17/07/2026
A burra estava tirando o mato do pátio de sua casa. O sol era forte, o trabalho era pesado, mas, mesmo cansada, ela continuava. Enquanto isso, o boi estava deitado na rede, apenas observando.
— Jogue veneno nisso, senhora burra. Apenas tirar o mato não resolve. Na minha casa, eu jogo veneno em tudo.
A burra não respondeu. Não tinha veneno nem pulverizador, mas tinha vontade de fazer as coisas e continuou tirando o mato sozinha. E o boi não levantou nem uma enxada para ajudar.
No dia seguinte, a burra estava ralando milho para fazer creme de milho para a festa do povoado. Era lento, trabalhoso, mas era o que ela podia fazer.
O boi apareceu de novo, apenas para falar:
— Compre um ralador automático, senhora burra. Na minha casa, eu comprei um. Facilita muito. Ralar à mão é coisa do passado.
A burra continuou em silêncio. Não tinha ralador automático, então fez tudo com as próprias mãos. E o boi, mais uma vez, apenas ficou olhando, sem ajudar.
Chegou o dia da festa do povoado. A burra apareceu com o seu creme de milho em um recipiente simples, mas cheio da dedicação de quem tentou fazer o melhor.
O boi olhou e criticou de novo:
— Que recipiente tão feio, senhora burra. Se tivesse me avisado, eu tinha uns potes em casa, bons para ocasiões especiais.
Mas não falou isso antes. Não trouxe os potes depois. Não ajudou em nada. Apenas criticou, como sempre.
E na vida também é assim. Há gente que sempre diz que tem o melhor, que sabe fazer melhor, que faria diferente, mas não move nem um dedo para ajudar. Apenas aparece para criticar ou para dizer que aquilo que você fez nunca é bom o suficiente.
E a lição que f**a é: quem apenas critica não constrói nada, mas quem faz com o que tem sempre chega mais longe.
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