18/04/2026
Eu não desisti de mim: entre perdas, pausas e recomeços
Eu não nasci em berço de ouro. Venho de uma família humilde, de poucos recursos. Já morei em casa de taipa, com chão batido, onde a vida ensinava mais do que qualquer livro.
Aos 13 anos, eu perdi minha mãe. E ela era meu esteio, meu apoio, minha referência. Foi uma perda precoce, uma dor profunda que marcou minha vida para sempre.
Mesmo assim, a vida seguiu.
Passei 17 anos longe da sala de aula. Um tempo que muitos poderiam chamar de atraso. Mas eu segui. Já adulto, tomei a decisão de voltar a estudar. E não foi fácil. Exigiu coragem, esforço e muita persistência.
Concluí dois cursos superiores. Cada conquista veio com luta.
Às vezes, eu confesso, dá vontade de me diminuir. Mas, em outros momentos, eu olho pra minha história e tiro o chapéu pra mim mesmo.
Hoje, aos 58 anos, continuo aprendendo. Continuo tentando, errando, buscando entender esse mundo novo, a tecnologia, a inteligência artificial.
Enquanto alguns pararam, eu escolhi continuar.
Porque, no fim, eu entendi uma coisa:
não importa o tempo, nem as dificuldades…
o que importa é não desistir de si mesmo.
Naldo Rodrigues
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