luta semanalmente pelo tratamento de uma criança autista em João Pessoa.
O relato do descaso:
Imagine acordar às 3h da manhã, sair de casa às 5h e só conseguir retornar às 14h, enfrentando estradas e cansaço. Esse é o dia a dia de uma tia que, após a perda da mãe da criança, assumiu a missão de garantir suas terapias. No entanto, o obstáculo mais difícil não tem sido a distância, mas o atendimento na Secretaria de Saúde.
Segundo relatos e vídeos enviados à nossa redação, o diretor de transportes, conhecido como Dinho, teria bloqueado o contato da mãe do Autista no WhatsApp. Sem canal de comunicação, a família precisa recorrer a terceiros para tentar agendar o veículo. Ao ser questionado sobre o bloqueio, a resposta do servidor teria sido carregada de arrogância:
“O celular é meu e eu bloqueio quem eu quiser. Fale para quem você quiser, fale para o prefeito”.
Tudo isso aconteceu dentro da Secretaria de Saúde de Mamanguape.
O cargo público existe para servir ao cidadão, não para ser usado como ferramenta de perseguição ou “escolha” de quem será atendido. Bloquear uma mãe ou cuidadora que depende do serviço para o tratamento de uma criança autista é, no mínimo, uma violação ética e um desrespeito à Lei de Inclusão.
O espaço deste Blog está aberto para que a Prefeitura de Mamanguape, Secretaria de Saúde é o funcionário se posicionem.
PrefeituraDeMamanguape