03/03/2026
OBRA HISTÓRICA DE ELISEU VISCONTI VOLTA A SER EXIBIDA NO THEATRO MUNICIPAL APÓS CINCO ANOS
Um dos maiores patrimônios artísticos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro voltará a ser apresentado ao público depois de cinco anos fora de exibição. O imponente pano de boca “A Influência das Artes sobre a Civilização”, pintado pelo artista ítalo-brasileiro Eliseu Visconti, poderá ser visto de perto em uma visita guiada especial marcada para segunda-feira (02/03), às 11h. São apenas 40 vagas disponíveis.
Para quem não está familiarizado com o termo, o “pano de boca” é a grande tela que cobre a boca de cena antes do início de um espetáculo — o primeiro impacto visual do público ao entrar no teatro.
A obra permaneceu fora de circulação durante os últimos cinco anos devido às obras de manutenção no sistema de varas elétricas do teatro. Agora, retorna em uma experiência exclusiva conduzida pela equipe educativa e pelo Centro de Documentação da Fundação Theatro Municipal. A visita terá duração aproximada de uma hora e meia e apresentará bastidores, detalhes técnicos e curiosidades sobre o processo de criação e preservação.
Com impressionantes 12 metros por 12 metros, a pintura reúne cerca de 300 figuras e retratos. Visconti iniciou o trabalho em 1906, em seu ateliê em Paris. Dois anos depois, a tela chegou ao Rio de Janeiro, antes mesmo da inauguração oficial do teatro, em 1909.
Em entrevista concedida em 1935, o artista descreveu a criação da obra como “a maior emoção da minha vida de artista”.
O convite para o trabalho surgiu em 1905, quando o arquiteto Francisco de Oliveira Passos solicitou que Visconti apresentasse propostas para a decoração do novo teatro. O pintor aceitou prontamente, realizando o sonho de participar da construção artística de um dos mais importantes edifícios culturais do país.
Os ingressos para a visita custam R$ 30 e começam a ser vendidos nesta sexta-feira (27/02), às 16h, pela plataforma Fever. Inicialmente, a exibição será restrita às visitas guiadas, mas há possibilidade de ampliação no futuro.
Mais de um século após sua criação, a obra segue como um símbolo da ambição cultural do Rio de Janeiro no início do século XX. 📸 Danielle Dias