Ligia Ronconi

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26/08/2026

Nem todo desconforto significa que estamos fazendo algo errado.

Às vezes, ele aparece justamente quando estamos fazendo algo novo.

Nosso corpo, nossas emoções e nossos comportamentos foram construídos a partir de experiências repetidas.

Por isso, quando escolhemos responder de outro jeito, é possível que o novo ainda pareça estranho, inseguro ou até “errado”.

Mas existe uma diferença importante entre não conseguir fazer diferente e estar aprendendo a fazer diferente.

No começo, talvez você ainda precise pensar antes de agir.

Talvez precise se lembrar do que combinou consigo mesma.

Talvez ainda sinta medo, irritação, culpa ou insegurança.

Isso não apaga o que você já conseguiu construir.

Aprender também é perceber que você fez diferente, mesmo que ainda não tenha feito do jeito que gostaria.

É assim que um novo repertório começa a ganhar espaço.

E talvez a pergunta não seja:
“Por que ainda não consigo fazer diferente?”

Mas:
“O que eu já estou conseguindo fazer diferente?”

Com presença e direção,
Lígia. 🤍

19/08/2026

Às vezes, a gente tenta mudar um comportamento sem perceber o que está sustentando esse comportamento.

A gente sabe que precisa ter mais paciência.

Sabe que precisa conversar.

Sabe que precisa se posicionar.

Sabe até que não gostaria de reagir daquela maneira.

Mas, na hora em que o ciclo se ativa, parece que tudo aquilo que a gente sabe desaparece.

Isso acontece porque compreender cognitivamente não é o mesmo que aprender uma nova forma de responder.

Quando começamos a perceber o que acontece no corpo, quais sensações aparecem, que emoções se organizam e quais situações costumam ativar aquele estado, conseguimos enxergar algo que antes parecia apenas “falta de paciência”, “irritação” ou “cansaço”.

E, a partir dessa percepção, podemos começar a construir outras possibilidades.

Não se trata de controlar o que sentimos.

Trata-se de aprender a reconhecer o que acontece dentro de nós para poder escolher, aos poucos, como queremos agir.

É nesse espaço entre perceber e agir diferente que a aprendizagem acontece.

Com presença e direcionamento,
Lígia. 🤍

10/08/2026

O que acontece em um grupo terapêutico não começa quando as pessoas chegam.

Começa muito antes.

Começa na escolha de uma pergunta, na forma como uma prática é conduzida, no cuidado para criar uma experiência que permita perceber algo que, muitas vezes, ainda não tinha sido percebido.

Porque aprender não acontece apenas quando recebemos uma informação.

A aprendizagem precisa de experiência.

É na experiência que podemos perceber o que acontece conosco, experimentar novas possibilidades e, aos poucos, construir recursos para responder de outra maneira.

É por isso que, no Meu Corpo, Minha História, eu não preparo apenas conteúdos.

Eu preparo experiências de aprendizagem.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores diferenças do meu trabalho.

Não é sobre receber mais uma explicação sobre você.

É sobre experimentar, no corpo e na prática, novas possibilidades de estar diante daquilo que você vive.

E tudo isso começa antes mesmo do primeiro encontro.

Com presença e direcionamento,
Lígia. 🤍

06/08/2026

Durante muito tempo eu dizia que o corpo conta a nossa história.

Hoje eu diria essa frase de outro jeito.

O corpo conta a história que você viveu.
Mas ele também participa da história que você está construindo.

Talvez seja justamente por isso que tantas pessoas dizem:

“Eu sei o que preciso fazer… mas, na hora, eu não consigo.”

Porque compreender é diferente de sustentar uma nova atitude.

Você pode entender que precisa colocar limites.

Pode entender que precisa dizer “não”.

Pode entender que precisa se posicionar.

Mas, quando esse momento chega, não é só a mente que entra em ação.

O corpo também.

É ele que sustenta a postura.
É ele que sustenta a presença.
É ele que sustenta a voz.

Por isso, no Meu Corpo Minha História, o corpo ocupa um lugar tão importante.

Porque ele não participa apenas da forma como percebemos e regulamos aquilo que sentimos.

Ele também participa da construção das novas respostas que queremos levar para a vida.

Entender é o começo.

Aprender é o caminho.

E toda aprendizagem passa pelo corpo.

Com presença e direcionamento,
Lígia. 🤍

04/08/2026

Você já percebeu que, às vezes, entende exatamente por que faz alguma coisa… e, mesmo assim, continua repetindo o mesmo padrão?

Isso acontece porque compreender um comportamento e aprender uma nova forma de responder a ele são processos diferentes.

Entender é importante.

Ele traz consciência.

Mas a consciência, sozinha, não cria uma nova habilidade.

Assim como ninguém aprende a dirigir apenas assistindo a uma aula, também não aprendemos a lidar com as nossas emoções apenas porque entendemos de onde elas vêm.

Aprender envolve observar.

Praticar.

Errar.

Recomeçar.

Fazer pequenas escolhas diferentes até que elas se tornem mais naturais.

É por isso que acredito tanto em processos de aprendizagem.

Mais do que oferecer respostas prontas, eu quero ajudar as pessoas a desenvolverem uma nova forma de perceber, compreender e responder ao que acontece dentro delas.

Esse é o caminho que escolhi construir no Meu Corpo, Minha História.

💬 Me conta: você já viveu alguma situação em que entendeu um padrão seu, mas percebeu que fazer diferente era muito mais difícil do que imaginava?

Entender é o primeiro passo. Aprender a fazer diferente é o que transforma.

Com presença e direcionamento,
Lígia. 🤍

30/07/2026

Nem tudo o que precisa ser transformado se transforma no instante em que a gente toma consciência.

Às vezes, a gente entende algo sobre nós mesmos, reconhece um padrão, encontra um novo caminho… mas o corpo ainda precisa de tempo para experimentar essa nova possibilidade e fazer um novo aprendizado.

Aprender não é apenas saber.

É viver novas experiências, criar novas referências e permitir que aquilo que foi compreendido se torne parte da nossa forma de agir.

Assim como o dia não nasce de uma vez, algumas mudanças também acontecem aos poucos.

Com presença.
Com continuidade.
E com respeito ao próprio processo.

Com presença e direcionamento,
Lígia. 🤍

28/07/2026

Aprender algo novo exige uma coisa que muitas vezes esquecemos: aceitar o lugar de ainda não saber.

Antes de um movimento se tornar natural, ele passa pelo corpo muitas vezes.

A gente observa.
Tenta.
Erra.
Ajusta.
Experimenta novamente.

É assim que o cérebro e o corpo constroem novos caminhos.

Mas aprender não é repetir por repetir.

É viver uma experiência com significado, perceber os ajustes necessários e permitir que o corpo encontre novas possibilidades.

Muitas mudanças na vida também acontecem assim.

Não quando exigimos de nós que já saibamos fazer diferente.
Mas quando criamos espaço para aprender um novo caminho com consciência, presença e gentileza.

Porque é nesse espaço de percepção e respeito por nós mesmos que conseguimos transformar o que antes era automático em uma escolha mais consciente, saudável e coerente com os próprios valores.

Com presença e direcionamento,
Lígia. 🤍

23/07/2026

Nem sempre aquilo que chamamos de “falta de controle emocional” é uma falta de capacidade.

Às vezes, é um corpo tentando lidar com mais do que consegue sustentar por muito tempo.

Antes de se cobrar para reagir diferente, talvez seja importante observar:

Como está o seu ritmo?
Como está o seu descanso?
Como estão os sinais que o seu corpo vem mostrando?
Como você traz segurança para seu corpo e sua mente?

O autoconhecimento começa quando a gente para de lutar contra aquilo que sente e começa a compreender o que o corpo está tentando comunicar.

Cuidar da saúde emocional também é aprender a criar condições para que o corpo possa voltar ao equilíbrio.

Com presença e direcionamento,
Lígia. 🤍

21/07/2026

Às vezes, a gente acredita que autocuidado é saber exatamente o que fazer.

Mas, na prática, o autocuidado começa quando a gente aprende a se perceber.

Perceber o corpo.
Perceber as emoções.
Perceber os padrões que repetimos sem perceber.

No início, muitas vezes precisamos de ajuda para encontrar caminhos. E isso faz parte.

Mas existe algo muito bonito que acontece ao longo do processo de autoconhecimento: a gente começa a desenvolver autonomia.

Autonomia não é fazer tudo sozinho.

É aprender a reconhecer o que faz sentido para você.

É poder escolher, com mais consciência e autorresponsabilidade, os caminhos que te fazem bem.

Porque, no fim, ninguém conhece a sua história tão profundamente quanto você.

E talvez o verdadeiro cuidado não seja encontrar alguém que saiba tudo sobre você.

Talvez seja aprender, aos poucos, a se tornar especialista em si mesmo.

Como você tem exercido a sua autonomia no cuidado com você?

Com presença e direcionamento,
Lígia. 🤍

16/07/2026

A gente costuma olhar para a saúde emocional como se ela existisse separada da vida.

Mas o corpo sente tudo:
o ambiente,
o excesso,
a pressão,
o cansaço,
a falta de pausa,
a privação de sono,
o excesso de estímulo,
as relações,
a alimentação,
o ritmo da rotina.

E muitas vezes, o que parece “descontrole emocional” pode ser só um sistema nervoso sobrecarregado tentando sobreviver do jeito que consegue.

Isso não significa que a gente não precise se responsabilizar pela própria saúde.

Mas significa entender que regulação emocional não depende só da mente.

Ela também depende do corpo, do contexto e dos recursos que sustentam a vida.

Às vezes, antes de se julgar por não conseguir se organizar emocionalmente…

vale olhar:
como está a vida que o seu corpo está tentando sustentar?

Com presença e direção,
Lígia. 🤍

Endereço

Pindamonhangaba, SP

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