21/02/2026
Beijei uma mina no bloco, nada demais. Música alta, suor, glitter, aquela energia de “a vida é agora”. Ela segurou minha mão o tempo todo, me puxando pra perto do trio, entre a multidão.
No dia seguinte acordei com a mão estranha.
Cheia de bolinhas vermelhas. Inchadas. Ardendo.
Primeiro pensei: alergia.
Depois pensei: picada.
Mas começou a doer diferente… não era só coceira. Era como se tivesse pulsando.
Esperei dois dias. Piorou.
Fui no médico.
Ele olhou, apertou de leve e perguntou:
— Você teve contato intenso com alguém recentemente?
Respirei fundo.
— Era Carnaval, doutor…
Ele fez um exame rápido e falou sério:
Isso é uma infecção de contato. Provavelmente alguma bactéria entrou por microlesões na pele. Com calor, suor e fricção… facilita muito.
Meu estômago caiu.
Infecção.
Eu saí do consultório lembrando da mão dela na minha. Do quanto a gente suou. Do quanto a gente riu. E de como, no meio da festa, ninguém pensa nas consequências.
Era descuido.
Comecei o antibiótico no mesmo dia. As bolinhas foram secando devagar, deixando só uma leve marca — quase como lembrança.
E eu aprendi duas coisas:
Carnaval é intenso.
Mas bactéria também é.
E algumas histórias a gente leva pra memória.
Outras… a gente leva pra farmácia.
Pra quem não sabe, a infecção é essa daqui ⤵️
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