13/08/2026
Uma declaração do neuropediatra José Salomão Schwartzman durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 6 de abril de 2026, provocou forte repercussão e alimentou um debate delicado sobre o crescimento dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Ao abordar o tema, Schwartzman questionou a forma como determinadas características comportamentais vêm sendo interpretadas e levantou a possibilidade de haver diagnósticos equivocados. Entre as declarações que mais chamaram atenção está a referência à possibilidade de profissionais confundirem “gente esquisita” com pessoas autistas.
Segundo o neuropediatra, características como introversão, interesses muito específicos e hiperfoco, quando analisadas isoladamente, precisam ser diferenciadas dos critérios clínicos necessários para um diagnóstico de TEA.
Schwartzman também colocou em discussão outro ponto sensível: se a crescente procura por laudos e o acesso a direitos e benefícios associados ao diagnóstico poderiam estar contribuindo para o aumento da demanda por avaliações.
As declarações repercutiram nas redes sociais e dividiram opiniões, especialmente por envolverem um tema que exige avaliação clínica criteriosa e individualizada. O debate também chama atenção para a importância de distinguir traços de personalidade e comportamentos particulares dos critérios utilizados por profissionais habilitados para diagnosticar o Transtorno do Espectro Autista.