Expresso Ourinhos

Expresso Ourinhos DIÁRIO DE NOTICIAS DE OURINHOS

Exame de sangue associado à IA abre caminho para diagnóstico precoce da hanseníasePesquisadores da USP analisaram uma mo...
13/04/2026

Exame de sangue associado à IA abre caminho para diagnóstico precoce da hanseníase
Pesquisadores da USP analisaram uma molécula capaz de identificar novos casos da doença antes do surgimento de lesões mais graves

Um exame de sangue, combinado a um questionário padrão e a uma ferramenta de inteligência artificial, pode ajudar a mudar a forma como a hanseníase é diagnosticada no Brasil. A estratégia foi testada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) a partir de amostras de sangue coletadas durante um inquérito populacional de Covid-19 e mostrou potencial para identificar a doença mais precocemente, em fases iniciais, quando os sintomas ainda são sutis e os exames laboratoriais tradicionais costumam falhar.

O novo método diagnóstico foi avaliado em um estudo conduzido por pesquisadores do Departamento de Clínica Médica, Bioquímica, Imunologia e Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), com apoio da Fapesp. Coordenado pelo pesquisador Marco Andrey Frade, o trabalho foi publicado na revista BMC Infectious Diseases.

“A hanseníase é uma doença milenar, mas ainda enfrenta desafios típicos de problemas de saúde pouco priorizados. Ainda faltam tecnologias laboratoriais sensíveis para o diagnóstico precoce e muitos profissionais de saúde não estão devidamente preparados para reconhecer as formas iniciais da doença”, explica o biomédico Filipe Lima, um dos autores do estudo. Além disso, o tratamento padrão utilizado atualmente é basicamente o mesmo há mais de quatro décadas, o que contribui para casos de falha terapêutica e resistência bacteriana.

Foi justamente para enfrentar esse gargalo que os pesquisadores seguiram em busca de identificar novos biomarcadores e te**es para diagnóstico precoce. Para isso, eles aproveitaram amostras de sangue coletadas durante um inquérito sorológico realizado durante a pandemia de Covid-19 em Ribeirão Preto. A ideia foi usar esse material já existente para identificar possíveis pessoas expostas ao bacilo da hanseníase e, dessa forma, detectar novos casos de forma mais precoce.
Triagem

O estudo combinou duas ferramentas de triagem. A primeira foi a aplicação de um questionário clínico de suspeição de hanseníase, chamado QSH, que é composto por 14 questões focadas principalmente em sinais e sintomas neurológicos. Esse questionário foi aprimorado com um sistema de inteligência artificial chamado MaLeSQs.

A segunda ferramenta usada pelos pesquisadores foi realizar um exame de sangue que detecta a presença de anticorpos contra o antígeno Mce1A, uma proteína-chave do Mycobacterium leprae, que facilita a invasão e sobrevivência da bactéria nas células humanas. Atualmente, o antígeno utilizado nos exames de sangue é o PGL-I, uma molécula que também facilita a entrada da bactéria no nervo. O método convencional é menos sensível tecnicamente.

“Diferentemente do teste tradicional [anti-PGL-I], que avalia a presença de apenas um tipo de anticorpo, o novo exame [anti-Mce1A] analisa três classes diferentes de anticorpos [IgA, IgM e IgG], o que amplia a sensibilidade e ajuda a diferenciar exposição ao bacilo, infecção ativa e contato prévio”, explica Lima. Segundo o pesquisador, o teste tradicional só costuma positivar nas formas mais graves da doença, quando o bacilo já proliferou e as lesões já existem. “O Mce1A permite identificar o contato com o bacilo e a doença ativa de forma muito mais precoce”, explica.
Convite, questionário e exame

Para chegar aos resultados, os pesquisadores convidaram as cerca de 700 pessoas incluídas no inquérito populacional sobre COVID-19 a integrar o estudo sobre hanseníase. Ao todo, 224 aceitaram participar e responderam ao questionário digital e 195 tiveram amostras de sangue analisadas. Todas foram convidadas a passar por uma avaliação clínica presencial com médicos especialistas, etapa fundamental para a confirmação diagnóstica.

Dessas, 37 compareceram à consulta presencial. Ao cruzar os dados do questionário, exame e avaliação clínica, o resultado chamou a atenção: 12 novos casos de hanseníase foram diagnosticados, o equivalente a cerca de um terço dos indivíduos avaliados. “São pessoas que não tinham sintomas evidentes, não suspeitavam que estavam doentes e foram diagnosticadas graças ao projeto”, destaca Lima.

Segundo o pesquisador, entre os exames laboratoriais, o anticorpo IgM contra o antígeno Mce1A apresentou o melhor desempenho, identificando dois terços dos novos casos confirmados. Quando os pesquisadores combinaram a análise laboratorial com a ferramenta de inteligência artificial, o método atingiu 100% de sensibilidade, ou seja, conseguiu sinalizar todos os casos suspeitos de hanseníase, confirmados na consulta presencial.

“O exame de sangue, por si só, não confirma o diagnóstico de hanseníase, mas é uma ferramenta importante para indicar quem realmente precisa ser avaliado por um especialista”, explica o pesquisador. Segundo Lima, o teste pode fortalecer a triagem diagnóstica na rede pública de saúde e, em termos de custo, a diferença em relação aos exames já utilizados é mínima. “Do ponto de vista laboratorial, são técnicas muito semelhantes, de baixo custo e fácil execução. Qualquer laboratório de análises clínicas tem capacidade técnica para realizá-las. Na prática, o que muda é apenas a molécula analisada.”

Além do diagnóstico precoce da hanseníase, o estudo também usou um mapa de georreferenciamento e analisou a distribuição espacial dos casos identificados. O mapeamento revelou um padrão difuso de exposição ao bacilo. “Isso pode ser justificado porque a gente não conseguiu avaliar clinicamente todos os participantes. Mas o nosso resultado mostra que a hanseníase está distribuída aleatoriamente na cidade, não existe uma região específica com maior concentração. Hoje vemos a doença diagnosticada em pacientes de diferentes perfis socioeconômicos”, afirma Lima.
Problema de saúde pública

A hanseníase é uma doença infecciosa que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo provocar manchas claras ou avermelhadas, perda de sensibilidade e fraqueza muscular. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 200 mil novos casos são registrados anualmente, sobretudo em países de renda média e baixa.

O Brasil ocupa a segunda posição global em número de casos, atrás apenas da Índia, e concentra cerca de 90% das notificações das Américas. Entre os sintomas mais comuns estão formigamento, câimbras, dormência e áreas da pele com sensibilidade reduzida. Nessa fase inicial, os exames laboratoriais mais utilizados, como a baciloscopia – que tenta identificar diretamente a bactéria na pele –, costumam dar negativo porque a carga bacteriana ainda é muito baixa. “Mais de 60% dos nossos pacientes podem ter exames negativos, mesmo estando doentes”, diz Lima.

O tratamento envolve uso de antibióticos por períodos de seis meses a um ano, a depender do estágio da doença, que atualmente é classificada como uma doença determinada socialmente (DDS), termo que vem substituindo a expressão “doença negligenciada” no Brasil.

O próximo passo é avançar na validação dessas ferramentas para uso em larga escala, com o objetivo de incorporá-las ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à atenção básica. Paralelamente, o pesquisador trabalha em uma nova etapa do projeto voltada a aumentar a especificidade do marcador Mce1A. “Hoje, o exame utiliza a proteína inteira da bactéria. Agora estamos estudando pequenas partes dessa mesma proteína para avaliar se é possível desenvolver um teste ainda mais sensível e com maior acurácia”, conclui.

Governo de SP vai pagar R$ 391,8 milhões em bônus da educação na Capital e Região MetropolitanaValor é o dobro do pago n...
13/04/2026

Governo de SP vai pagar R$ 391,8 milhões em bônus da educação na Capital e Região Metropolitana
Valor é o dobro do pago no ano passado; em todo o estado, 188 mil servidores recebem até abril, valores da nova parcela serão pagos em setembro e profissionais podem receber novamente

O Governo de São Paulo vai pagar, neste ano, o maior bônus da educação da última década e dobrar o valor destinado aos profissionais da rede estadual. O primeiro pagamento contempla mais de 188 mil servidores que atingiram as metas no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). Previsto para o fim de abril, o repasse soma quase R$ 1 bilhão. Na capital e na RMSP, o valor do bônus chegará a R$ 391,8 milhões e 82,4 mil profissionais atingiram as metas da avaliação estadual.

O valor representa o dobro do registrado em 2025, quando foram pagos R$ 544 milhões. A primeira parcela considera exclusivamente os resultados do Saresp e inclui profissionais de todas as disciplinas, além de gestores e equipes de apoio das escolas que atingiram as metas estabelecidas.

Além do volume recorde de recursos, a política de valorização por desempenho também avança. Pela primeira vez, o pagamento será feito com base em duas avaliações de larga escala, o que vai possibilitar profissionais serem duplamente bonificados.

A segunda parcela, prevista para setembro, levará em conta os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025, aplicado pelo governo federal, e será destinada a professores de língua portuguesa e matemática dos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, além de equipes gestoras das escolas que cumprirem as metas estipuladas pela Seduc-SP. As médias da rede estadual de São Paulo devem ser divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em agosto.
Saresp histórico

A marca de R$ 1 bilhão em bônus é resultado direto das notas da última prova do Saresp. Em 2025, a rede estadual de ensino paulista alcançou a melhor média da série histórica em matemática no Ensino Fundamental com avanço em todos os anos. Na análise de todas as disciplinas avaliadas no sistema, a evolução das notas dos anos finais do Ensino Fundamental foi de 16,5% em comparação a 2024.

“Os resultados, como disse na época da divulgação do Saresp, consolidam a recuperação da aprendizagem pós-pandemia e reforçam a estratégia estruturada da gestão atual. O bônus é, portanto, a nossa maneira de reconhecer o esforço contínuo dos profissionais da rede que, diariamente, se dedicam e buscam garantir uma educação de qualidade aos nossos estudantes”, afirma o secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder.

“As notícias são ainda melhores, já que, pela primeira vez, vamos bonificar nossos servidores duas vezes. A expectativa é que ultrapassemos os 1 bilhão de reais com os resultados do Saeb, previsto para setembro”, completa.
3.760 escolas batem meta ouro Saresp

Dos mais de 188 mil servidores que receberão o bônus, 158.729 são profissionais do quadro do magistério. Na comparação com o ano passado, o número de servidores contemplados aumentou em 18%. O valor médio do pagamento é de R$ 5.066,89 por servidor.

Entre as escolas que atingiram a meta do Saresp, 3.760 conquistaram a marca ‘ouro’. Para o patamar ‘diamante’, a unidade deve também alcançar o ouro no Saeb. O atingimento duplo garante dois salários extras para os servidores.
Cálculo do bônus do Saresp

O cálculo do bônus para os profissionais da educação é feito com base nas notas dos estudantes de todas as séries e disciplinas avaliadas no Saresp do Ensino Fundamental e Médio e nas metas por escola. São computadas a evolução na aprendizagem, a frequência do aluno e a participação dos estudantes no Saresp.

As metas por unidade de ensino servem de baliza para estipular o valor a ser pago a docentes dos anos iniciais do Ensino Fundamental e de disciplinas que não estão no Saresp (tais como Educação Física e eletivas), além de gestores e profissionais do quadro de apoio e projetos.

Já para professores regentes de disciplinas avaliadas, a apuração dos resultados é proporcional à carga horária. Para aqueles que atribuem em mais de uma escola ou, ao mesmo tempo, em disciplinas avaliadas e não-avaliadas (tais como matemática e educação financeira), a composição do benefício é a ponderação entre a meta escola e a meta disciplina. agenciasp.sp

Governo de SP inaugura Palácio de Lutas em Guarulhos com presença de medalhistas olímpicosCom 1.325 m², o espaço é dotad...
13/04/2026

Governo de SP inaugura Palácio de Lutas em Guarulhos com presença de medalhistas olímpicos
Com 1.325 m², o espaço é dotado de ringue para boxe, dojo para modalidades de tatame, arquibancada com capacidade para 80 espectadores, vestiários masculino e feminino e iluminação em LED

As artes marciais ganharam um novo ponto de convergência no estado de São Paulo. Neste sábado (11), a Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo inaugurou, em parceria com a Prefeitura de Guarulhos, o Palácio de Lutas, primeiro equipamento do portfólio da pasta destinado exclusivamente à prática de lutas.

O investimento da secretaria no equipamento é de R$ 2,9 milhões, oriundos de emenda parlamentar federal. Com 1.325 m², o espaço é dotado de ringue para boxe, dojo para modalidades de tatame, arquibancada com capacidade para 80 espectadores, vestiários masculino e feminino e iluminação em LED.

A cerimônia de entrega contou com a presença de medalhistas olímpicos, como Maurren Maggi, ouro no salto em distância em Pequim-2008, Arthur Zanetti, ouro nas argolas em Londres-2012, e Abner Teixeira, bronze no boxe, categoria peso-pesado, em Tóquio-2021. Além deles, atletas locais de jiu-jitsu e karatê participaram da solenidade.

“Fico feliz demais de estar neste espaço. Quando comecei no boxe, há 15 anos, não existia uma estrutura igual a essa. Esse Palácio de Lutas fomenta os esportes de contato e atrai a garotada para vir praticar”, diz Abner.

As modalidades oferecidas do Palácio são boxe, muay thai, jiu-jitsu, karatê, judô, capoeira, luta livre e taekwondo. As inscrições para essas atividades estão disponíveis neste link.

“O espaço é bem bonito, amplo. Foi uma experiência diferente treinar aqui, com atletas de outras modalidades”, conta a boxeadora Vitória, que pretende aprimorar suas técnicas no no espaço.

O Palácio de Lutas faz parte do Centro Social Esportivo “João do Pulo”, localizado na Avenida Maria Cerri, 213, Jardim Divinolândia, em Guarulhos.

ANS esclarece que ausência de código não justifica negativa de cobertura ou reembolsoA Agência Nacional de Saúde Supleme...
13/04/2026

ANS esclarece que ausência de código não justifica negativa de cobertura ou reembolso

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esclarece que beneficiários de planos de saúde não podem ter procedimentos ou pedidos de reembolso negados pelas operadoras de planos de saúde sob a alegação de “ausência de código na Tabela Unificada da Saúde Suplementar (TUSS)”.

Quando o procedimento estiver previsto no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência ou no contrato do consumidor com o plano de saúde, a cobertura deve ser garantida pela operadora, assim como devem ser observadas as regras para a efetivação do reembolso ao beneficiário.

A TUSS é uma tabela padrão de codificação, utilizada para padronizar a troca de informações entre operadoras e prestadores de serviços de saúde, facilitando o registro e o processamento dos atendimentos. No entanto, trata-se de um instrumento administrativo, que não define, por si só, o direito à cobertura assistencial. Dessa forma, a eventual ausência de codificação não pode ser utilizada como justificativa para a negativa de cobertura.

A ANS reforça que a análise de cobertura deve considerar prioritariamente as regras do Rol e as condições estabelecidas no contrato do plano, e não apenas a existência de código específico na TUSS.

Caso a operadora ou o prestador de serviços de saúde negue ou adie o atendimento, o fornecimento do item solicitado ou o reembolso ao beneficiário, sob a alegação de ausência de código na TUSS ou em tabela própria, a orientação da Agência é que o beneficiário procure inicialmente a operadora para esclarecimentos.

Se a situação não for resolvida, o beneficiário deve registrar reclamação nos canais de atendimento da ANS, que avaliará o caso e adotará as providências cabíveis. A medida visa garantir segurança ao beneficiário e evitar que questões administrativas prejudiquem o acesso aos procedimentos previstos na cobertura contratada ou o direito ao reembolso.

Canais de atendimento ao beneficiário

A Agência orienta os usuários que estiverem enfrentando dificuldades para que procurem, inicialmente, sua operadora para que ela resolva o problema e, caso não tenha a questão resolvida, registre reclamação junto à ANS nos seguintes Canais:

Atendimento telefônico gratuito - Disque ANS (0800 701 9656, de 2ª a 6ª feira, das 9h às 17h, exceto feriados nacionais;
Atendimento eletrônico por meio de formulário no portal da ANS;
Atendimento telefônico gratuito para deficientes auditivos: 0800 021 2105; e
Atendimento presencial nos Núcleos da ANS. Clique aqui e faça o agendamento online.

Endereço

Ourinhos, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Expresso Ourinhos posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar