25/11/2025
IMPASSE NA CÂMARA: APÓS DISCURSO DURO SOBRE A SAÚDE, ABEL FIEL SUGERE CPI MAS NÃO ASSINA DOCUMENTO APRESENTADO POR COLEGAS
Sessão foi marcada por questionamentos sobre verbas para cirurgias eletivas e reviravolta no momento da formalização do pedido de investigação.
Na noite de ontem (24), a sessão da Câmara Municipal de Ourinhos foi palco de um intenso debate sobre a saúde pública do município. O foco das discussões foi a crescente fila de espera por cirurgias eletivas e o destino das verbas parlamentares enviadas à cidade. No entanto, o que prometia ser um movimento unif**ado de fiscalização terminou em impasse político.
Durante o uso da tribuna, o vereador Abel Fiel adotou um tom crítico em relação à gestão da saúde. O parlamentar questionou o motivo pelo qual a fila de cirurgias eletivas continua aumentando, mesmo com o recebimento de recursos externos.
Abel citou valores específicos de diversas emendas parlamentares destinadas por deputados para a saúde de Ourinhos. Diante dos números apresentados, o vereador sugeriu verbalmente a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar onde o dinheiro foi gasto e por que esses recursos não foram revertidos na agilização dos procedimentos cirúrgicos.
A fala de Abel Fiel gerou repercussão imediata no plenário. Os vereadores Vadinho, João Gonçalves, Wesley e Kita se pronunciaram em sequência, endossando a gravidade da situação. Em seus discursos, os parlamentares se mostraram favoráveis à investigação e declararam publicamente a intenção de assinar o pedido de abertura da CPI.
Para que uma CPI seja instaurada na Câmara de Ourinhos, são necessárias, no mínimo, cinco assinaturas (um terço dos vereadores).
O clima mudou quando o vereador Kita pediu a palavra e de forma pragmática, Kita apresentou ao plenário o documento oficial de requerimento da CPI já redigido e contendo três assinaturas:
Do Vereador Kita, do Vereador Wesley e do Presidente da Câmara, Cícero.
Com o documento em mãos, Kita cobrou a coerência dos pares, dirigindo-se principalmente àqueles que haviam acabado de discursar a favor da medida na tribuna. O objetivo era conseguir as duas assinaturas restantes para atingir o quórum de cinco nomes e oficializar a investigação.
No entanto, até o encerramento da discussão, o vereador Abel Fiel autor da sugestão original e os vereadores Vadinho e João Gonçalves que apoiaram a ideia verbalmente não assinaram o documento. A atitude gerou estranheza e murmúrios nos bastidores, visto que a proposta partiu do próprio Abel, mas, no momento de viabilizar a ação fiscalizatória prática, o apoio não se concretizou no papel.
Próximos Passos
Sem as cinco assinaturas necessárias, a CPI das Cirurgias Eletivas permanece apenas como uma sugestão de discurso, sem poder legal para investigar as contas da saúde. A população aguarda os desdobramentos e se haverá uma mudança de postura dos parlamentares nas próximas sessões.